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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MAIS REVELAÇÕES JURAMENTADAS

"O declarante está a par dos fatos e diz que houve falsificação de sua assinatura."

"Foi B.C. quem, lá por março de 2012, começou a perceber os empenhos para essas empresas, que apareciam e depois desapareciam; era então feito um duplo empenho por Luana: pagavam para a empresa X e depois destinava outro empenho para a empresa "laranja". "

"B. avaliou, a partir de maio, que o rombo teria sido em torno de R$ 114.000,00 mas muita coisa já estava fora do sistema."

"No que tange aos fundos vinculados, por exemplo (fundos de saúde, de educação, etc), Luana fazia pagamentos que seriam vinculados com o caixa único, e não com a verba do fundo. Exemplo de um caso concreto: o pagamento da Engeporto, que está construindo a UPA em Bento, que era para ser via fundo nacional da saúde foi pago com verba do caixa único, o que criou problemas financeiros."

terça-feira, 27 de novembro de 2012

UM DEPOIMENTO, MUITAS REVELAÇÕES

Saiba um pouco sobre um depoimento oficial, juramentado e frente à autoridade competente, que muito bem poderia ter sido explorado pela CPI. Aí está:

"A depoente sempre sugeriu e mencionou a forma que melhor atende essa licitação [do serviço de informática que acabou ficando com a famosa Delta], que é por técnica e preço. Mais ou menos por essa época, em agosto de 2011, o Prefeito acenou com a realização da licitação o quanto antes, e a depoente fez o ofício, também assinado pelo Prefeito, abrindo o processo licitatório. Foi sugerido um pregão, o que a depoente não compreendeu bem a razão. A justificativa dada pelo Prefeito foi quanto ao prazo (...). Em setembro, a depoente expressou ao Prefeito a discordância com a modalidade pregão escolhida, que deveria ser técnica e preço. A pressão sobre a depoente em relação ao edital era enorme, o que foi repassado ao Prefeito. Após as impugnações, o Prefeito pediu à depoente para que fizesse contato com o Instituto Matriz para que eles olhassem o edital; houve então uma reunião no gabinete do Prefeito. Nesse dia, naquele momento, a ideia da depoente e de Olívio era suspender a licitação e refazê-la; mas houve a continuidade do edital, por decisão do Prefeito, que acompanhou todo o processo decisório. Enfim, após os problemas, a Delta foi contratada, e então houve um esforço para que tudo funcionasse bem."

"No dia 15 de junho [2012], a declarante enviou e-mail para Delta, dizendo que a CTEC teria informado para Olívio, Daniel, Emerson, uma série de problemas da empresa. Jorge Alano, Diretor da empresa, respondeu, salientando que o trabalho em Bento era grandioso e que gostaria de vir a Bento para uma reunião; essa reunião ocorreu em 21 de junho. Lunelli pediu para que a depoente recebesse o pessoal da Delta e que ele tinha almoçado com o Diretor da empresa e que ele iria falar com a depoente. A depoente achou estranho esse relacionamento entre o Prefeito e o Diretor da Delta. A depoente desceu para receber o dono da Delta e José Elzer, que cuida do atendimento técnico. Emerson também estava. Foi uma reunião tumultuada, pois estavam tentando cobrar coisas idenvidas do Município. A depoente avisou o Secertário Olívio para comparecer à reunião, e ele foi, e junto com a depoente manteve a mesma posição da depoente. A Delta então se comprometeu a cumprir os prazos, e Alano disse que tinha falado com o Prefeito e que estava tudo bem. A partir de então, a depoente apenas insistiu que o módulo do patrimônio da Casa das Artes, pela necessidade da Fundação, mas abandonou o contato, pois as decisões financeiras eram tomadas pelo Prefeito, sem conhecimento de Olívio, que insistia em que as coisas fossem feitas da forma correta."

"No dia 21 de agosto [2012], Olívio entregou para a depoente um e-mail impresso que o Prefeito mandou para Olívio. O Prefeito apagou o remetente e mandou para Olívio; nesse e-mail, que é de 18 de agosto, o Prefeito fala de uma suposta fraude na Secretaria de Finanças que ele, Prefeito, teria recebido via e-mail (mas ele apagou o remetente). No texto do e-mail, fala-se no nome da Saly Inajá Alves Ramos como integrando o esquema. Depois disso, a CTEC entregou ao Secretário um relatório completo das inconsistências; isso ocorreu em 24 de agosto."

"No dia 29 (de agosto de 2012) à noite, o Prefeito ligou para a depoente, dizendo que Olívio tinha percebido uma fraude de Luana na Secretaria de Finanças, sendo que a declarante disse que ele, Prefeito, deveria optar pela verdade. No dia 30 de agosto, o Prefeito mandou um e-mail para Olívio e a depoente, que falava novamente de fraude. A depoente acha estranho que o Prefeito já sabia disso em 18 de agosto."

"O conhecimento do caos pelo Secretário e pelo Prefeito é de pelo menos de início de setembro, com o que Olívio mandou parar tudo. A CTEC continuou fiscalizando a inconsistência de dados. Após as eleições, no dia 09 de outubro, a depoente recebeu uma ligação de Marilza, pedindo que a depoente fosse ao Gabinete do Prefeito ao final do dia; lá chegando, estavam na reunião, Eliana, o Secretário Gava, o Prefeito, Roselaine Frigeri, Simone, Inês e Olívio.  Simone começou a falar que o Prefeito não responderia por nada pelos atos da Luana e a fazer indagações sobre a Delta, sobre o orçamento; Olívio então disse que não era novidade para ninguém o descontrole. Olívio salientou que sabia de coisas após a realização das despesas; lembrou que o convênio com o Hospital Tacchini foi feito sem passar pela Secretaria de Finanças e haver previsão de valores. Na mesma reunião questionaram Roselaine Frigeri  sobre a realização do aditivo com a Fundação José Bonifácio; Olívio mencionou que a contratação era da época de Miguel e que o Prefeito assinara o aditivo. Eliana então disse que iria depor no MP e precisava de uma cópia do processo dessa licitação, pois iria ser indagada sobre isso. Eliana perguntou à depoente o que ela falaria se fosse depor; a declarante disse que falaria a verdade e que todos deveriam falar a verdade no depoimento."

