SEJA BEM-VINDO

Se você está acessando meu blog é porque quer informação, e principalmente sobre Bento Gonçalves. Então seja bem-vindo e desfrute das informações que você só encontrará aqui.







Pesquisar este blog

domingo, 27 de maio de 2012

ANTES TARDE DO QUE NUNCA

Quando informei aqui, dias atrás, que a Creche do Panorâmico, sob o nome de Educador Paulo Freire, tinha sido inaugurada às pressas no dia 6/4 (último dia para o Prefeito participar de inaugurações por causa da Lei Eleitoral), com o refeitório à la nordeste, só com o telhado e sem paredes, alguns me mandaram mensagens um tanto quanto agressivas e dizendo que eu não sabia de nada. Agora vejo um edital, publicado dia 18/5, para "fechamento de área coberta, pelo valor de R$ 47.082,29. Como lá não tinha outra área coberta sem paredes, só pode ser, depois de inaugurado, o remendo necessário para que as crianças tenham aonde fazer suas refeições. Por que não teriam feito as paredes durante a obra e antes de inaugurar? Mas tudo bem, apesar de mais esta trapalhada, antes tarde do que nunca.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

À PROCURA DOS EQUIPAMENTOS

Não sou só eu que estou à procurada dos equipamentos adquiridos pela Prefeitura para montar uma recicladora de lixo, para os quais foi pago R$ 159 mil em outubro/2011, como postei aqui dias atrás. O Presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente já oficiou ao Secretário Municipal daquela pasta para que diga aonde foram colocados. Espero que para ele dêem a informação para que, assim, a cidade possa saber o que e quem está fazendo com eles.

CADÊ O PROCESSO?

As empresas que impugnaram o edital para locação dos equipamentos de trânsito (aquele que comentei aqui sobre a suspeita por parte de algumas empresas de direcionamento) continuam aguardando a possibilidade de ter acesso ao processo administativo. Por que será que o processo está a tanto tempo longe do acesso, inclusive, segundo informam, em Caxias do Sul, "com a advogada"? Por que não está sendo franqueado o acesso ao mesmo para as empresas poderem tirar cópia? Não adianta a administração municipal apenas "suspender" o processo licitatório sem dar as razões e impedir o conhecimento dos fatos, versões e pareceres. O que está acontecendo?

SOBRE AMEBAS E PARASITAS

Dentro de apenas os últimos 6 dias, os servidores públicos municipais, graças a façanha da Administração Municipal em não protolar em tempo o projeto de aumento salarial daqueles,  foram transformados de vítima da incompetência dos gestores em alvo de seus ataques. Na sexta-feira, dia do protesto, foram chamados de "amebas"; na segunda-feira, em plena sessão solene da Câmara de Vereadores, foram chamados de "parasitas" pelo Secretário da Fazenda. Ou seja, como "amebas", foram chamados de seres sem capacidade deliberativa própria; como "parasitas", foram chamados de sugadores, de aproveitadores, e tudo mais que represente o que é o ser biológico parasita, no caso, alguém que sem produzir nada se dá bem às custas dos outros. E para completar o quadro da infâmia e do surreal, foi estendida a adjetivação de "parasita" para o público em geral que estivesse postado na frente da Prefeitura no dia do protesto, atingindo assim a todo e qualquer cidadão que pudesse estar simpático ao legítimo protesto. E, para piorar o quadro da dor, levaram a adjetivação àqueles que estavam lá e que, por um motivo ou outro, têm vínculos partidários. Assim, o que era apenas trágico para os servidores se tornou tragicômico no contexto geral, e isso porque acabamos por chegar ao ponto de ver os integrantes petistas da administração querer desqualificar um debate, em torno de uma reivindicação justa, como se eles próprios, em outros tempos, quando nada administravam, eram os plantonistas dos protestos e da solidariedade às mais variadas reivindicações. Quando eles gritavam, agitavam, organizavam protestos, faziam cartazes, brandavam palavras de ordem (e nem preciso lembrar, promoviam quebra-quebra), tudo com a estrelinha de cherife no peito, diziam que faziam em nome da cidadania, da democracia e dos trabalhadores; agora, quando pessoas se organizam e membros de alguma agremiação política que não seja a da estrelinha no peito ficam solidárias ao movimento, estes são, aí, também amebas e parasitas. Haveria coisa mais surreal de se ver e ouvir? Alguém poderia imaginar o dia em que tamanho disparate seria testemunhado? Eu não, nunca imaginei, e, por isso, ao invés de adjetivá-los, tenho aqui comigo a única reação possível diante de tamanha desonestidade intelectual e moral: ahahahah, quaquaquaqua, rsrsrsrsrsrsrs.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

