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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

SUGESTÃO AOS VEREADORES

Gostaria de formalmente sugerir aos Vereadores que enviassem um requerimento à direção da Caixa Econômica Federal para pedir cópia dos documentos (todos) que foram entregues pela Prefeitura para que fosse feito o estudo da capacidade de endividamento do município para a linha de crédito que resultará no já aprovado pela Câmara de Vereadores pedido de empréstimo de R$ 108 milhões para as obras de mobilidade urbana. Se algum de vocês fizer isso tenho certeza que fará um bem para a cidade e simplesmente se consagrará. Depois de ter o documento na mão, caso haja alguma dúvida do que nele consta para a surpreesa de todos, posso tentar dar a minha contribuição. E faço essa sugestão porque para mim, como simples cidadão, fica um pouco mais difícil de obtê-los. Mas se, mesmo nesta condição, de alguma maneira eu os conseguir, terei o prazer de ser um agente da revelação da surpresa.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

LICITAÇÃO A SER INVESTIGADA

Acaba de sair uma decisão judicial em ação de Mandado de Segurança, contra a Prefeitura de Bento Gonçalves, que vai dar o que falar e vai dar muito a investigar. Trata-se da licitação para contratar empresa de segurança, sob o nº 003/2009. O que aconteceu? Três empresas se apresentaram para a disputa, uma de Bento Gonçalves e duas de outras cidades. Ao serem abertos os envelopes com os documentos para habilitação, as duas empresa de fora não tinham toda a documentação exigida no próprio edital lançado pela Prefeitura. A única que tinha toda a documentação necessária era a empresa de nossa cidade que, inclusive, em tempos outros já prestava serviço de segurança ao nosso município. Mesmo assim as duas empresas de fora foram consideradas habilitadas e, assim, admitidas a continuar na disputa, com o que foi marcado o dia da abertura dos envelopes com o valor ofertado para o serviço. E, adivinha? O menor preço era de uma das empresas de fora, a qual, mesmo sem ter apresentado toda a documentação de habilitação, foi declarada a vencedora. O valor do contrato era da ordem de R$ 200 mil mensais. O Mandado de Segurança que já tinha sido julgado procedente na decisão da Justiça local, reconhecendo como indevida a prática de permitir a participação das empresas sem os documentos exigidos, acaba de ser confirmada no Tribunal de Justiça, em julgamento do último dia 8/8/2011. Já imaginaram o tamanho da conta, o tamanho do rombo para indenizar esta empresa de nossa cidade por todos estes meses? E independentemente da conta, a pergunta que não pode deixar de ser respondida é: como é que o próprio edital da Prefeitura exige determinada documentação e a empresa que não a apresenta é autorizada a ficar na disputa e, pior, vencer a licitação? (OBS.: aproveito para deixar um recado para o "Fred": como vês, não preciso comprar documentos para poder demonstrar o que está sendo feito por vocês e que precisa urgente, como se vê, de uma força tarefa para dar conta de tanto que tem para ser investigado)

MAIS FIRULA

O já tardio início das obras de saneamento básico pela Corsan inaugura um novo episódio ufológico-foguetório. A par da importância do início das obras que já deveriam ter começado faz muitos meses, o caráter publicitário-político do anúncio (assim como outros recentes) se revelam na análise dos seguintes dados: a Prefeitura anuncia na propaganda oficial da cidade mais feliz que serão investidos R$ 80 milhões pela Corsan e que "até o ano da copa" 2/3 do esgoto estará tratado; enquanto isso, sobre o fato real, em relação a obra iniciada, é informado em matéria jornalística que ela diz respeito apenas ao lote 1 BR 1-1, cujo gasto será de R$ 3.647.824,79, tendo como tempo estimado para a conclusão desta etapa o prazo de 540 dias. Então vamos à realidade da cidade real: 1) considerando que 540 dias é o equivalente a 1 ano e 6 meses e que com isso tem-se que prevêem o fim só desta pequena etapa para março/2013, portanto, nove meses antes do ano da copa de 2014; 2) considerando que o valor investido nesta etapa é o equivalente a apenas 4,5% do valor total necessário a ser investido para atingir o total do saneamento; 3) considerando que os 2/3 (66%) previstos na propaganda como concluídos para "o ano da copa de 2014 equivaleria e investir R$ 52 milhões, a pergunta é: se vão levar 1ano e 6 meses (até março/2013) e gastar apenas 4,5% do valor total para fazer aquela pequena etapa, como iriam conseguir, até 2014, mesmo que considerando o mês de dezembro daquele futuro ano de 2014, ou seja, em mais 1 ano e nove meses(março/2013 a dezembro/2014)gastar-investir os outros 95,5% e aprontar o que faltará para atingir os 2/3? Não vão, a não ser na propaganda da cidade mais feliz, aliás, o que é uma pena.

HOMENAGEM AO AMIGO JAIR BARUFI

Vai aqui minha homenagem ao amigo Jair Baruffi, mais novo astro bentogonçalvense. Vá até o quarto minuto do vídeo que vale a pena conferir. Realmente uma inspiração para os verdadeiros pais.