"O Prefeito sempre teve implicância com Ana Gobatto e por várias disse que ela deveria ser tirada do cargo, mas não sabe por quê. Michelle também foi afastada. Essas decisões eram tomadas pelo Prefeito; ele mesmo disse a Olívio que se ele não tirasse a Ana, ele iria demiti-lo."

"A depoente acha que Olívio é um bode expiatório nessa história; ele tem culpa por excesso de confiança, etc., mas a decepção do Ex-Secretário foi autêntica quando descobriu tudo. Por isso a depoente pensa que há algo maior, até por essa conduta estranha do Prefeito."

LEI ÁUREA DO PT

sábado, 24 de novembro de 2012

PREFEITO LUNELLI DENUNCIADO


O Prefeito Lunelli, como já se sabia e hoje não se tem dúvida, brincou de "cidade mais feliz". Seu jornalzinho de mesmo nome foi uma das provas. Mas talvez seu jornalzinho mais feliz não vá lhe deixar tão feliz. O Ministério Público denunciou o Prefeito Lunelli, no dia 24/8/12, junto a 4ª Câmara Criminal do TJRS, pelo crime previsto no art. 1º, inciso I, do Decreto-Lei 201/67 (que dispõe sobre a responsabilidade de Prefeitos e Vereadores, entre outros). Como se vê do teor da denúncia (que publico abaixo), o Prefeito Lunelli já havia sido alertado da irregularidade que, parece, preferiu continuar praticando. No caso, sobre o uso de dinheiro público para se promover através do jornalzinho da cidade mais feliz que tantas vezes denunciamos neste blog. O Prefeito está sujeito a seguinte pena: "perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação, sem prejuízo da reparação civil do dano causado ao patrimônio público ou particular". E tudo indica que é só o começo.







sexta-feira, 23 de novembro de 2012

COMENTÁRIOS E COMENTÁRIOS

Sinto-me na obrigação de fazer, mais uma vez, um esclarecimento sobre a liberação de comentários por parte dos leitores deste blog. Alguns têm me mandado mensagens cobrando do por quê eu não liberar determinado comentário que foi enviado. Como disse aqui alguns meses atrás, não posso liberar comentários com adjetivações ofensivas e, agora, principalmente nestes dias, acusações sem prova a esta ou aquela pessoa, como tem acontecido, por mais que os motivos pessoais de alguns para tanto sejam compreensiveis e óbvios. Tanto o que eu escrevo no blog quanto os comentários dos leitores devem partir do pressuposto que se tome alguns cuidados, e certamente acusações sem prova e adjetivações despropositadas e de ataque meramente pessoal não podem ser permitidos. Todos os comentários com informações, questionamentos e sugestões são bem vindos e serão publicados, desde que se mantenha o decoro e a legalidade. Até porque, convenhamos, muitos continuam se mantendo no anonimato, salvo raras exceções, sendo que é o titular e dono deste blog quem tem nome, sobrenome e imagem a ele vinculada e, portanto, legalmente, responsabilidade sobre tudo o que aqui é divulgado. Portanto, a premissa da ética, da moral, da legalidade e dos bons costumes deve ser mantida. E o direito a avaliação para que assim seja é meu e não posso abrir mão dele quando da mediação dos comentários. Então, podem estar certos, as contribuições serão sempre bem vindas e serão sempre aproveitadas e divulgadas, mesmo mantendo o comentarista em anonimato, mas desde que se mantenha a proposta basilar aqui destacada.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

RASPANDO O TACHO

Foi marcada uma reunião EXTRAORDINÁRIA do COMDEMA para o próximo dia 26/11, e, desta vez, de forma inédita, no Gabinete do Prefeito. Segundo dão conta algumas informações, na última reunião, DURANTE as atividades, a atual Secretária de Finanças ligou para o Presidente, solicitando que fosse votada a liberação de verba para pagamento dos varredores de rua NAQUELE INSTANTE.
Não tendo sido liberado naquela oportunidade, e não tendo sido aprovada a lei em que Lunelli pedia a extinção dos fundos municipais dias atrás, certamente é por isso que no item "3" do ofício convocação esteja como assunto "pedido de verba do fundo".  Mas isso não é nenhua surpresa, já que meter a mão em dinheiro de fundos municipais para outros fins que não para os que foram criados não seria a primeira vaz, já que isso já aconteceu nos últimos três meses em razão do desespero financeiro da Prefeitura.  E, aliás, no caso dos outros fundos, é capaz dos conselheiros dos fundos nem estarem sabendo disso. Vamos ver no que isso vai dar: aprovação ou não.
"Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente
Ofício Circular 084/2012 Bento Gonçalves, 21 de novembro de 2012

Prezados (as) Conselheiros (as)
Ao cumprimentá-los (as) cordialmente, convocamos os conselheiros (as) titulares e/ou suplentes do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, para reunião extraordinária a se realizar no dia 26 de novembro de 2012 (segunda-feira), às 9h, no Gabinete do Prefeito, localizado na Rua Marechal Deodoro, 70, sede da Prefeitura.
Salientamos a importância da participação de representantes de todas as entidades.
Sem mais para o momento, agradecemos.
Gilnei Rigotto
Presidente
PAUTA
1- Leitura e aprovação da ata anterior.
2- Aprovação de contas das Associações de Reciclagem.
3- Apresentação de pedido de verba do fundo - Dra. Simone Dias Flores."