AULA DE PALHAÇO

Ontem descobri que entre as ações do projeto FIB - Felicidade Interna Bruta (lembram que foi contratada a "medição" da nossa felicidade por R$ 99 mil?), que segundo divulgou a administração teve seu início piloto no Bairro Municipal, estava a de tirar alguns alunos da sala de aula para terem aula de palhaço. Só uma palavra: impressionante!

SERVIDORES ABANDONADOS

Os servidores municipais terão, nas próximas 48hs, a confirmação de uma surpresa muito desagradável: a de que não terão aumento salarial este ano. É que a "competente" administração que se diz dos trabalhadores não mandou para a Câmara de Vereadores o devido projeto de lei até o prazo limite, no caso, até o dia 6/4, para poder conceder o aumento. E agora não dá mais, já que, tendo passado aquela data, se ingressou no período inferior de seis meses antes das eleições, período em que é proibido dar aumento salarial no serviço público. O motivo de tal comportamento omissivo da administração petista é desconhecido. Alguns falam que houve esquecimento, outros falam em incompetência, e há os que falam que é porque não haveria dinheiro para dar aumento, devido ao cofre estar raspado, o que não quereria ser admitido. Independentemente do motivo, para o servidor público municipal, a realidade é que no máximo o que poderão ter é a reposição da inflação destes primeiros quatro meses do ano, nada mais, o que daria em torno de 1%. Vamos ver como a administração da cidade mais feliz vai explicar mais esta patetada em tempos de Patati-Patatá.

terça-feira, 15 de maio de 2012

TEMOS RECICLADORA PÚBLICA?

Verificando a aquisição de alguns equipamentos por parte da Prefeitura no fim do ano passado (2011), poder-se-ia chegar à conclusão de que o município tem uma recicladora pública em funcionamento ou a instalar. É que, segundo documento que temos em nossas mãos, a Prefeitura comprou e pagou, entre agosto e outubro/2011, pelos seguintes equipamentos para aquele tipo de atividade com o lixo, pelo valor de R$ 148.755,00:
Da empresa KALLIPER Equi. para Reciclagem Ltda:
1) PRENSA HIDRÁULICA VERTICAL, no valor de R$ 13.900,00;

Da empresa GERMANIA Ind. Montagens Transp. Ltda:
1) EXAUSTOR E SILO DOSADOR, no valor de R$ 11.130,00;
2) MOINHO GRANULADOR HORIZONTAL, no valor de R$ 74.930,00;
3) MOTO-BOMBA E CANALIZAÇÃO, no valor de R$ 42.105,00;
4) TANQUE DE LAVAGEM PARA LINHA DE BENEFICIAMENTO PLÁSTICO A SER INSTALADO NA RECICLAGEM, no valor de R$ 6.690,00.

Muitos estão à procura de aonde estariam estes equipamentos, mas ninguém sabe dizer aonde estão. Estão em algum lugar para serem instalados? Foram cedidos para alguém? E neste último caso, para quem e a que título? Então, coloco-me à disposição da administração pública para informar a quem está procurando. Enquanto isso, e tendo em vista que sempre que me coloquei à disposição para mostrar aonde foi gasto alguma coisa e/ou para esclarecer números desencontrados e irreais nunca me foram alcançados, sugiro ao Presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente que dê atenção a esse assunto. Afinal, parece que muito haverá a ser explicado sobre tais aquisições.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

EQUANTO ISSO, LÁ NA NOVA CRECHE...