EXPLICA ESSA DAL MASS

Algum "inteligente", sob o evidente nome falso de "Fred", na tentativa de "ajudar" o Executivo Municipal, expediu por aí e-mails sem origem (claro!) com o seguinte texto, acompanhado do MESMO CHEQUE que publiquei aqui no blog, só que com o meu nome como beneficiário, e, por isso, quem acabou levando o calote:
"Não vai demorar muito para a verdade vir à tona: o cheque da Arki foi "comprado" pelo advogado Adroaldo Dalmáss na mesma noite em que o jantar dos funcionários da Arki foi realizado. A fonte é de dentro da própria pizzaria, e informa que foi por isso que a pizzaria não buscou o valor junto a Arki, após esta ter sustado o cheque. Claro, já tinha recebido do advogado que como não tem onde criticar a administração atual, busca formas nada éticas ou licitas para isso. Afinal, com tantas coisas sendo realizadas pelo Prefeito Lunelli, a raiva cresceu nos partidos nanicos e "inimigos" e principalmente neste advogado que tem uma mágoa muito grande com o partido. É uma questão muito mais pessoal do que profissional. Aliás, nem advogado da tal pizzaria ele é.
Fred"
Mas como vocês e seus seguidores são, além de tudo, completamente ignorantes, inclusive sobre a lei do cheque. Ora, meu amigo "Fred", primeiro deverias saber que um cheque é um título circulante e, por isso, ele pode passar de mão em mão, como acontece todos os dias; segundo, deverias saber que não é tu quem vais dizer que a Pizzaria é ou não minha cliente; terceiro, e mais importante, ao vocês acharem que pedir ou mentir sobre o por quê estou com o cheque seria a solução do problema de vocês, equivocam-se ainda mais. E até por que te pergunto, "Fred", em relação a tua afirmação de que eu teria "comprado" o cheque: caso isso fosse verdadeiro, o que isso teria de irregular? Tu não sabe, "Fred", o prazer que teria me dado comprar qualquer prova que levasse a revelar irregularidades administrativas, inclusive outras tantas provas que tenho comigo e que não precisei comprar. Então, "Fred", segundo teu (!?) raciocínio fora do eixo, não seriam mais vocês quem teriam que explicar por que a DIRETORA ADMINISTRATIVA passou um cheque de um fornecedor da Prefeitura para uma festança entre vocês, mas eu que teria que dizer como o cheque chegou em minhas mãos? É aí que reside o problema na visão de vocês? Como vocês são, além de mal intencionados, bobinhos! Entendeu ou quer que eu explique mais?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

CONSELHO TUTELAR E AS ELEIÇÕES

No sábado fui votar nas eleições a Conselheiro Tutelar. E fiz isso porque era meu dever cívico, e tive muita satisfação com tal ato. E fui um daqueles, entre tantos, que para votar nada recebeu de vantagem, ou proposta de vantagem, e muito menos fui conduzido à urna como gado para o abate. Os que chegaram a me pedir pessoalmente o voto o fizeram com lisura e respeito, galgados na premissa de que tinham qualidades para oferecer no serviço que se propunham a desempenhar. Mas ouvindo um relato hoje à tarde e lendo uma mensagem que ainda não posso publicar aqui, apenas 48hs depois da eleição, estou chegando à conclusão de que os eleitores como eu e candidatos com lisura somos um bando de otários. É que o que ouvi e li foi o relato de um escabroso jogo de poder partidário-administrativo em torno de alguns candidatos, movidos por uma máquina cujas armas utilizadas não são nem de longe algo admissível: transporte de eleitores, promessas de vantagem por quem pode oferecê-las e dá-las, aproximação com direções de partidos políticos, enfim, um jogo tão perverso quanto o conhecido em eleições a cargos públicos. O que me conforta é que em um dos relatos o informante diz que o assunto já teria sido passado ao Dr. Élsio R. de Menezes, Promotor Público encarregado do processo eleitoral. E, com isso, se pode esperar que as devidas consequências, caso seja confirmado o que se começa a ouvir, sejam levadas a efeito contra os autores de tais práticas.

domingo, 25 de setembro de 2011

O NÓ DA FORCA

Espero que todos tenham lido no Leouve, no Serra Nossa, no Semanário e no que alguns apelidaram ser o Diário Oficial da Prefeitura os "esclarecimentos" do Prefeito Lunelli, da Secretária Eliana e da empresa Arki, além da irmã do Prefeito, sobre o cheque da Pizzaria. Eu fiz isso e espero contribuir com todos com as seguintes reflexões:

1) Não encontrei em nenhuma linha e em nenhuma entrevista qualquer esclarecimento sobre o fato de que quem passou o cheque foi uma CC e Diretora Administrativa do Município. Por que tal omissão?

2) Segundo o Jornal Semanário, página 12, a Secretária Eliana Passarin "garantiu que os servidores pagaram suas despesas". Se esta informação de tal jornal for verdadeira, o engraçado (será engraçado?) é que tanto o Prefeito, quando a empresa Arki e a própria Secretária Eliana disseram de público que foi o cheque da empresa serviu para pagar o jantar. Então? Acho que o repórter entendeu mal: ela não deve ter informado a ele que os servidores "pagaram suas despesas", ela só pode ter afirmado que os servidores "pagaram suas despesas só com a bebida", aí sim estaria certo.