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

INCORPORADOS

No início de 2011 encabeçamos uma luta contra a vergonhosa Lei Lunelli de incorporação salarial sobre o salário dos agentes políticos, encaminhada e aprovada no Natal de 2010 (lei 5.175, de 28/12/10), através da qual o Prefeito Lunelli; sua irmã Vereadora Neilene, a Secretária  de Governo e Administração Eliana Passarin; a Procuradora Geral Simone Azevedo; e, a Secretária de Educação Jaqueline Fávero iriam incorporar aos seus salários de servidores concursados o equivalente 20% ao ano sobre os seus subsídios (salários das funções políticas - Prefeito, Vereadora, Secretário, Procuradora Geral) nos seus contra-cheques. Graças a campanha via internet, logo em seguida, pressionado, o Prefeito Lunelli encaminhou projeto de lei à Câmara, que foi aprovado, reduzindo de 20% para 5% ao ano (lei 5.190, de 14/1/11). Em função disso, eu e mais 9 abnegados cidadãos (Bianca Manfredini, Bruno Vargas Dalla Costa, Delcio Maldotti, Gelson Todeschini, Gustavo Prodebon, Jaqueline Dal Mass, Luiz Carlos Mezacasa, Miguel Angelo Ehlert e Valter Vanoni), no exercício da cidadania, entramos com uma Ação Popular contra o Município e todos aqueles benefiários daquela lei imoral e inconstitucional. A ação leva o nº 005/1.11.0004128-8 e tramita na 3º  Vara Cível de Bento Gonçalves desde o dia 01/7/2011. O objetivo da ação, é claro, é declarar a ilegalidade de tais leis por afrontar os mais elementares princípios constitucionais, entre eles o da moralidade e da impessoalidade. No ingresso da ação foi pedida uma decisão liminar para que a administração "se abstivesse de efetuar qualquer pagamento" por aquela incorporação. O motivo do pedido limianar era para que se evitasse o recebimento de tais benefícios enquanto durasse a ação, já que, como se sabe, depois de ser recebido, mesmo com a procedência da ação, dificilmente se consegue o dinheiro de volta para os cofres públicos. A liminar não foi deferida e a ação ainda não foi julgada. E então, como consequência, aí está agora o resultado. A administração prontamente, é claro, atendendo a lei que ela mesmo criou, lançou a Portaria de incorporação, como se vê da editada em favor da Secretária de Educação, que reproduzimos abaixo. Por óbvio, se foi lançado no início do ano tal benefício para ela, todos os demais aqui nonimados já devem ter suas Portarias editadas e logo que voltarem às suas funções concursadas, a partir de 1/1/2013, estarão recebendo ditos valores em seus contra-cheques, já que às suas funções deverão voltar (com exceção da Vereadora que se reelegeu). Vamos, agora, tentar renovar o pedido de liminar. Quem sabe agora ela é deferida.


ATENDENDO O PEDIDO

O jornal Semanário de hoje, 21/11, traz uma matéria na página 5, sob o título "Santos quer ajuda para encontrar os supeitos", com a informação de que o Vereador Vanderlei Santos, na qualidade de Presidente da CPI, quer ajuda para encontrar o Ex-Secretário da Fazenda, Olívio Barcelos de Menezes; e da ex-Contadora Luana Marcon. Então aqui vai minha contribuição: O Sr. Olívio é funcionário concursado da Prefeitura de Veranópolis, cidade aonde tem casa própria e reside. Ele foi visto por lá, por estes dias, aonde sempre está (apesar de ter se delocado bastante ultimamente para Muçum, possivelmente a negócios). Então, sua localização é bastante simples, inclusive porque ele estaria encaminhando um pedido de licença, aparentemente para tratamento de saúde. É só ligar para o Prefeito de Veranópolis e pedir sua contribuição. No que diz respeito a Luana, sua família mora em Jaguari, mas, pelas últimas informações (inclusive de conhecimento da Procuradora Geral do Município e atual Secretária da Fazenda, Dra. Simone), estaria no Balneário Camburiú, "hospedada" dias atrás em uma famosa "clínica", para vão aqueles que querem "descansar", principalmente depois de começarem a ser investigados por algum tipo de atitude criminalmente suspeita. Como diz o ditado, quem procura, acha.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ESQUIZOFRENIA INVESTIGATÓRIA

Diante de  uma confusão instalada ontem, depois do depoimento da Procuradora Geral e atual Secretária da Fazenda, e isso logo após o Presidente da CPI, Vereador Vanderlei Santos, pedir uma votação sobre o  pedido de análise do afastamento do Prefeito, ficou revelado que Vereadores que não são membros da CPI estão fazendo perguntas aos depoentes. E isso se revelou ao público porque, ao ser feito aquele encaminhamento pelo Presidente, o Vereador Airton Minúsculi, depois de ter feito perguntas como quis à depoente Procuradora-Secretária, ficou em dúvida se votava ou não o pedido do Presidente da CPI, porque, segundo ele, "não faz parte da comissão". Ora, qualquer vereador que não faça parte da comissão parlamentar de inquérito só pode aparecer lá nos trabalhos como observador-visitante e não como participe-inquiridor. Isso é o óbvio. Estão confundindo a Câmara de Vereadores com a Comissão Parlamentar de Inquérito e estão confundindo ser vereador com ser vereador membro da comisssão de inquérito. Não fosse assim, por que nomear uma "Comissão"? O único resultado de tudo isso é, logo aí na frente, caso interesse a algum investigado, propugnar pela nulidade dos trabalhos, o que facilmente seria acolhida em qualquer juízo, já que quem não tem autoridade para o ato (qualquer ato, em direito público) não pode dele participar-decidir sob pena de nulidade. Assim, humildemente, sugiro ao Sr. Presidente da CPI que tome uma providência bem rapidinho em relação a isso ou, caso contrário, tudo irá por água abaixo, se é que já não foi. Até porque hoje a situação continuou, chegando ao ponto do Vereador Airton Minúsculi fazer uma pergunta ao Sr. Álvaro Lusivon sobre o que dizia respeito à sua  própria atuação como então Secretário Municipal do Meio Ambiente. Mas aonde é que isso vai dar?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