A administração municipal comemorou e divulgou estrondosamente a inauguração da Creche do Loteamento Panorâmico, nominada de "Educador Paulo Freire". E haveria muito a comemorar, com razão, não fosse a diferença entre a realidade e propaganda. Relatam os funcionários que já estão no local que, ao contrário do divulgado pela Prefeitura, lá não há capacidade para 240 crianças, mas sim para 140. Mas se fosse só isso seria pouco. O problema é o que está surgindo com o uso do local e os motivos pelos quais as atividades estão e estarão comprometidas. É que o refeitório para as crianças foi construído ao ar livre. Em outras palavras, fizeram um avanço de telhado, sem paredes, onde, sob o mesmo, devem ser feitas as refeições das crianças, sendo, uma delas, às 07:45hs, que é o café da manhã. Ocorre que, como é o óbvio, já com o frio de 15 dias atrás, as crianças não puderam ser levadas para o "refeitório", tendo que as mesmas serem amontoadas numa sala para tal fim. Hoje são 50, mas daqui alguns meses, como se fará? Então uma atendente cobrou: "pede para fazerem as paredes". A resposta de quem está no comando da Creche foi de que o projeto não pode ser modificado porque veio pronto de Brasília. Então, agora ingressando o inverno, não há refeitório para se servir as refeições. Mas tem mais, no projeto de construção não conceberam a colocação de canos-torneiras para água quente. Então, agora no inverno, água para lavar as crianças-bebês só a que sairá congelada das torneiras. E por que tudo isso? Segundo as informações no local, tudo porque este desenho-projeto de Creche é o que é utilizado para o Nordeste. Isso mesmo, este modelo de Creche, com refeitório só com telhadinho e sem instalação para água quente, que para o calor de lá vai muito bem, foi importado para cá, sem que nossos "grandes" administradores, com seus "grandes projetos", se dessem conta. Uma pena que isso não se informe no jornalzinho oficial-publicitário da cidade mais feliz. Uma pena que mesmo quando tentam minimamente acertar agem assim, sem planejamento, sem visão de que o que é feito deve servir para o que a coisa é feita, e não apenas para se dizer que se fez algo. E a pergunta fica: será que é verdade que não vão fazer as paredes e colocar o encanamento para água quente? Afinal, nossas crianças não vivem no Nordeste!

LICITAÇÃO SUSPENSA

Escrevi aqui, na semana passada, sobre a licitação para locação de equipamentos de redução de velocidade e penalização na área urbana, informando que, segundo algumas empresas que pretendem participar da concorrência, o edital teria contornos de direcionamento. Pois bem, na sexta-feira foi, dia 11/5, foi publicada a SUSPENSÃO TEMPORÁRIA da licitação. Um mínimo de bom senso, pelo menos, temporário. Vamos ver aonde isso vai dar, até porque, por código, como escrevi na blogagem anterior, sugeri que acho que acertarei, se as coisas ficarem como estavam, o nome da vencedora. E para se ver a importância do assunto, transcrevo abaixo os equipamentos e quantidades pretendidas locar pela Prefeitura, bem como seu custo mensal-anual estimado:

124 Controle de Velocidade, a R$ 181.040,00 mensais....................R$ 2.172.480,00 anuais
 70  Avanço de semágoro, a R$ 98.000,00 mensais..........................R$ 1.176.000,00 anuais
 70 Parada sobrea a faixa de pedestre, a R$ 22.260,00 mensais.......R$    267.120,00 anuais
124 Estatísticas de Tráfego, a R$ 27.280,00 mensais........................R$    327.360,00 anuais
    1 Equipamento Estático com Viatura, a R$ 11.900,00 mensais....R$     142.800,00 anuais
    1 Central de Controle e Operações, a R$ 18.750,00 mensais.......R$      225.000,00 anuais
TOTAL DO ALUGUEL ANUAL ESTIMADO.................................R$   4.310.760,00  anuais

E o item da discórdia e que geraria o direcionamento é o que totaliza 1 (um) único equipamento!!!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

27º FEIRA DO LIVRO: O que estão pagando


O que se sabe por enquanto:

R$ 61.354,50 : Para agência de eventos para a contratação de escritores, palestrantes, oficineiros e músicos. Contratada: Cristina Rasera.
R$ 42.000,00: Para fornecer sanitários ecológicos, serviços de sonorização, iluminação, projeção, segurança materiais digitais. Contratada: CL Produções Som e Luz Ltda.
R$ 96.000,00: Para locação e montagem de infra-estrutura básica de stand's, coberturas piramidais (lonas), grades de contenção e decks de acesso. Contratada: Celeiro Feiras e Eventos Ltda.

LICITAÇÃO...E QUE LICITAÇÃO!

