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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

JORNALISMO IMORAL E ANTIÉTICO

O Jornal Gazeta de nossa cidade, capitaneado pela famosa Ana Lúcia Zanelatto (ex-Lenhardt), inegavelmente, tem feito um esforço tremendo para ser o que há de pior no que se pode chamar de "jornalismo". Não é de hoje que graças a uma linha editorial agressiva, tendendiosa e oportunista, que vai bem ao estilo de quem o comanda, pessoas, profissionais e homens públicos são reiterada e gratuitamente atacados (na edição impressa ou eletrônica). Basta não fazer o que o comando daquele jornal quer, basta ter uma visão que não lhe agrada, basta não querer pagar para poder ver algo publicado que, pronto(!), lá vem os impropérios, as acusações, as insinuações, as cobranças infundadas, os ataques. Hoje, sexta-feira (14/2/14), mais uma vez, na página 2(dois), sob o título "Tá difícil", num misto de notícia e opinião, bem típico do expediente que vem sendo adotado para os fins perniciosos de sua editoria, lá se encontra mais uma vez tudo que de ruim e que infringe os mais elementares princípios da ética jornalística. Pois bem, lá se encontra:

1) a "denúncia-afirmação" (inclusive com direito a foto) de que "o advogado" de De Paris no caso do processo parlamentar por alegada quebra do decoro, "acha que pode estacionar sua caminhonete entre a vaga de deficiente físico e veículos oficiais na frente da Câmara de Vereadores na última segunda-feira". Pois bem, como é de conhecimento público, por força das várias entrevistas que foram dadas sobre o caso nos últimos dias, sou eu, Adroaldo Dal Mass, quem está à frente da defesa do Vereador De Paris, cujo trabalho venho fazendo em associação com o escritório de advocacia Caregnato, Bernardo & Scheram Advogados Associados. A dona Ana, Diretora do Jornal, sabe disso e sabe mais, que eu sou proprietário de uma "caminhonete". Assim com ela, muitas pessoas que me conhecem sabe disso. Entre os outros três advogados do caso De Paris (do escritório mencionado), nenhum tem caminhonete: um é tem um Honda Civic; outro tem um Corola, e outro tem um Cruise GM. Então, de que advogado a acusação de dona Ana, em seu jornal antiético, estaria se referindo? De mim? Ou a um dos outros? Pois bem, uma simples verificação da placa da caminhonete veria que nenhum dos advogados é dono do veículo estacionado de forma irregular. Mas com tal verificação não se preocupou a injuriante, difamente e caluniante afirmação, claro que não! Afinal, o que se faz lá não é jornalismo é ataque pessoal. Por outro lado, bastaria dona Ana ter ligado para os advogados para confirmar tal informação, mas não o fez, como sempre, já que seu estilo é patrocionar e assinar notícias que não são notícias (já que notícia pressupõe ouvir as partes em relação ao que se quer noticiar), mas sim libelos acusatório. Já fez isso, recentemente, com diversas figura públicas de Bento, inclusive o fez contra o Prefeito Lírio Turri, de Monte Belo do Sul, agraças ao que, eu, Adroaldo Dal Mass, tive o prazer de lhe direcionar uma ação para repor a verdade sobre uma "reportagem" que unilateralmente  e sem ouvir aquela autoridade o acusou de querer "extinguir o transporte escolar", cuja liminar de direito de resposta já foi deferida pela Justiça e está em vistas de ter que ser publicada. Então estamos assim: de quem é aquela caminhonete dona Ana? O servidor da Câmara Municipal que lhe passou a foto (segundo o que é dito na "matéria) lhe disse de quem seria a caminhonete? Por que, dona Ana, a senhora, tendo a foto, não foi procurar indenficar de quem era? Por que, dona Ana, foi afirmado que aquele veículo é "do (no singular, portanto, de um) advogado" de De Paris? Como sabemos que diante do rompante, irresponsabilidade e intolerância na prática de tendencionismo jornalistico seu jornal não responde a nenhum tipo de informação, não se preocupe, a senhora terá a oportunidade de responder tudo isso nos próximos dias junto ao Forum local. Mas arrisco um motivo para tanta agressividade, tendenciosidade e irresponsabilidade em expor pessoas em público através de seu periódico que acha que pode tudo, a qualquer tempo, espalhando penas ao vento: será que tal atitude mentirosa tem a ver com o fato de que pelo menos "um", no caso eu, Adroaldo Dal Mass, tem patrocinado, como advogado, diversas causas contra seu jornal? Se for, os motivos para o mau jornalismo, no caso específico, seria e é ainda pior";

2) a editoria do jornal tem a coragem de chamar o Vereador Moacir Camerini de "dedo-sujo-sempre-apontando". Mas o que é isso? Podemos não concordar com a forma de agir e postura daquele edil (e olha que eu sou um dos primeiros a não concordar com uma série de atitudes daquele), mas qualificar um Vereador (seja em função da posição, seja em função pessoal, etc) como "dedo-sujo-sempre-apontando" é de uma desfaçatez "jornalística" e postural que  não tem como mesurar. Ora, eu, ele, João, Maria e José, goste ou não a senhora, dona Ana, merecemos o respeito público como qualquer outro na defesa de nossas idéias. Se a senhora não concorda com elas, não é via o seu jornal que vai poder atacar moral e pessoalmente nós ou qualquer pessoa. Ou será que jornalismo é isso que se faz no seu jornal: ataque, ofensas, insinuações, histórias unilaterais, etc, etc, etc?