SUGESTÃO AOS VEREADORES

Agora que a CPI está em andamento, que hoje pela manhã o Prefeito Lunelli e o Vice Santalúcia já confirmaram que não sabiam de nada, e já que hoje à tarde quem vai depor é a Procuradora Geral do Município, Dra. Simone, sugiro que façam a ela as seguintes perguntas:
1) O contrato com a Fundação Araucária era de gestão ou de prestação de serviços?
2) O contrato permitia fazer, e se fosse feito, o Município pagar horas extras?
3) A senhora tinha conhecimento de algum apontamento por parte do TCU em relação a tal contrato? Se sim, desde quando e que apontamento e o que foi feito em relação ao mesmo?
4) A senhora participou da confecção do contrato?
5) A senhora conhecia, antes ou depois da assinatura, as cláusulas contratuais?
6) Quem fiscalizava o cumprimento do contrato (em relação ao horário de trabalho, indicação de nomes, pagamento das verbas salariais, etc)?
7) A senhora sabe se e por que o contrato deveria ser revisto pela administração municipal?
8) A senhora sabia que haviam inadimplentos, com vários fornecedores, há meses?
9) O que a senhora sabe sobre o pagamento da obra do Novo Centro de Informações Turisticas? Foi a senhora que deu parecer concordando com aditivo no valor contratual de 43% sobre o total contratado quando a lei impõe que seja até 25%? Em caso positivo, por quê agiu assim?
10) Por que a senhora permitiu que o Prefeito criasse e assinasse um Decreto descumprindo a lei que mandava entregar o dinheiro da área azul para o Consepro sem a mudança da lei?
11) É verdadeira a informação de que para assumir a função de Secretária Municipal das Finanças a senhora iria receber o salário respectivo, além do de Procuradora?
Termino minhas sugestões por aqui porque tenho que ir almoçar...até porque senão eu levaria toda a tarde para relacionar perguntas que merecem ser respondidas, a não ser por quem nada sabia.