3) Segundo o Jornal Semanário, página 13, "segundo a diretora da Arki", a ocorrência de perda do cheque teria sido feita porque "o cheque foi objeto de fotocópias e divulgação eletrônica para diversos e-mails, antes de sua compensação". Só se alguém da Arki ou da Prefeitura tem contato com o sobrenatural, e isso pelo simples fato de que a primeira vez que esse cheque apareceu em público foi no dia 16/9/11, quando o bloguei aqui e dai em diante sim pode ter sido repassado por e-mail com o que escrevi sobre ele, enquanto que a ocorrência é de 11/8/11. E tem mais, mesmo que cópias tivessem sido feitas, isso não daria motivo legal para a empresa SUSTAR o pagamento e, o que é pior, agora, confessadamente, mentir na ocorrência policial, o que por si só é um crime. Aliás, tais "esclarecimentos" da empresa bem demonstram o grau de relacionamento extracontratual mantido por ela e alguns servidores públicos. Ora, como o cheque foi passado dia 3/8 e sustado pela ocorrência policial oito dias depois (11/8), a pergunta é: Quem teria informado aquilo para a empresa? Por que ela se sujeitou a fazer uma ocorrência falsa? Por que, se não havia nada de errado, simplesmente não deixou o cheque ser compensado, ao invésde sujeitar-se a ser processada pela falta de pagamento e eventualmente pelo crime de falsa ocorrência policial? A quem e por que quis proteger?

4) A Nota Oficial da empresa Arki, publicada no Leouve é muito interessante. Lendo-a com atenção, vê-se que a empresa APENAS confirma que PAGOU o jantar de confraternização. EM NENHUM MOMENTO do comunicado a empresa afirma que a confraternização seria entre seus funcionários (como insistem em afirmar o Prefeito e a Secretária Eliana) e que então teriam convidado algum agente público para a mesma festa. Outro dado interessante da Nota Oficial da empresa é o fato de que também ela NÃO INFORMA, não esclarece, por que razão, afinal, quem passou o cheque foi a Diretora Administrativa da Prefeitura.

5) A Nota Oficial confirma que foi dado o "troco" de R$ 600,00 com um cheque da Pizzaria, o que a empresa informa que ATÉ HOJE NÃO FOI DESCONTADO. Ora, isso não é estranho? Se tudo estava certo, por que no dia seguinte já não fizeram o depósito ou o descontaram como seria de se esperar? E mais, a empresa só oportunizou a visualização da frente daquele cheque; será que tem alguma anotação no verso que deveria ser vista?

6) O jornal Gazeta na página 7 afirma que o fato, em primeira vista, "não implica em ilegalidade, pois não há demonstração de que a empresa ou a administração tenham sido beneficiadas com tal ato". Eles já devem ter feito lá pelo jornal toda a investigação! Por outro lado, afirma erroneamente que a empresa seria uma "OCIP" (devem querer dizer OSCIP- Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e por isso nem a contratação sem licitação e nem o pagamento da festa afrontariam a lei. O erro está no fato de que a empresa é uma sociedade por cotas de sociedade limitada, com fins lucrativos e, por isso, obviamente não é e não pode ser uma "OCIP". E mesmo que fosse "OCIP" isso não é passe livre para cometer atos que possam ser ímprobos. A mando de quem ou em homenagem ao que fizeram tais afirmações não se sabe.

7) O Prefeito Lunelli vem a público para acusar ser o fato uma "armação política" e ameaçar processar o denunciante (deve estar se referindo a mim) e o dono da Pizzaria por "uso indevido da imagem da Prefeitura". O método de intimidação e de levar para a desqualificação da gravidade do fato por questões meramente "políticas" é bem conhecido e se sabe que é usado quando o agente público se sente encurralado e sem a possibilidade de explicações claras, objetivas e coerentes sobre o que tem que explicar.

8)O colunista da página 2 da Gazeta sai em defesa da situação dizendo que isso é normal, comparando o que envolve este cheque da Pizzaria com a Prefeitura pagar jabá em encontros com a imprensa. Evidentemente uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas o que isso interessa para alguns, quando o importante é criar versões. E, ainda, para dar o caráter de normalidade, chega ao ponto de afirmar que "estas coisas acontecem", mas "normalmente não fica rastro com cheque". Pois é, para alguns, o importante é não deixar rastro.

E por último quero deixar claro que concordo com pelo menos uma das afirmações do Prefeito Lunelli, registrada na entrevista que deu ao Semanário (pág.14), quando ele afirma que "ALGUÉM GANHOU DINHEIRO COM ISSO". Disso não tenho dúvida.

MUDANDO A HISTÓRIA

Houve um tempo em nossa cidade em que se poderia cogitar em espocar foguetes com a inauguração de uma obra, mas hoje se faz isso para abrir o buraco de uma valeta ou colocar o primeiro tijolo de um puxadinho; houve um tempo em que pedir empréstimo bancário era sinal de endividamento, mas hoje se faz isso anunciando como investimento; houve um tempo em que se anunciava a realização de algo, mas hoje se anuncia (e como se anuncia)a intenção de realizar algo; houve um tempo em que a palavra hospital significava hospital, mas hoje significa qualquer coisa; houve um tempo em que dizer que algo seria feito significava que algo seria feito, mas hoje significa que algo está feito porque se diz que está feito; houve um tempo em que a descoberta de uma possível irregularidade-ilegalidade levaria à investigação do agente público envolvido, mas hoje se quer investigar e ameaçar quem revela o ato; houve um tempo em que, como a constituição determina, decreto não podia revogar uma lei, mas hoje se dão o direito de fazer isso; houve um tempo em que os integrantes do PT local denunciavam (e como denunciavam) o que consideravam possíveis irregularidades no serviço público, e isso era o exercício da cidadania, mas hoje lutam com unhas e dentes para abafar qualquer conduta típica; houve um tempo em que não se achava "normal" empresa privada prestadora de serviço à Prefeitura entregar cheque para cargo de confiança pagar festinha, mas hoje...bem, hoje é hoje, e isso, para alguns, parece ser o suficiente para fazerem crer que o ontem não existiu, como que querendo reescrever a história por linhas tortas. Patético, nada mais.