3) Só porque o Presidente da OAB local, Dr. Possamai, informou que estará tomando algumas providências em relação à postura da Câmara de Vereadores, no que está sendo considerado desrespeito às prerrogativas da profissão, o texto acusa a OAB de ter sido omissa em situações que a senhora, dona Ana, insinua serem mais importantes do que esta. Ora, talvez não haja algo mais importante do que o respeito à defesa de qualquer pessoa, seja em procedimentos administrativos ou judiciais, porque isso significa a defesa do estado democrático e de direito, sagrado à senhora (espero!), ao De Paris, a nós, vós, eles. Inibir defesa e impedir o exercício da advocacia é, portanto, voltar ao tempo das masmorras e condenações ilegais. E ninguém quer isso, ou a senhora quer? E por isso o ato da OAB local não é um ato de defesa deste ou daquele advogado (que para a senhora se resume, como diz a matéria difamente, em "uma rixa comezinha entre dois nobres edis", que estariam procurando "holofotes"), mas do exercício da advocacia e, portanto, do sagrao direito de defesa (exercido tantas vezes pela senhora mesma, através de seus advocados, na defesa de tantas ações que seu jornal enfretou e enfrenta, ou  não?).

4) Por último, mais uma vez, se encontra a "senteça" editorial, que como quando quer atacar sempre é praticada de forma unilaterial pelo Jornal Gazeta. Pois o texto se dá o direito de dizer o que é certo ou errado em termos dos procedimentos administrativos-processuais que estão sendo adotados no caso em debate (processo do decoro parlamentar). A senhora, dona Ana, como sempre, se revela tendenciosa (e aí de novo o mau e antiético jornalismo). Pega a parte que lhe convém, publica a versão de uma das partes (no caso, da Câmara de Veradores que lhe tem dado algumas somas para publicar seus atos publicitários, não é?) e, assim, o que o outro lado deveria esclarecer a seus leitores, ao mesmo tempo, junto à mesma matéria, pouco importa. A senhora dá a versão da Câmara de Vereadores que tudo está certo, como por exemplo: que "recém está ouvindo os envolvidos" (sim, e daí, então a defesa não deve participar?); que a comissão trabalha "com expediente sigiloso" (mas então piorou porque não pode existir expediente-processo "sigiloso" em relação ao acusado e sua defesa, ou pode? Estamos em Cuba?); que "após a conclusão, o documento vai passar pela Mesa Diretora para depois ir à votação em plenário" (mas o que vai à votação? O que foi apurado? Mas como podem apurar algo sem a presença e conhecimento da defesa do acusado e sua participação na apuração dos fatos? etc, etc); que, "aí, a decisão do plenário - que é soberana - baterá o martelo pela instauração ou não de um processo por quebra de decoro parlamentar" (lhe sugiro, assim como a quem lhe deu tais informações, ler os arts. 28 e seguintes do Regimetno Interno da Casa, pois, afinal, tal informação inova e cria procedimento não previsto naquele diploma legal).

Enfim, o que mais seria necessário dizer sobre o que é publicado hoje no jornal Gazeta sob o título "Tá difícil". Se algo precisasse ou pudesse ser dito a mais, seria simplesmente: sim, como diz sua manchete (única coisa correta), dona Ana, "TÁ DIFÍCIL", mas o que "tá difícil" é de nossa cidade aguentar tanto ranço, tanta agressividade, tanto oportunismo, tanta panfletagem travestida de jornalismo. E, para encerrar, como já lhe mostrei na Ação Judicial do Prefeito Lírio contra a senhora e seu jornal dias atrás (e faço de novo aqui, no texto transcrito abaixo), a ética jornalistica impõe, conforme é do Código De Ética editado pela Federação Nacional dos Jornalistas, que não se haja assim. O resto do código sei que, querendo (o que pode ser difícil), vossa senhoria econtrará facilmente em seus escaninhos para, quem sabe, um dia destes, começar a praticar.


 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros

Capítulo I - Do direito à informação

Art. 1º O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros tem como base o direito fundamental do cidadão à informação, que abrange direito de informar, de ser informado e de ter acesso à informação.

Art. 2º Como o acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental, os jornalistas não podem admitir que ele seja impedido por nenhum tipo de interesse, razão por que:

I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas;

II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;

2 comentários:

  1. Arthur Barcellos28/2/14 09:16

    Sr. Dal Mass, mas afinal de contas, você estacionou na vaga de deficientes físicos ou não?

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  2. Acho que a resposta está no texto Arthur, mas se não está, respondo com satisfação de forma mais clara: NÃO! MInha caminhonete é prata e naquele dia estacionei em frente próximo ao Centro Espírita. Até porque jamais estacionaria naquele local, seja por educação, seja por respeitar a lei de trânsito. abçs. Adroaldo Dal Mass.

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