domingo, 18 de novembro de 2012

UM MENINO CHAMADO ROUBERTO


Rouberto não é Rorberto. Este é filho de um tal de Pensador; aquele é filho das circunstâncias. Certo dia o menino Rouberto acordou e resolveu que faria um pedido para a Fada-do-Poder. Assim, chamou-a e disse: “Fada-do-Poder, eu quero muito comandar o parquinho onde vivo para poder fazer o bem para todas as crianças que vivem aqui. Quero organizar, melhorar, dar vida nova ao nosso parquinho tão abandonado”. A Fada, que estava cansada de ver a tristeza das crianças, achando Rouberto um bom menino, achou que deveria atender seu pedido e, então, lhe concedeu o desejo, entregando-lhe a Caneta Mágica. Com ela e através dela ele poderia transformar a vida no parquinho, já que com ela definiria o que poderia ou não ser feito, e mais, quem poderia fazer. Mas como o poder exercido com aquela caneta era enorme, a Fada alertou-o: “Rouberto, vou te entregar a caneta mágica do poder, mas estarei observando o que farás, e, assim, depois de algumas luas, voltarei para te avaliar e dizer se podes ou não continuar com ela”. Rouberto, então, pegou a caneta e, com ela, começou a agir. E tão logo começou a agir, viu o quanto a caneta era poderosa. Reparou que com ela fazia facilmente mais amigos, recebia muitos convites, era chamado para decidir coisas que jamais pensou que poderiam existir. Aquela caneta, concluiu, mudava destinos e, entre eles, o seu. Rouberto estava eufórico e deslumbrado. E como a sua tarefa era grandiosa, precisava de ajuda. Então, com a Caneta Mágica, começou a dar funções a outras crianças. Uma das mais importantes foi para a Menina-de-Fogo, sua grande amiguinha. E pensou nela porque compartilhavam das mesmas ideias e aspirações, sem exceções. Ela seria a segunda em chefe do parquinho. Mas o time não estava completo. Logo Rouberto se lembrou do Ogro, um menino que tinha conhecido em uma de suas estadas em Canalhópolis. Era o amiguinho perfeito para formar o triunvirato que comandaria o parquinho, pensou Rouberto. Outros amiguinhos se juntariam a eles para decidir os rumos do parquinho, e todos, é claro, com o mesmo perfil. Em perfeita sintonia, assim, os três foram fazendo e desfazendo, nomeando e desnomeando, comprando e vendendo, pintando e bordando. Passado algum tempo, Rouberto começou a achar que seu poder era supremo e, por ser supremo, ele estava acima do bem e do mal. Achava tudo poder, com o que concordavam a Menina-de-Fogo e o Ogro. Como senhores do poder, não demorou para começarem a perseguir as crianças que não concordavam com eles, mesmo que muito poucas. Se alguém ousasse dar uma sugestão ou fazer uma crítica era imediatamente chamado, ameaçado e punido, o que faziam com muita eficiência, à sobra. E era então tanta a certeza de tudo poder que o menino Rouberto resolveu enganar a própria Fada-do-Poder. Mas como faria isso, indagou-se Rouberto. Ora, concluiu rapidamente, “se com a caneta tudo posso, posso também iludir a Fada”. Para isso nomeou pequenos duendes como “mensageiros da felicidade”. Eles teriam a única missão de repetir e repetir, tantas quantas fossem as vezes necessárias, a seguinte mensagem: “o parquinho é feliz, o parquinho é feliz, o parquinho é feliz”. Eles seriam bem remunerados para fazer isso milhares de vezes, falando e espalhando cartazes pelo parquinho. O resultado foi imediato. Ao invés de se concentrarem no que de fato estava sendo feito ou não, as crianças usuárias do parquinho ficaram hipnotizadas pelas mensagens e pelas luzes que brilhavam à sua frente. Era o verdadeiro admirável parquinho novo, começaram a dizer as crianças. "Como Rouberto é trabalhador, como Rouberto é fazedor, como Rouberto é diferente", repetiam sem muito saber por que o faziam. E o dia da Fada-do-Poder chegar, chegou. Ela perguntou a Rouberto: “e então meu menino, como foram as coisas, o que você fez pelo parquinho?”. O menino, falador que era e confiante no seu plano, não hesitou: “fiz muitas coisas Fada, só coisas grandes e importantes, o que ninguém tinha feito antes, e ainda farei muito mais e maior, porque eu sei fazer, e a prova está aqui, olhe para estes cartazes e olhe para estas crianças repetindo ‘o parquinho é feliz, o parquinho é feliz’. "Como podes ver, estão todos felizes!”, completou confiante o menino. A Fada, crédula que era por sua própria essência, que nunca antes na história daquele parquinho tinha visto folhetos tão lindos e crianças tão radiantes, ficou encantada e orgulhosa, verdadeiramente entorpecida. Olhou para a Menina-de-Fogo e o Ogro, que ladeavam Rouberto, que tudo confirmavam. O Ogro, com seu cabeção, apontou com seu bracinho curto para a frente do castelinho, chamando a atenção da Fada para sua obra prima, quase, quase, quase pronta; a Menina-de-Fogo, que não tinha para o que apontar, apontou para si mesma como uma obra perfeita dos deuses. A Fada, então, estava decidida a deixar a Caneta Mágica com o menino Rouberto por mais um período de luas. Mas, de repente, alguma coisa começou a despertar a atenção dela. Era um tipo de som desagradável, chato, que não combinava com o colorido do que via e do som que ouvia emanar do triunvirato à sua frente e do grupo de duendes. A Fada quis saber do que se tratava aquilo, ao que Rouberto e os outros dois afirmaram ser apenas algumas crianças que não sabiam brincar, que queriam o seu lugar e que só sabiam fazer aqueles barulhos para incomodar a ele e seu parquinho. Pediram para a Fada não lhes dar atenção porque eram apenas uns invejosos e, o pior, amigos dos que nada tinham feito pelo parquinho até então, e que só queriam confundir as outras crianças felizes. Mas a Fada, de repente, decidiu ver do que se tratava. E o que num primeiro momento havia parecido desagradável e chato, começou a não ser tanto assim. É que a Fada resolveu deixar um pouco de lado os cartazes, as cantorias e os escudeiros de Rouberto. Não gostava de ouvir o que ouvia destas poucas crianças barulhentas e que faziam outro tipo de som, mas tinha que ouvir para melhor decidir. E ao ouvir, começou a refletir. E ao refletir, começou a ver Rouberto, a Menina-de-Fogo e o Ogro com outros olhos. Ficou dividida. O que era uma certeza virou uma dúvida. E, na dúvida, a Fada, por poucos argumentos, resolveu tirar a Caneta Mágica das mãos de Rouberto, entregando-a a outro menino. O parquinho ficou dividido, e era uma divisão difícil de compreender. A Fada, vendo o resultado de sua decisão, não sabia o que pensar. Teria ela tomado a decisão certa? Mas sua dúvida durou poucas horas. Não demorou mais do que meia dúzia de luas para ela ver que Rouberto quase havia conseguido enganá-la. As obras não eram verdadeiras, o pote de ouro já não tinha mais ouro, os brinquedos eram de mentirinha, as conquistas eram puros papéis, a felicidade era só na propaganda dos duendes, e a não ser para eles mesmos. Imediatamente o caos tomou conta do parquinho: os brinquedos começaram a parar por falta de luz, por falta de manutenção, e a escuridão tomou conta de tudo. Até pipoca faltava. O Ogro foi o primeiro a sumir; a Menina-de-Fogo se escondeu. Rouberto...bem!, Rouberto  entrou em estado delirante, não dizendo coisa com coisa. Ficou tão perdido em seus devaneios que, para justificar-se não se sabe para quem, convidou um dos meninos de seu próprio coro visitar obras fantasmas. Ninguém entendia mais nada. Ora ria, ora chorava. Passou a se esconder, única coisa que lhe sobrara. Não sabia mais quem era ou quem tinha sido, dizia nem mesmo lembrar de onde saíra a Menina-de-Fogo e o Ogro, em quem havia confiado cegamente. Volta e meia olhava-se no espelho e estranhamente perguntava para si mesmo, repetidamente: “por que tu me enganou?” E, como o espelho não lhe dava respostas, Rouberto passou a acreditar na mentira da própria pergunta. Na verdade, Rouberto tinha se concentrado tanto em enganar a Fada que não se dera conta de que enganara ainda mais a si mesmo.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ENTRE QUATRO PAREDES

Tem coisas que se faz só entre quatro paredes.  Mas tem gente que faz muito mais coisas apenas entre quatro paredes. E como fazem e por que fazem nem sempre deve ficar apenas entre quatro paredes. Pois foi entre quatro paredes que a Procuradora Geral do Município e atual Secretária da Fazenda, Dra. Simone, bem recentemente, já também como Secretária Fazendária, fez as seguintes afirmações: "Sabia que alguma coisa boa não iria dar"; "o município errou mas vai ter uma repartição de responsabilidades nisso"; "num momento destes eu não vou enjaulada junto com o Prefeito"; "a gente não está se negando a pagar o que é devido, mas tem valores que vão ter que ser discutidos"; "sugiro que o Prefeito mesmo que me tire daqui que o próximo que assumir não faça isso senão quem vai acabar no chilindró vai ser o Prefeito"; "é um momento delicado que se prorrogou por muito tempo".
Pois é, sinceramente, de minha parte, fica cada vez mais difícil não sentir vontade de vomitar.