DESONESTIDADE INTELECTUAL

Este episódio do cheque na Pizzaria está oportunizando, pelo menos aos minimamente atentos, observadores e inteligentes, entender o que é "desonestidade intelectual". Tive contato mais profundo com este conceito e sua compreensão durante meu mestrado em filosofia, momento de minha vida em que pude estudar como é possível e se dá no ser humano a "possibilidade do conhecimento". Contato com Platão, Aristóteles, Kant, entre tantos outros, fizeram-me descobrir o mundo da dialética, da analítica, da lógica, enfim, do jogo hermenêutico. Mas isso episodicamente, infelizmente, é também motivo de tristeza porque, com os sentidos mais apurados pelo conhecimento das formas do jogo da verdade-mentira, ao se ver, ouvir e ler o que se vê, ouve e lê algumas vezes, nada mais pode restar a não ser ficar triste. E é assim que me sinto ao ver claramente como alguns estão propositadamente sendo denonestos intelectuais, cada vez mais e a cada dia que passa. E para entender do que falo, uma boa definição para a pessoa que assim age pode ser: "pessoa que tendo capacidade para saber que aquilo que está a dizer é desonesto, e é mentira, e sabendo que os destinatários do que diz não tem essa capacidade de discernimento, opta por enganar".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

AMEAÇA À LIBERDADE DE EXPRESSÃO: somos mais fortes

Não é possível deixar de comentar especificamente uma das afirmações da Sra. Secretária Eliana Passarin em sua entrevista na Rádio Viva para tentar explicar a história do cheque da pizzaria. Afirmou ela: "todos que estão propagando esta notícia poderão responder por isso no futuro". Tem que avisar a Secretária que a ditadura terminou faz muito tempo e fazer ameaça contra o exercício da cidadania é atentar contra a própria democracia. A Secretária deve ter ido na recente convenção nacional do PT onde foi novamente tirada uma resolução pelo controle da impressa,e, consequentemente, a opinião pública externada por todos os meios, desejo histórico-recente do partido que está louquinho para mandar calar quem resolve apontar seus erros e rolos. Pode estar certa Secretária Eliana que ameaça não vai funcionar. As pessoas são e estão cada vez mais inteligentes, conscientes e sabedoras dos seus direitos. Até porque, desde já, aviso a todos os blogueiros, twiteiros e facebookeiros da cidade e região que divulgaram a "notícia" oriunda do meu blog: se alguém da Prefeitura e principalmente os diretamente envolvidos neste episódio do cheque da pizzaria ameaçarem vocês com processos, fiquem tranquilos, toda a equipe do escritório de advocacia e eu pessoalmente defenderei cada um de vocês DE GRAÇA em homenagem ao bem versus o mal.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

EXPLICARAM E SE ENROLARAM

Ouvi a entrevista de hoje (21/9)da Sra. Secretária Eliana Passarin e li a Nota Oficial enviada pela Prefeitura à imprensa. Cheguei a uma só conclusão: apenas se enrolaram mais. E explico pinçando as justificativas da entrevista e da Nota Oficial que em muitas partes combinam, é claro. Pois vejamos:
Na entrevista a Sra. Secretária afirma: 1) que a festa na Pizzaria era de funcionários da empresa Arki e esta só "convidou" alguns CCs, alguns estagiários, e alguns concursados, e nisso, portanto, não haveria nada de mais, "porque qualquer empresa pode pagar festa para seus funcionários"; 2)que os integrantes do governo só teriam feito os convites (a Secretária diz: "nós fizemos os convites"); 3) se houvesse falcatrua, perguntou ela, por que a empresa iria pagar com cheque em não em dinheiro; 4) ela diz que registrou ocorrência policial contra mim; 5) perguntada sobre o por quê do cheque ter sido sustado, disse que não poderia responder.
Na Nota Oficial: 1) repete que a festa era da empresa e seus funcionários; 2) afirma que a prática já tinha sido adotada outras vezes; 3)diz que a empresa sustou o cheque por medo de que ele fosse usado com "cunho político"; 4) que o jantar serviu para ser apresentado ao funcionários da Arki a "Escola de Gestão" do município.