Está em andamento há alguns dias uma licitação para a compra de lombadas eletrônicas e outros aparelhos que servirão para reduzir a velocidade e multar dentro do perímetro urbano de Bento Gonçalves. São centenas de equipamentos que deverão render ao vencedor quase R$ 5 milhões anuais. Ocorre que, como na grande maioria das licitações de milhões por aqui (ou nem tão milhões assim), sobre esta também paira uma nuvem negra. É que, segundo alguns dos participantes (são 4 empresas disputando), o edital teria sido dirigido, ou seja, teria nele um componente que permitiria que apenas uma das empresas pudesse vencer a concorrência. Trata-se da inclusão, no edital, de um (1) único aparelho, entre as centenas que a Prefeitura pretende comprar, com uma característica que só uma empresa produziria no Brasil, no caso, um radar de mão, tipo daqueles que a Polícia Rodoviária Estadual e Federal usam. E qual a característica exigida deste aparelho? Que ele meça a velocidade para a distância de uma via com 4 (quatro) pistas. Chamou atenção das empresas que querem ser concorrentes, inclusive, que não temos ruas de quatro pistas na cidade, o que significaria dizer que, então, além da inclusão daquele aparelho num lote de outros tantos aparelhos de outro tipo e às centenas que qualquer outra empresa poderia fornecer, se faz exigência de um aparelho de capacidade que na rua não seria necessário. Então por que tal tipo de equipamento? Por que não um que atendesse a distância de duas ou três pistas?! Mas com tal capacidade não se pede no edital. Há outros detalhes inusitados no edital que já foi impugnado há um mês mas que, estranhamente, até agora não obteve resposta, sendo que a abertura das propostas está marcada para o próximo dia 15/5. E antes que tal ato ocorra e só então, depois dele, se poderia saber quem é a vencedora, vou fazer aqui uma brincadeira-charada de filme para os leitores deste blog. Vou escrever duas frase a seguir, sendo que nelas, em código, estará incluído o nome da empresa que "imagino" que será a vencedora. Quando na próxima semana sair o resultado, caso a licitação não seja cancelada pelos vícios que as empresas concorrentes acreditam ter, veremos se acertei. Então, reflita: "Vais estar livre? Sem isso sim!"

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O PREFEITO LUNELLI CHOROU!

Hoje, na abertura da Feira do Livro, o Prefeito Lunelli, em meio ao seu discurso, chorou. E segundo alguns que estavam lá, chorou copiosamente, inclusive, agarrando-se, como que buscando consolo, nos ombros de Gabriel o Pensador. A reação chorosa de sua Excelência o Prefeito é deprimente em todos os sentidos. Primeiro porque se o choro foi planejado, articulado e ensaiado para angariar simpatia depois da tragicômica e nebulosa contratação daquele patrono, cuja investigação ainda está sendo processada pelo Ministério Público, seria a mais deprimente e oportunista das atitudes. Segundo porque, se aquele choro foi real, como uma válvula de escape da pressão oriunda das desconfianças e descontentamento popular por aquela contratação, ele exprime uma reação desproporcional e deprimente por vir da autoridade executiva máxima do município que, naquele momento, ou seja, no ato oficial da abertura da Feira, não estava em casa, não estava num café, não estava num grupo de amigos para desabafar e chorar. Ora, o Prefeito, naquele momento, estava ali representando o Município, sendo visto por uma comunidade local, regional e até estadual, eis que a imprensa se fazia presente. Assim, ou o choro deve ser visto como oportunista ou deve ser visto como uma infantilidade. Em qualquer dos casos, uma atitude infantil, que jamais se poderia esperar de alguém que está e pretende continuar sendo chefe do Executivo de uma cidade do porte de Bento Gonçalves.

terça-feira, 8 de maio de 2012

DOAÇÕES X DECRETOS X LEI

Pelo jeito o Prefeito Lunelli não está mesmo dando muita bola para a decisão do Tribunalo de Justiça do RS sobre a não inconstitucionalidade da Lei Orgânica Municipal que determina que para conceder recursos financeiros a concessão deve ser precedida de lei municipal. O assunto do julgamento da ADIN foi amplamente noticiado na cidade na semana que passou, inclusive com manifestação do Presidente do Legislativo, Valdecir Rubbo, sobre aquela situação, inclusive interpretando alguns que o Prefeito teria que, no futuro, devolver todo dinheiro doado no ano de 2011 sem lei, equanto que a Procuradora Geral do Município sustentou que não. Pois digo que o Prefeito não deve estar muito preocupado porque os editais do dia de hoje, 8/5, dão conta de que com 4 novos convênios foi transferido R$ 131.494,60 por decreto para quatro entidades. Se for verdade que sua Excelência terá que devolver o dinheiro doado às entidades sem lei específica, então ao valor deverá ser acrescido mais esta soma. Se ele não tiver que devolver, a única coisa que fica é que os Vereadores, pela continuidade da mesma postura do Executivo, vão continuar ficando sem aprovar ou não repasse de verbas.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