SAÚDE EM ESTADO DE GREVE

A casa está para cair. Ontem os trabalhadores da saúde entraram em estado de greve. Se não houer o pagamento integral dos salários de outubro até a próxima sexta-feira (16/11), a saúde vai parar. O contingente de reserva, para garantir o serviço mínimo, será de 30% do contingente, e isso apenas para o serviço de urgência e emergência no Pronto Atendimento. Com o pagamento a greve será automaticamente suspensa. E já houve deliberação para o próximo mês, momento em que a tolerância com eventual futuro e novo atraso no pagamento será menor. Mesmo que consigam pagar o mês de outubro que está atrasado e a greve seja suspensa, se não houver o pagamento em dia do mês de novembro (até o 5º dia útil de dezembro), a greve automaticamente estará novamente valendo desde aquele dia. Pelo jeito a tolerância dos operadores da saúde acabou. E não se diga que não deram sua parte de contribuição com o problema, já que, é difícil pedir abnegação, tolerância e ajuda para quem fica sem receber salário e, o pior, no caso, para quem tem sido tratado, nas reuniões, com desdém que beira o desrespeito com tudo e com todos.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

ADMINISTRAÇÃO ESQUIZOFRÊNICA

Recebi o seguinte texto, de alguém que trabalha na saúde pública municipal, e que portanto sabe o que está acontecendo e sabe muitos dos motivos para que se chegasse ao ponto caótico que se chegou em nossa cidade. A mensagem, por sua qualificação, é transcrita na íntegra e fala por si:

"ADMINISTRAÇÃO ESQUIZOFRÊNICA

Em breve o caos estará instalado na Saúde de Bento Gonçalves. Não bastasse a falta de materiais de trabalho, como, luvas, máscaras, gaze, esparadrapo, soro fisiológico, soluções anti-sépticas, hoje (13/11) às 18 horas na AMEB (Associação Médica de Bento Gonçalves), os médicos da Fundação Araucária, que correspondem a 95% do Staff para atendimento aos munícipes, se reunirão para decidir pela paralisação de suas atividades.
Ora amigos, a morte vem sendo anunciada pelo comportamento esquizofrênico da atual administração. E para quem quer saber mais, esquizofrenia é um severo transtorno do funcionamento cerebral, que evolui tão lentamente que muitas pessoas que estão ao redor do contexto não percebem nada de errado com o doente. Os principais sintomas da “doença” são os DELÍRIOS, AS ALUCINAÇÕES. AS PERTURBAÇÕES EMOCIONAIS E OS DISTÚRBIOS DE CONDUTA. Assim foi acontecendo ao longo dessa gestão falaciosa e calamitosa do Prefeito Lunelli.
Ainda bem que algumas pessoas têm uma sensibilidade mais aguçada que lhes permite identificar a “enfermidade”, alertando a sociedade que a situação é grave e talvez de difícil cura. Quero agradecer sinceramente a você Dal Mass e outros que integram esse grupo seleto de pessoas e dizer a todos que confio na justiça divina e na justiça dos homens e, certamente, a punição virá para os responsáveis pela doença!
Amigo de Bento."

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PROCURA-SE

Procura-se o Prefeito que disse que iria cuidar da cidade como cuidava de sua família; procura-se o Prefeito dos projetos; procura-se o Prefeito tocador de obras; procura-se o Prefeito do alinhamento; procura-se o Prefeito amiguinho da Presidenta e do Governador; procura-se o Prefeito responsável pelo dinheiro público; procura-se o Prefeito que disse que tudo estava em dia; procura-se o Prefeito que disse que trouxe R$ 200 milhões para o município; procura-se o Prefeito da modernização da gestão pública e da modernização tributária; procura-se o Prefeito dos recursos sem fim que nunca chegaram. Mas, talvez, ao procurá-lo, se encontre apenas o Prefeito da enrolação, da irresponsabilidade, da má gestão, do engodo, da falação e, por tudo isso, do caos que criou e do qual a cidade levará muitos anos para sair. E, talvez, com a chegada de mais um circo na cidade, o lugar de encontrá-lo, assim como muitos de seus assessores que andam sumidos, seja por lá. Procura-se o prefeito Lunelli para dar explicações e achar soluções.

QUE SE EXPLODA!

Ficou acertado, agora à pouco, 12/11, o repasse do valor pela Prefeitura à Fundação Araucária, o que acontecerá no dia de amanhã, a fim de pagar os funcionários terceirizados por ela. Você está comemorando? Calma, ainda não é hora de comemorar, ainda mais que quem continua administrando o município ainda são elles. É que a Prefeitura acaba de informar à Fundação que vai entregar amanhã apenas o valor de R$ 498.000,00 (quatrocentos e noventa e oito mil reais) para o pagamento da folha de pagamento de outubro, equanto que, o total da folha é de R$ 1.840.000,00 (hum milhão oitocentos e quarenta mil reais). Então a equação mágica da administração que já deve R$ 5 milhões em repasses atrasados à Fundação, e cuja folha só de outubro é aquele valor de quase dois milhões, é a de que, talvez, a Fundação faça um sorteio, que pague conforme a cor dos olhos do funcionário, pela importância, ou sabe-se lá por qual critério.  Tal postura está lembrando o refrão adotado pelo antigo personagem Justo Veríssimo, do falecido Xico Anísio: "eu quero que pobre se exploda!"