Agora digo eu:
1) assusta, pelo menos a mim, saber que é prática usual empresas com relações com a Prefeitura pagar festança para agraciar as pessoas que estão comandando o Município e decidindo sobre contratos e, portanto, fiscalizá-los;
2) é verdade que qualquer empresa pode pagar jantar para "SEUS" empregados, o que não é o caso aqui. Afinal, a Secretária, o Vice Prefeito, a Diretora Administrativa e o resto dos CCs não se enquadram, pelo que sei, nesta definição. Ah!, mas estes foram "convidados". Sim, foram convidados e não pagaram sua despesa, o que revela o problema exposto pelo cheque. Talvez seja pelo problema em tal tipo de prática que a lei proibe agentes publicos receber "qualquer tipo de vantagem";
3) não foi a empresa quem fez o pagamento, ela apenas deu o dinheiro, via cheque. Então, a pergunta é: se foi a Arki quem encomendou a festa, se a festa era deles e os CCs da prefeitura eram só convidados, por que, afinal, quem fez o pagamento FOI A DIREITORA ADMINISTRATIVA da Prefeitura, pagando no balcão para o acerto já com o cheque pronto? Por que ela, ao passar o cheque, escreveu seu nome atrás daquele título, garantindo-o? Caso a festa fosse da Arki, não seria um funcionário dela quem deveria ter feito o pagamento? E por que foi a mesma Diretora Administrativa pública quem pegou um cheque de R$ 600,00 de troco? Ela trabalha para a Arki? Aonde foi parar o cheque dado de troco pela Pizzaria? Será que não teria sido descontado também para evitar "cunho político"?
4) o que tem a Arki a ver com "apresentação de Escola de Gestão"?
5) e quanto à sustação do pagamento do cheque a coisa fica ainda pior, ao dizer a nota que isso teria sido feito em função de que teriam suspeitado que o cheque seria usado para "cunho político" e depois iriam pagar a Pizzaria. Ora, quem teve essa suspeita? E por quê? E quando? E se esse era o motivo da sustação do pagamento, por que dizer na delegacia de Encantado que o cheque teria sido "perdido", e isso duas semanas depois de ter sido emitido e 8 dias depois de ter sido passado na Pizzaria? Perdido? Mas apareceu na mão da Direitora Administrativa no mesmo dia que segundo a ocorrência foi perdido? Como isso seria possível? Qual a explicação para isso?
6) e sobre o fato de que ter pagado em cheque provaria que não haveria "falcatrua" (palavra usada pela Secretária na entrevista) porque senão teriam pagado em dinheiro, tenho também a resposta para isso: descuido, desatenção, despreparo, etc, etc.
7) e, sobre a Secretária ter feito uma ocorrência policial contra mim tenho a dizer com todas as letras e sonoramente, Sra. Secretária: espero sinceramente que a Senhora tenha feito isso, e, se não fez, espero que faça, porque aí poderemos chegar com o assunto aonde ele precisa chegar, local em que terei o maior prazer de ver a Senhora e todos os envolvidos contarem essa estória, e onde eu terei o prazer de contribuir para a busca da verdade, mostrando toda a relação que envolve este cheque, e aí a autoridade policial poderá nos ajudar a chegar às devidas conclusões que envolvem o Código Penal e a Lei de Improbidade em relação a ele e, quem sabe, ao todo.
E como perguntar não ofende, termino perguntando: quem vai pagar o valor do cheque sustado? A empresa ou a Diretora Administrativa do Município? Afinal, muitos sairam com o bucho cheio enquanto alguém está no prejuízo, ou também isso é mentira?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Jornalista Polibio Braga

O grave assunto do cheque da fornecedora da Prefeitura de nossa cidade e passado na Pizzaria teve a destacada e importante atenção do sempre atento e criterioso jornalista da capital, Sr. Polibio Braga. Aliás, detentor que é de um dos mais prestigiados blogs do país, através do qual tenta combater, como nós, toda espécie de malversação pública, deve ser acompanhado diariamente por quem se interessa em descobrir a verdade. Como se vê, pessoas de bem da nossa querida Bento Gonçalves, não estamos sós. Para ver o que ele escreveu clique sobre o nome dele logo abaixo.