PROJETO MAIS QUE ELEITOREIRO

Na semana passada a imprensa noticiou que iria à votação um projeto de lei do Vereador Minúsculi sobre a Isenção de IPTU aos aposentados e pensionistas que recebem até dois salários mínimos e são proprietário de um único imóvel. Pois tudo não passou de mais um jogo de cena. Como todos os vereadores, ele e o prefeito sabiam, aquele projeto não teria condições legais sequer de ser votado, eis que inconstitucional, já que todo e qualquer projeto de lei que pretenda reduzir ou aumentar arrecadação deve ter como iniciativa apenas o poder Executivo. E por que se pode dizer que Minúsculi sabia disso? Por que ele apresentou o MESMO PROJETO EM ABRIL de 2008. E o que tínhamos em 2008? ELEIÇÕES. Exatamente como agora, EM ANO DE ELEIÇÃO, às vésperas do início do pleito, ele repete a dose. Mas o que importa para essa gente se o projeto ERA O MESMO, a ILEGALIDADE ERA A MESMA, se o objetivo é jogar para a torcida? E foi o que conseguiu o vereador que deu entrevista dizendo que queria era cumprir uma promessa de campanha e que se agora não deu ele garante que para o próximo ano dá. Pois vou dizer como seria simples aquele vereador, se quisesse mesmo que tal isenção fosse legalizada, deveria ter agido: era só ir até seu Prefeito Lunelli e dizer para ele: Prefeito Lunelli, vamos cumprir nossa promessa de campanha, manda para a Câmara de Vereadores o projejto isentando os aposentados, naquelas condições, do IPTU? Mas não, ao invés disso e ao invés do Prefeito já ter feito isso durantes seus 3 anos de governo, o que eles fazem, através do Vereador? Protocolam um projeto que sabem inconstitucional apenas para, como diz o ditado, "inglês ver", ou, em palavras menos educadas, para enganar trouxas. Nada mais querem do que manipular, em ano de eleição, a boa fé do incauto cidadão que de lei pouco ou nada entende. Que pena que agem assim, que pena que se concentram em como enganar o cidadão-eleitor, que pena que desperdiçam tempo e o dinheiro público para firulas e, o que é pior, firulas planejadas.

R$ 947,32 POR UMA MESA 1,20 X 0,75

Quanto você pagaria por uma MESA DE MADEIRA NAS CORES PRETO/CINZA MEDINDO 1,20 x 0,75? A Prefeitura acaba de pagar R$ 947,32. E por esta "pichincha" acabou ficando com duas para já gastar R$ 1.894,64. Mas não é só este esdruxulo valor gasto com tais itens que chama atenção no documento que nos foi alcançado. Também tem duas cadeiras giratórias, daquelas comunzinhas, assim como as mesas, por R$ 414,45 cada. E tem também dois aparelhos de televisão por R$ 4.200,53 cada e dois Joystick por R$ 1.244,41 cada. E tem mais uma coisa que chama atenção em relação a tal aquisição, no caso,  quem forneceu as duas mesas e as duas cadeiras. Trata-se da empresa Atlantis Tecnologia e Serviços Ltda, que vende e instala câmara de vigilância. Pois por força do seu gordinho contrato com a Prefeitura para "fornecimento de equipamentos, instalação e manutenção de rede multi-serviços de comunicação digital" veio as mesas, as cadeiras e as duas TVs. Os equipamentos, segundo a cópia do documento que tenho em minhas mãos e reproduzo abaixo, estão na Brigada Militar, para quem foram cedidos para o serviço de video-monitoramento. A pergunta é: de onde saiu esse preço e porque uma empresa de video-monitoramento é a fornecedora de mesas e cadeiras e, por que não perguntar também, de Tvs LCD?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

SABATINADO POR QUEM? POR QUÊ?