REALIDADE DE HOJE x FANTASIA DE ONTEM

Relato que recebi, na última sexta-feira, 9/11,  de alguém que teve conhecimento, depois de levar uma pessoa acidentada no trabalho para a UPA 24hs da nossa festejada administração municipal do Prefeito Lunelli. Nem vou fazer comentários porque é completamente desnecessário.

"NÃO PODIA DEIXAR DE TE CONTAR O QUE ACONTECEU ONTEM DE MANHÃ.

PEGUEI O FUNCIONARIO E LEVEI ELE NO 24HR PARA FAZER PONTOS PORQUE ELE TINHA CORTADO A MÃO.
DEIXEI ELE LÁ E QUANDO ELE TERMINASSE ME LIGARIA. ELE FICOU LÁ 1 HORA AGUARDANDO E QUANDO FORAM ATENDE-LO, PARA A SURPRESA DELE NÃO TINHA "LINHA PARA FAZER PONTO NA MÃO". SO COLOCARAM UMA ATADURA PARA SEGURAR O CORTE FECHADO E MANDARAM ELE PROCURAR O TACHINI. O DR. AINDA FALOU PARA ELE O SEGUINTE: TU É UM CARA DE SORTE AINDA TEMOS 2 INJEÇÕES CONTRA INFECÇÃO ENTÃO UMA VOU FAZER EM TI E AINDA TEREMOS UMA DE SOBRA PARA UM SORTUDO. PODE? ELE ESTAVA INDIGNADO."




domingo, 11 de novembro de 2012

ELES VÃO REZAR

Imagina que você é credor de muito dinheiro de alguém. Aí você vai numa reunião com o representante deste alguém e ele sai com essas: ; "tem alguma solução? Não tenho orçamento"; "Eu sabia que alguma coisa de bom não iria dar"; "Estamos rezando para que algo surja para poder fazer o pagamento de vocês". Alguém imagina que é o devedor, quem é o credor e quem é o interlocutor? Fique ligado por aqui que em mais algumas horas vocês vão ficar sabendo tudo isso e, aliás, muito mais afirmações, de muito maior impacto.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DOIS SALÁRIOS?

A imprensa noticiou que a Procuradora Geral do Município, Dra. Simone Azevedo Dias, está respondendo interinamente pela Secretaria da Fazenda. E está! Continua, ainda, no cargo de Procuradora Geral. Estas duas funções tem o mesmo nível de salário. Sempre foi tradição, até porque não há lei permitindo acumular salários, quando algum Secretário Municipal acumulasse funções, receber apenas por uma delas. Durante o governo Lunelli isso também aconteceu e acontece, como é o caso da Secretária Eliana Passarin, que é Secretário de Governo e de Administração, recebendo apenas por uma das funções. Aconteceu com o Vice-Prefeito, quando respondeu pela Secretaria da Saúde. Então, como cidadão, seja pelo momento financeiro crítico, seja porque não há lei municipal que permita receber dois salários (que, no caso, seria a de Procuradora Geral e de Secretária Municipal), seja porque não há registro de ato (decreto) que diga que a Procuradora deixará de receber como tal quanto estiver no comando das Finanças, quero que o Prefeito Lunelli e a própria Procuradora responda, afinal, por qual motivo, no Decreto nº 7.993, de 11/10, que a nomeou, diz que ela receberá pagamento (subsídio, que significa salário) por tal nova função interina. Quando tiverem a resposta é só me contatar que divulgarei aqui. Até lá só posso acreditar no óbvio da situação: que está ou estará havendo o pagamento acumulado. E era só o que faltava!


DECRETO Nº 7993, DE 11 DE OUTUBRO DE 2012.

NOMEIA SIMONE AZEVEDO DIAS. PARA EXERCER, INTERINAMENTE, O CARGO DE SECRETÁRIA MUNICIPAL DE FINANÇAS.
Prefeito Municipal de Bento Gonçalves, no uso das atribuições que lhe confere o art. 92, inciso I, alínea “c” da Lei Orgânica do Município,
D E C R E T A:
Art. 1º É nomeada SIMONE AZEVEDO DIAS, para exercer, interinamente, o cargo de Secretária Municipal de Finanças, a partir de 11 de outubro de 2012.
Art. 2º Pelo referido cargo perceberá subsídio mensal de conformidade com a Lei Municipal nº 4.285, de 22 de janeiro de 2008.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE BENTO GONÇALVES, aos onze dias do mês de outubro de dois mil e doze.
ROBERTO LUNELLI
Prefeito Municipal
Registre-se e Publique-se.
Simone Azevedo Dias
Procuradora-Geral do Município

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PURA CARA-DE-PAU

A Secretária de Governo enviou o seguinte e-mail, ontem, a "todos":

"De: "Secretaria Geral de Governo"

Para: "todos 01" , "todos 02"
Enviadas: Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012 13:05:00
Assunto: Comunicado Importante

Prezados (as) Senhores (as):
A Secretaria Municipal de Administração informa que o pagamento aos servidores será efetuado hoje, honrando o pagamento até o 5º dia útil, 08 de novembro.

Agradecemos a equipe da Secretaria de Finanças e demais setores que contribuiram para tanto e principalmente aos servidores públicos pela compreensão.
Atenciosamente,
Eliana Passarin.
Secretária Geral de Governo e de Administração."