Jornalista Polibio Braga

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

EXPLICA ESSA PREFEITO LUNELLI; EXPLICA ESSA SECRETÁRIA ELIANA


Olhe bem para esse cheque postado acima, e olhe bem sua frente e seu verso porque ele não é qualquer cheque. É um cheque que conta uma história. E que história! Ela começa na última semana do mês de julho passado. Alguém da Prefeitura ligou para uma Pizzaria da cidade para reservar 86 lugares e perguntar quanto iria custar o rodízio para todas elas. O valor foi dado: R$ 2.200,00. Então a reserva foi feita para o dia 3/8, às 20:00hs. No dia marcado lá foram os convidados, na maioria CCs de grande e médio porte da Prefeitura, capitaneados nada mais nada menos do que pela Sra. Secretária de Admiministração e Governo, Eliana Passarin, e sua Diretora Administrativa, Sra. Cristiane Valim. Depois da distribuição de mimos e muita pizza saboreada, chegou a hora de pagar a conta. Mas os convidados só tiveram que pagar individualmente a bebida. O jantar estava patrocinado. E quem se encarregou de pagar a conta foi a Diretora Administrativa, braço direito da Secretária Eliana, Sra. Cristiane. E como ela fez isso? Entregando um cheque exatamente de R$ 2.200,00, emitido com a data de 25/7, por UMA EMPRESA QUE TEM NEGÓCIO MILHONÁRIO COM A PREFEITURA DE BENTO desde janeiro/2011. Mas os organizadores do evento não estavam satisfeitos. Como não tinham ido 86 convidados, mas apenas 54, a Diretora se deu o direito de pedir desconto. Então, conversa vai, conversa vem, entregou o cheque de R$ 2.200,00 (escrevendo seu verso seu nome e o telefone de contato da Prefeitura para o caso de dar algum problema no desconto) e ainda saiu da Pizzaria com um cheque emitido como "troco" no valor de R$ 600,00. E agora é que vem o mais importante: de quem era a emissão do cheque que serviu para o pagamento da festança, ou seja, do cheque passado pela DIRETORA ADMINISTRATIVA da Prefeitura e na companhia da Sra. Secretária de Administração e Governo? Da empresa ARKI Assessoria e Serviços Ltda, aquela que em janeiro/2011 foi contratada SEM LICITAÇÃO para fornecer mão de obra para a Prefeitura, no total de 169 pessoas, por 6 meses, pela "bagatela" de R$ 364.268,14 mensais (mais um aditivo de R$ 91.067,03, é claro!) e que, depois, em agosto/2011, teve o contrato renovado por R$ 483.846,00 mensais (contratação sobre a qual inclusive já escrevi aqui neste blog). E você acha que a história termina por aí? Não, por trás disso viria mais uma peripécia. Durante uma semana membros do governo municipal foram atrás do cheque para resgatá-lo a qualquer custo. Alguém, é claro, um pouco mais inteligente, havia se dado conta do rastro que tinham deixado para trás. Como não conseguiram, alguém encontrou uma saída que só poderá gerar mais problemas: no dia 11/8/2011 fizeram uma ocorrência policial na cidade de Encantado para dizer que "um cheque de R$ 2.200,00 da empresa Arki havia sido extraviado no dia 3/8" e, então, o cheque passado na Pizzaria de nossa cidade, pela DIRETORA ADMINISTRATIVA DA PREFEITURA, teve sua compensação sustada. Diante de tamanha audácia, fomos pesquisar para ver de quem é a propriedade e por quem é administrada aquela empresa ARKI: por coincidência ou não, por membros do PT de Guaporé. Diante deste hediondo quadro, uma coisa deve ser exigida: explica essa Prefeito Lunelli, explica essa, Secretária Eliana; explica essa Diretora Cristiane! Tenho certeza que a comunidade e mais gente vai querer ouvir.

CAIXA ZERADO?

Aproximadamente dois meses atrás recebi uma informação de que a Prefeitura estaria atrasando o pagamento de alguns fornecedores, sendo que o caso mais grave envolveria um fornecedor de serviço na área da saúde. Não dei muita importância porque achei que não poderia haver fundamento. Mas esta semana duas outras pessoas, em situações diferentes, informaram-me que o fornecimento de materiais e serviços estão ficando comprometidos pela mesma situação. Entre estas novas situações que indicam um possível problema de liquidez nos cofres municipais, está de novo o comprometimento na área da saúde. Diz o ditado que aonde há fumaça há fogo. Espero, para o bem dos munícipes, que não seja verdade, mas posso garantir que as fontes conhecem do que estão falando. E pensar que logo aí na frente o município vai ter que pagar só de juros, anualmente, a soma de aproximadamente R$ 10 milhões por ano por conta de tanto empréstimo. Quem sabe o próximo empréstimo vai ter que ser para poder pagar salário e 13º.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

NEGÓCIO DA CHINA: 11-11-11

Um passarinho me contou que nos bastidores da Prefeitura estão programando uma viagem dos nossos administradores públicos para a China. Já teria até dia marcado: 11-11-11 (é que não daria para marcar para 13-13-13 porque o calendário está um pouco difícil de nos agraciar com a mudança). Não é preciso dizer que a disputa deve estar concorrida para este passeio. Entre os confirmados, é claro, já estariam os Prefeito Lunelli e a "primeira ministra", Secretária Eliana Passarin. Tirando pelo que a administração tem feito para divulgar o que não aconteceu, não acontece e não acontecerá, já da para imaginar o que anunciarão na volta do turismo público-chinês: trarão uma réplica da grande muralha para incrementar o turismo; trarão também uma montadora de automóveis; e, é claro, 13 navios trarão 13 caixas de equipamentos para o hospital. O resto que será trazido deixo por conta da mais apurada imaginação dos próprios e, é claro, nos nossos mais-felizes cidadãos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

FIB: E TEM QUEM NÃO ACREDITA

Postei aqui alguns dias atrás que a Prefeitura estava contratando a medição da felicidade em Bento e teve gente que achou que eu estava brincando. Pois hoje, podem acreditar, foi publicado o extrato do contrato (nº 378/2011, é claro, sem licitação) com o Instituto Visão Futuro, pelo valor de R$ 99.800,00 (noventa e nove mil e oitocentos reais) para "implantação do FIB" (Felicidade Interna Bruta). É muita cara-de-pau!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

DOANDO AS FLORES

Centenas de pés de flores estavam sendo arrancados hoje da Via Del Vino para a remodelação que lá está em andamento. Lindas flores amarelas e violetas que poderiam e deveriam ser replantadas em outros canteiros públicos. Mas, ao invés disso, elas começaram aleatoriamente a serem "doadas" para pessoas que se apresentavam ali com caixas de papelão. Várias foram as pessoas sendo agraciadas com a doação informal que lotava as caixas. É incrível como se trata com desdém a coisa pública, desde o mais simples pé de flor até milhões e milhões de reais. E é incrível como lidam com a coisa pública sem o mínimo de planejamento e zelo. O caso até poderia ser visto como uma miudeza, mas é como diz o ditado: aonde passa um boi passa uma boiada.