O Vereador Minusculi, do PT, noticia a imprensa, apresentou um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município, através da qual pretende que para o preenchimento dos cargos de Diretor do Ipurb, Diretor do Meio Ambiente, Direitor do DMT e Procurador Geral do Município, os nomes antes passem pelos Vereadores para que só então, depois de "sabatinados" e com sua aprovação, o Prefeito poderia nomeá-los. Quer aquele Vereador que isso valha a partir de 2013 e chama isso de "radicalização da democracia". Primeiro há de se consignar que parece evidente que a proposta não tem outro sentido prático, mesmo que mascarado de "radicalização da democracia", do que fritar o Prefeito e dele querer tirar, quem sabe, mais uma negociação para a "aprovação" dos nomes. A proposta é tão bisonha e sem sentido que fere o próprio bom senso e a dinâmica de uma administração. Ora, imagine-se a situação do Prefeito eleito que tem que compor seu novo grupo de comando (Secretários e Diretores) para, no dia 1º de janeiro (no caso 2013), começar a trabalhar, ter que sujeitar-se a tal situação. Como ele só tem autoridade de nomeação (e no caso, indicação) a partir do próprio dia 1º daquele mês de janeiro, como ficaria ele? Teria que esperar terminar os dois longos meses de recesso do legislativo? Teria que convocar uma sessão extraordinária (remunerada?!), para que os edis se dignassem a fazer a tal "sabatina"? E mesmo que fosse feita no recesso, e se os nomes não fossem aprovados, e os seguintes também não fossem aprovados, e assim sucessivamente, o Prefeito não poderia contar com alguém naquelas importantes tarefas, quanto mais a do Procurador Geral do Município? Como se vê, a proposta não resiste a mais simples análise prática. Por outro lado, ela não resiste a qualquer outra análise mais séria, em special a seguinte: por que a preocupação com só aqueles "diretores"? Por que então não a de outras Secretarias? E o pior, iriam "sabatinar" sobre o que e com que capacidade? Fico aqui imaginando o ex-padre Minúsculi, autor desta estranha (para dizer o mínimo) proposta às portas do final do seu governo petista, "sabatinando" um advogado, no caso, para o cargo de Procurador Geral. O mesmo vereador que, por estes dias, apresentou um projeto de lei completamente inconstitucional por vício de origem que, por sinal, dele faremos comentários aqui nos próximos dias. O que sabe ele de direito? O que sabem a maioria dos edis que estão aí ou outros que os sucederão sobre Direito? Quase ou absolutamente nada e a prova nos é dada quase todos os meses. Enfim, esta proposta é daquelas para entrar no folclore da cidade, das propostas milaborantes em que o autor do projeto faz mais para aparecer do que para vingar, assim como acaba de ser a proposta do mesmo vereador sobre a insenção do IPTU, como vou mostrar aqui numa próxima postagem. O caminho desta proposta só pode ser um: o lixo da história.

ILUSÃO x REALIDADE


Enquanto na propaganda oficial, para iludir a comunidade em torno de uma promessa eleitoral que não será cumprida,  dizem a cada dia que estão construindo uma Hospital (do Trabalhador), na publicação oficial a coisa é outra, ou seja, se obrigam a publicar a verdade. Como mostra a publicação abaixo, que aliás revela mais um aditivo de valor nesta administração, publicado em 17/4 passado, em construção está uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento, nada mais. Ou seja, a ampliação do que lá já existia, no caso, uma Unidade de Pronto Atendimento. O resto é conversa fiada e tornada fiada a cada dia com gasto de dinheiro público para sustentar propaganda em torno do que não estão fazendo. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

VIROU PROCESSO JUDICIAL

Diante da injustificada omissão da administração pública municipal em atender o pedido de mostrar os documentos da contratação de Gabriel o Pensador para o Ministério Público, a promotoria foi obrigada a ajuizar ação judicial para esse fim e, inclusive, outros para a efetiva proteção do dinheiro público. Veja a decisão na notícia junto ao portal leouve clicando abaixo. Se não atendem pedido do Ministério Público, imagina o do cidadão quando, como eu, faz pedido para ver documentos.

Leouve | Notícias da Serra Gaúcha - MP ainda cobra explicações sobre contrato de Gabriel O Pensador
Artigo de Hermes Bernardini Jr., publicado no último dia  30/4, no site artistasgauchos.com.br, sobre a contratação e todo o episódio envolvendo Gabriel o Pensador na Feira do Livro desde ano de 2012. O artigo fala por si e é mais um que vai ficar na história desta peripécia pública-administrativa do governo Lunelli:

"Recentemente foram veiculadas na imprensa as manifestações de Fabrício Carpinejar e AGES - Associação Gaúcha de Escritores - implicando a 27a. Feira do Livro de Bento Gonçalves. A manifestação iniciou no Facebook e foi malinterpretada por muitos leitores desatentos e não leitores.