Ou seja, a Secretária quer, visivelmente, dar de entender que com o pagamento do salário agora dia 8/11 estaria "honrando" o pagamento aos servidores dentro da normalidade ao fazê-lo até o 5ºdia útil do mês, como deve ser na iniciativa privada. Será que a Senhora Secretária Eliana Passarin não conhece a Lei Complementar nº 75, de 22/12/2004, que determina em seu art. 241: "O pagamento das remunerações dos servidores será realizado até o último dia útil de cada mês."



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FUNDAÇÃO x PREFEITURA: começou!

A Fundação Araucária acaba de entrar com um pedido de NOTIFICAÇÃO JUDICIAL contra a Prefeitura Municipal e o Prefeito Lunelli. O processo deu entrada no dia 1/11 no Fórum local e leva o nº 1.12.0008653-4.  O Oficial de Justiça deve estar por estas horas atrás do Prefeito para citá-lo. E sabe o que quer a Fundação? Que a Prefeitura pague o valor de R$ 5.741.072,50 (cinco milhões setecentos e quarenta e um mil setenta e dois reais com cinquenta centavos). Deste montante, R$ 3.088.986,69 (três milhões oitenta e oito mil novencentos e oitenta e seis reais e sessenta e nove centavos) ATRASADOS dos meses de ABRIL (!), AGOSTO E SETEMBRO/2012; e, R$ 2.652.085,00 (dois milhões seiscentos e cinquenta e dois mil oitenta e cinco reais) relativos ao mês de OUTUBRO, cujo vencimento seria no dia 07/11. Segundo o processo, a Fundação notifica a Prefeitura e o Prefeito Lunelli pessoalmente de que caso não haja o pagamento de todo o valor até daqui dois dias, simplesmente vai dar por rescindido os contratos, parando com os serviços que presta, dando então aviso prévio para todos os funcionários que estão colocados no serviço municipal através dela, algo que gira em torno de 750 funcionários. E o mais grave, a Notificação explicita que há muito tempo os "funcionários" encarregados sabiam (a é, é!) disso e não deram solução ao problema, e que agora a Fundação não terá mais como suportar tal inadimplência. Inclusive relata que empenhos que teriam que ter sido emitidos para os devidos pagamentos não o foram no tempo oportuno. Só fico aqui pensando com os meus botões: por que os pagamentos estão atrasados desde ABRIL e só agora a Fundação toma providências legais? Mas isso tudo nem sei por que me pergunto se há muito tempo já sei a resposta.

E OS ALUNOS QUE SE DANEM, NÃO É?

Se alguém pensa que o caos administrativo-público municipal é só nas finanças está muito enganado. Os pais de uma turma de 5ª série da EMF Prof. Maria Borges Frota, no Ouro Verde, não aguentam mais tanto descaso com seus filhos. Desde o dia 16/9, com a saída da professora que pegou licença prêmio, nenhuma outra foi lotada para o seu lugar. A mágica encontrada pela direção da escola, para prejudicar um pouco menos os alunos, foi colocar um punhado deles em cada uma das outras turmas, uns mudando de turno, outros não. Mas, enquanto isso, a Secretaria de Educação não esquece de mandar de cá para lá aqueles que lhe interessam, dando uma ajeitadinha na vida funcional daqueles que são os mais próximos, sobrando para os outros, não tão próximos. É apenas uma uma demonstração de incompetência e de descaso, só que, no caso, para com alunos. Quem sabe estes pais levam o assunto para o Conselho Municipal de Educação, o que já deveria ter sido feito. Até porque, como se sabe, se algum membro da direção da Escola tentar agir para pressionar a Secretaria Municipal para ser enviado um professor, a medida mais rápida que poderá ser tomada, como em outras situações,  é contra quem reclama. E depois a RBS se pergunda por quê!

domingo, 4 de novembro de 2012

ENQUANTO ISSO, LÁ NA SAÚDE...

Pois enquanto a cidade arde em chamas, numa destruição petista decretada há muitos meses, fruto da incompetência de alguns e vigarices de outros membros da atual administração, em algo jamais visto por aqui, na quinta-feira, 01/11, o Prefeito Lunelli foi entrevistado por seu escudeiro Gerson Lehnhard para falar do Hospital do Trabalhador, uma obra que lembra o lema Denorex. O não pagamento de um tostão sequer aos servidores públicos relativo aos salário de outubro, o fim da compra de materiais na área da saúde, o calote generalizado em dezenas e dezenas de credores,  a falta de recursos para os compromissos futuros, o pedido de fim dos Fundos Municipais para usar seu dinheiro para o pagamento de compromissos em atraso, etc, etc, nada disso importou. Numa versão de criador e criatura, a entrevista foi sobre os "feitos" de Lunelli na contrução do Hospital do Trabalhador, com direito a visita no local, onde o Prefeito, mais uma vez e num momento como esse, se deu o direito de elogiar-se (que novidade!), e, o pior, agindo como se o circo não estivesse pegando fogo e ele não fosse o responsável. Não sei por que lembrei-me das duplas o Gordo e o Magro, Abot e Costelo e Mortadelo e Salaminho. Mas independente daquela surreal entrevista, certamente encomendada a dedo, que enojaria o mais forte dos estômagos, a realidade é a que a cidade já conhece (e muito mais conhecerá com o fim das investigações) e que ajudo um pouco mais a conhecer com o documento que publico aqui, logo abaixo. Olhem bem! Trata-se de um ofício enviado no último dia 29/10, pela Secretaria Municipal da Saúde, para todos os médicos onde, se implora-determina para que os médicos façam "racionamento de medicações" e materiais e, entre outras coisas, informa que os exames estão cancelados (cancelados!),  a não ser em caso de extrema urgência (!? - e em caso de urgência não!), eis que não há dinheiro para comprar o que precisa sequer na área da saúde. Mas, enquanto isso, elle se autoelogia, e se autoelogia, e se autoelogia....e, por incrível que pareça, ainda tem platéia e mestre de cerimônia.