SUGESTÃO AOS MAL ASSESSORADOS

Sugiro ao Prefeito Lunelli que comece a tomar mais cuidado com a afoiteza que sua administração parece está demonstrando em querer fazer com que a comunidade tenha contato com o número de sua sigla partidária, o 13, numa espécie de conduta que já está mais próxima de deixar de parecer propaganda do tipo subliminar para ser explícita, se é que tudo não passa de coincidência(!?). Eram R$ 113 milhões de empréstimo-investimento; foram cerca de 130 milhões em educação; foram 31 assembléias do OP; foram 13 tijolos fundamentais na UPA3, e, em um jornal desta sexta-feira, foram divulgados os 13 passos para se chegar aos 13 tijolos, e, é claro, tem semáforo começando sua contagem com 13 segundos. Cuidado que a Justiça Eleitoral, ao contrário de muitos, não é cega-surda-muda.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ALERTA AOS MAL ASSESSORADOS

Não se deve tentar acobertar um crime cometendo outro, não se deve cometer um crime achando que vai se safar de outro. Isso vale para a vida privada e para a vida pública, apesar de que, principalmente entre os useiros e vezeiros de todas as horas ou da última hora da coisa pública, haver a crença de que por estarem no exercício do poder podem tudo. Volto a dizer: ao contrário do que alguns estão pensando, copiar modelos de conduta que vêm de Brasília não é o mesmo que ter a mesma influência da turma de Brasília. Sugiro que muitos pensem bem nisso, se é que ainda há tempo e se é que ainda sobrou um pingo de decência reflexiva no exercício do pensar e do fazer.

CONTRATAÇÕES INTRIGANTES

Acabo de receber uma impressionante lista de contratações de AUXILIAR DE ODONTOLOGIA pela nossa querida Prefeitura, a grande maioria delas do ano passado (2009). Nela consta nada mais nada menos do que 48 nomes. O número, absurdo por si mesmo para tal função, já denunciaria algo muito suspeito. Mas essa questão que já seria algo suficiente em si mesmo para a devida investigação oficial, vem acompanhada de um outro detalhe: a mesma lista indica que entre os contratados estão Nutricionistas, Massoterapeutas, Auxiliares administrativos, Almoxarifes e Terapeutas ocupacionais que teriam exercido tais funções e não aquela. Qual a razão disso? Se precisavam de pessoas para estas funções, por que não contrataram para tal designação? Se não precisavam, por que contrataram? Será que seria para mascarar o mesmo tipo de contratação (de nutricionistas, massoterapeutas, auxiliares administrativos, etc) terceirizada? Uma coisa é certa, muito há e muito haverá a ser explicado sobre mais este estranho componente que envolve contratação de pessoal e o já sabido, inexplicável e inexplicado inchaço de funcionários na administração. Se alguém tiver alguma explicação, estou disposto a ouvir e divulgar. Se algum agente responsável encarregado de exigir explicações estiver interessado, estou disposto a ajudar.

R$ 79.424,00 PARA ARBITRAGEM

A Prefeitura de Bento acaba de contratar a empresa Inovação Eventos e Serviços Ltda pelo valor de R$ 79.424,00 para "serviços de arbitragem". Tentei localizar referências sobre esta empresa na internet para ver o que ela teria a ver com "arbitragem", que deduzo ser do tipo que usa apito, para ver aonde isso iria dar, mas não achei. E, para além disso, não consegui descobrir na arbitragem do quê exatamente vai ser gasta tamanha soma. Alguém saberia dizer?

COMPLEXO, MUITO COMPLEXO

Antigamente se enganava a sociedade e os eleitores mentindo sobre intenções, sobre propostas, sobre posturas. Antigamente se enganava agindo diferente do que se prometeu. Antigamente apenas se enganava usando o velho e bom engodo, misturando ficcção e realidade, realidade e ficcção. E isso, antigamente, se fazia tentando dar descupas, se escondendo a realidade. Hoje fazem a mesma coisa, mas com um requinte de crueldade, soltando fogos de artifício e pagando para isso. Complexo, muito complexo.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

PEDRA FUNDAMENTAL:alguma dúvida?

Alguém tinha dúvida de que a papagaiada em torno do "Complexo de Saúde do Trabalhador" iria terminar no lançamento da pedra fundamental meses antes da próxima eleição. Não, ninguém tinha dúvida. É assim que historicamente se tenta enganar a massa, e não iria ser diferente aqui, em nossa cidade, principalmente se tratando desta administração ufológica, marketeira e ilusória. Pois foi marcado para a próxima quarta-feira, em grande estilo e festa, o ato da "pedra fundamental". Fotos serão publicadas em informativos da cidade mais feliz com essa falácia, já que, na verdade, o que estão fazendo por lá é uma reforma dos pavilhões, cuja obra atende mais mordomias e aspectos administrativos da Secretaria do que o resto. Aliás, as reformas são para antender, não esqueçamos, o esdrúxulo compromisso com o governo federal de atender entre 100 e 300 mil pessoas naquela que será a tal de UPA3, que dará grandes prejuízos ao município como já escrevi aqui. Mas isso, para quem está aí, pouco importa como fica claro cada vez mais.