A manifestação de desagravo do escritor Marcelo Spalding, quem iniciou o debate  no Facebook, referia-se à discrepância dos valores dos autores convidados, para os quais a Coordenação da Feira havia oferecido o cachê de R$350,00 alegando que este era o cachê padrão. Para outros, vimos a saber no debate via mensagens de um pequeno grupo de autores, o valor seria de R$1.000,00 e R$800,00. Certo é que cada autor tem seu preço. Cada autor aceita ou não a sua participação como melhor lhe convier pelo valor que ele mesmo dá ao seu trabalho, muitas vezes bem longe dos afagos da mídia nacional.

O que nos saltou aos olhos foi a informação de que o valor era padrão. Não era. Eu mesmo não irei à feira por nenhum destes valores. Irei através do IEL, em agenda que me foi solicitada pelo Instituto Estadual do Livro para visita a uma escola. Só vim a saber que integraria a programação da feira através de livreiro de Caxias do Sul que me assegurou de minha ida há uma semana atrás. Liguei para a coordenação da feira e soube que, sim, eu estava agendado para o evento. Surpresa! Mais uma informação equivocada.

Logo em seguida, a mídia divulgou a carta aberta de Fabrício Carpinejar onde o autor cancelava de sua ida ao evento e esclarecia seus motivos. Ele tem mais acesso à imprensa do que nós. Era justo.

A seguir, a AGES, Associação Gaúcha de Escritores que há trinta anos criou a prática de cobrar cachês para autores no Rio Grande do Sul, prática esta, diga-se, desejada por muitos autores de outros Estados que não têm por hábito - ou ainda não se mobilizaram - cobrarem por suas participações em eventos de literatura e visitas à escolas, saiu em defesa do leitor e de nós, autores. A AGES defendeu mais investimentos em livros e atividades melhor remuneradas nas feiras. Muitos aplausos aos nossos iguais.

Não bastasse toda a repercussão de mídia que a referida Feira conseguiu – Sim, porque mídia negativa é gratuita e pode virar uma mídia positiva - agora o referido patrono desiste do cachê e a prefeitura divulga os custos discriminados das atividades que o patrono realizaria. Aproveitando o clima de união dos autores que se instaurava, mobilizando-nos contra a iniciativa da Feira de Livros de Bento Gonçalves, o rapaz posa de bom moço, inclusive dizendo em entrevista no Rio de Janeiro que isto era “briga de gaúcho”. O patrono fez do limão uma limonada e vai bebê-la junto ao prefeito em vésperas de eleição.

É preciso dizer que em nenhum momento, nós, autores de uma literatura sem territorialidade e sem fronteiras, brigamos pelos valores que o sujeito receberia. Indagávamos o porquê de um evento que tem uma história de dificuldades para sua permanência, pagar tanto à música e à distribuição gratuita de livros em detrimento da oferta de cachês tão baixos aos outros autores convidados. Este era o exato ponto sobre o qual refletíamos e questionávamos.

Pensemos, como fez o patrono, se esta não foi uma bem articulada tacada de mestre. Denegriram a imagem do Estado e, principalmente dos autores que aqui vivem, escrevem e participam há anos de eventos literários na perspectiva da qualificação do leitor e da formação de uma mercado consistente. Parece-me que estamos vivendo novamente a situação do colonizado, que precisa do colonizador trazendo seus espelhinhos para que nos enxerguemos. E parece que querem que nos vejamos feios.

Li, na mídia eletrônica, inúmeras manifestações de apoio ao patrono, pela sua exemplar atitude de renunciar aos valores. Viraram o jogo. Calaram-nos. Fazem com que nós, autores e operários reais da literatura e da qualificação do leitor, pareçamos bando de enciumados por causa de grana. Não, não estamos com ciúmes. Não temos tempo para isto. Temos muito a escrever. Estamos, como bem disse a AGES em seu comunicado, preocupados com o destino das verbas que bem poderiam ser usadas na formação de mediadores de leitura, em acervos para as bibliotecas da cidade, para mais atividades ao redor de e para a leitura ao povo bentogonçalvense, que carece de ações mais bem articuladas entre prefeitura, secretaria de cultura e de educação, assim, minúsculas, haja visto não tenham tido vergonha de divulgar que foram omissas no processo de decisão sobre a destinação dos valores. Simplesmente acataram. O que nos prova que esta é uma administração vertical, baseada em modelos mofados, em que um ordena e os outros cumprem calados. Ou seja, uma administração sem diálogo, imersa na maresia das ideias.