VONTANDO ATRÁS

Leio na impresa local, em edição jornalística desta sexta-feira (02/9), que a Procuradora Geral do Município reconhece que "de fato me enganei...Li a lei e me passei, quando a gente erra tem que admitir e buscar corrigir". A declaração diz respeito ao Decreto completamente inconstitucional, como escrevemos aqui e afirmamos em entrevista à Radio Viva. Pelo menos a Procuradora não insistiu no erro, apesar de que, em entrevista à rádio, dois dias atrás, quando poderia ter dado uma olhada na Lei antes de falar naquele veículo de comunicação à comunidade (e, é claro, como seria o óbvio, antes de ajudar a fazer o decreto), insistiu dizendo que nada havia de errado legalmente. Agora a bola foi passada para os vereadores, já que foi anunciado que para não repassar mais o valor da área azul ao Consepro o Prefeito mandou um projeto de lei para mudar a lei que determina isso(tecnicamente certo) a fim de ver sua intenção legalizada. Vamos ver no que isso vai dar. Enquanto isso fiquei sabendo que o dinheiro do mês de julho, graças ao reconhecimento do erro, acabou sendo pago-repassado ontem ao Consepro. Menos mal, porque não fosse assim, como afirmamos aqui, o Prefeito Lunelli estaria em maus lençóis em termos de responsabilidade administrativa.

DESTRUIR PARA RECONSTRUIR

Isso é o que estão fazendo há três dias e continua hoje na Av. Nelson Carraro e que gerou o comentário que bloguei aqui pela manhã. Quem quiser ver mais fotos vá para o portal leouve da Viva News. Tirar-destruir a grama que está como um tapete nos canteiros centrais da avenida para depois colocar de novo grama no mesmo lugar, ou para colocar no seu lugar meia dúzia de florzinhas que terão que ser substituidas a cada 3 ou 4 meses é um deboche ao bom senso e uma afronta ao dinheiro público, e, quanto mais, à inteligência de toda uma comunidade. Impressionante!


MAIS UMA PRAÇA, MAIS R$ 111.643,78

Os moradores do distrito de São Valentin deverão ficar satisfeitos com o investimento que vai ser feito por lá a partir dos próximos dias. Serão R$ 111.643,78(cento e onze mil seiscentos e quarenta e três reais e setenta e oito centavos) para "readequação" da praça da localidade, a cargo da já contratada Rossetti Serv. de Calçamento Ltda. Com certeza ficará um luxo!

SEM SENTIDO, SEM EXPLICAÇÃO

Está em andamento há três dias na Av. Nelson Carraro a retirada de toda a grama de todos os canteiros centrais daquela avenida. Uma coisa absurdo, uma coisa monstruosa, uma coisa que não pode ter outro motivo a não ser a criação de um motivo para gastar dinheiro público. Explico: a grama que está sendo retirada está em perfeitas condições, verdinha verdinha, tanto que serviria até para ser colocada num campo de futebol com está. Mas a estão retirando. E sabe para que? Segundo quem está capinando-retirando a grama é para depois colocar grama no lugar da grama retirada. Vou colocar a foto do "crime" aqui nas próximas horas para você ver com seus próprios olhos. Aonde é que alguns querem chegar nesta administração? O que vocês estão pensando que o dinheiro público é, algum tipo de lixo para ser jogado fora deste jeito?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CONFIRMADO: algo em troca de nada

Aqui em Bento tem gente regularizando obra ilegal dando em troca, como pagamento, ao invés de dinheiro, para a Prefeitura, a área da rua que passa na frente da obra. E tudo feito assim, na maior cara de pau e, o pior, sendo candidamente assistido por quem deveria vigiar quem está autorizando esse tipo de coisa. Tem gente que não está se dando conta que os dias vão passar, as "autoridades" de hoje não serão mais amanhã, vão voltar para suas vidinhas de auxiliar de alguma coisa, vigia de alguma pedreira, medidor de asfalto, etc, , enquanto que, por sua vez, os documentos vão ficar e, ficando, terão os rumos que devem ter para que coisas como essa deixem de ser papéis esquecidos e escondidos numa pilha dentro das repartições.

Impeachment em Campinas

DECRETO INCONSTITUCIONAL

O prefeito Lunelli não sabe aonde está juridicamente se metendo ao assinar um Decreto que fere o texto expresso da lei municipal que determina repasse do dinheiro da área azul para o Consepro. Ao fazer isso, fere inclusive a ordem institucional, já que parece querer por ato seu, executivo, revogar o que foi determinado pelo legislador, por lei, em nome do povo, bem ao estilo da velha ditadura. E é de ficar ainda mais impressionado com a iniciativa ao se ouvir a explicação da Procuradora Geral do Município sobre a questão, ao dizer ela que nada há de inconstitucional na ordem emanada do Sr. Prefeito, eis que ele apenas realizou um "ato de gestão". Fosse mesmo assim, fácil de compreender, o Prefeito, por decreto, poderia desrespeitar toda e qualquer lei, seja ela municipal, estadual ou federal, já que, usando o raciocínio da Procuradora, forçoso concluir que, para não cumprir o que diz uma lei, bastaria ele editar um decreto dizendo o contrário do previsto por ela lei. Fácil de entender, não é? Mas para alguns parece muito difícil, talvez por não ser o Direito uma ciência exata, como fez questão de dizer a Procuradora Geral, mas que, nem por isso, em muitas coisas não é exato. Como sugeri em blogagem anterior, acho que o Prefeito deve imediatamente revogar o decreto porque está, inclusive, sujeito a Impeachment.