Prova também disto é que aos autores convidados não foi dada a possibilidade de diálogo. O prefeito não quis nos ouvir. Reuniu-se em sala fechada com o patrono e decidiram que o patrono desistiria do show e da venda de seus livros. Dois mil livros distribuídos formaria filas e muitas fotos registrariam o feito para a imprensa. Ganham a administração e o autor, que no imaginário construído pela ótica mastigada das relações humanas televisivas se renderia aos propósitos eleitoreiros, como se tivesse sido escolha do leitor por esta literatura.

O atual patrono posou para fotos, confortavelmente reclinado sobre a cadeira, com os pés sobre a mesa, sorrindo, típico de quem sabe e convive muito bem com as articulações de mídia podendo, inclusive, espreguiçar-se sobre ela. Uma afronta ao nosso trabalho. Uma afronta ao trabalho ao redor da literatura que vimos construindo juntos no Rio Grande do Sul, um campo fértil ao olhar e atitudes de natureza imperialista e colonizadora.

Nós não queremos briga, senhor patrono. Queremos respeito pelo nosso ofício e cachês adequados ao trabalho de alimentar o imaginário do leitor, este sim, o show merecedor de muito mais do que cento e sessenta mil reais, num país acostumado a bundas e peitos à venda e em exposição nas bancas de revistas.

O espetáculo foi armado em lona muito usada pelos veículos de comunicação. O prefeito e o patrono, aos quais recuso-me a citar os nomes para não lhes dar mais espaço de divulgação, agora posam de bons moços. Um, quando desiste diante das câmeras da imprensa nacional de seus valores; outro, que trata de promover suas intenções de formar pequenos futebolistas em seu município aproveitando-se da mídia que o fato desrespeitoso estava rendendo. A nós, autores, operários da palavra, sem acesso a câmeras e holofotes globais, coube a imagem forjada de vilões.

Nós, autores, não nos calamos. Nós, autores, queremos que façanhas como as praticadas pela prefeitura de Bento Gonçalves não sirvam de modelo a toda a terra. Façanhas como esta não podem ser multiplicadas, esvaziando a terra de tudo o que vimos plantando a bem do nosso leitor e de um olhar mais crítico ao viver em sociedade e trabalhar em favor dela.

Não se trata de “briga de gaúchos”, senhor patrono. Trata-se de um debate muito profícuo e maduro a respeito de qualificar leituras, a respeito da profissionalização do autor, aquele que vive de sua escrita e que construiu estrada bem pavimentada por onde o senhor agora desfila a fim de realçar toda a sua posterior generosidade. Teria sido mais digno recusar-se ao exorbitante cachê, antes. Certamente nós, autores e sociedade em geral, aplaudiríamos a sua atitude que refletiria seu apreço pela leitura e por tudo o que fazemos aqui a bem do nosso leitor e em nada afetaria a sua imagem, e não precisaríamos tentar limpar  os respingos que sua atitude provocou ao nosso ofício.
Hermes Bernardi Jr. é escritor e ilustrador de LIJ"

MEU BLOG BLOQUEADO

Acabo de receber uma ligação de uma servidora pública que informa que a Prefeitura bloqueou a possibilidade de acesso do meu blog em sua rede de acesso. A mesma servidora diz que é possível acessar qualquer outro, menos o meu, o que lhe causou indignação. Ao pedir explicações sobre isso aos encarregados pelo sistema municipal ninguém soube (ou na verdade não quiseram) explicar. Essa é a administração popular e democrática que impede que a rede pública seja usada para que alguém pesquise num local cujo conteúdo desagrada o administrador por lhe confrontar com as ilusões que são vendidas na mídia paga. Triste, lamentável, revoltante. E o pior é que esta é apenas mais uma demonstração de como os aparatos públicos estão servindo mais aos interesses pessoais de alguns do que aos interesses coletivos. O bom é que o fim disso tudo está próximo, muito próximo.