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terça-feira, 30 de agosto de 2011

CORRUPÇÃO COMO CRIME HEDIONDO

O Senador Pedro Taques, do Mato Grosso, apresentou Projeto de Lei de nº 204/2011 no Senado, a fim de que o crime de corrupção seja considerado crime hediondo. Até que enfim algum legislador tomou essa iniciativa. O projeto está no Senado, na Comissão de Constituição e Justiça. Você pode votar a favor ou contra o projeto através do site do Senado. Não deixe de fazer isso. Quem sabe, com a aprovação deste projeto, muitos parem para pensar e revejam suas atitudes.

PARÁBOLA DO INCAUTO

O marido chegou em casa e disse para a esposa: "mulher, tenho crédito no Banco, me ofereceram R$ 100 mil para eu usar em melhorias na nossa casa". "Que melhorias?", perguntou a mulher. "Em melhoria", respondeu o marido. "É verdade que poderiamos fazer algumas reformar aqui em casa, como no telhado, no encanamento e na cozinha", mas acho que seria melhor, se vamos pegar dinheiro no Banco, definir melhor em quê exatamente iriamos gastar para depois não ser em supérfluo". "Ora, mulher, disse o marido, nós vamos gastar em melhorias, e melhorias são necessárias para nossa qualidade de vida". Nisso chega o filho, que acaba de ouvir a conversa, e diz: "mas pai, se é para pegar dinheiro emprestado não é melhor pegar para outras coisas mais importantes, quem sabe para a mãe operar a coluna que dói, com a minha faculdade que tive que trancar a matrícula porque não consegui pagar este semestre, arrumar os dentes do meu irmão, entre outras coisas?". "Mas filho, o Banco só da dinheiro para melhorias na casa, e tem mais, o gerente me disse que se eu não pegar tem gente que quer pegar". "Mas pai, disse o filho, tu vais levar muito tempo para pagar este empréstimo, e se tu perderes o emprego, se ficares doente, se tivermos uma emergência, como vamos fazer já que grande parte do teu salário vai estar comprometido como garantia para pagar o empréstimo?". "Ora, filho, deixa de ser do contra!". A esposa que pensou que sua cozinha poderia ser contemplada concorda e então o marido pega o empréstimo. Dias depois, as melhorias começam: pintura nova, piscina, jardim florido, uma cerquinha dourada, poltronas confortáveis, televisão 3D. A esposa e o filho observam tudo isso ser instalado e pedem ao esposo-pai: "Mas o dinheiro não era para melhorias na casa?". "Claro, responde o pai, e é isso que estou fazendo, não estão vendo? Tudo isso faz parte de melhorias na casa." Dias depois, terminadas as obras, já tendo gastado todo o dinheiro, a esposa caminha pela rua quando vê o esposo num bar rodeado por várias pessoas, numa verdadeira confraternização, regada com boa bebida. Ela entra e pergunta ao marido o que ele estava fazendo e quem eram aquelas pessoas, ao que ele responde: "mulher, estes são os meus parceiros, que ajudaram para que tudo acontecesse de bom para nós, este é o gerente do banco, aquele é o vendedor de piscina e aquele o dono da loja de móveis." E antes da mulher sair, o marido pergunta aonde ela estava indo, ao que ela responde: "para a fila pegar uma ficha de atendimento para ver se consigo um remédio para a dor nas minhas costas, e, na volta, vou passar na faculdade para cancelar definitivamente a matrícula de nosso filho." E arrematou: "Ah!, querido, já ia esquecendo, o Júnior disse que não consegue mais mastigar por causa da dor de dente, mas não te preocupa, eu disse para ele ficar vendo um filme que talvez passe."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FALANDO EM DECRETO...

Dia 7/7/11 o Prefeito editou o Decreto nº 7.676 para redefinir a redefinição do já redefinido famoso Decreto que iria regulamentar a concessão de auxilios financeiro à entidades do município. O atual texto é mais uma colcha de retalhos criando mais exceções do que regras, cujos motivos são fáceis de deduzir. Mas uma coisa que chama a atenção, pelo menos a mim, é o texto do art. 15º, § 1º, deste mais novo Decreto. A mim parece que foi feito como uma luva para alguém, ao prever excepcionalidade de prazo para "avaliação" do projeto (de pedido de dinheiro) até o dia 21/7/2010. Ora, como um Decreto editado-lançado-feito agora em JULHO/2011 pode prever que um prazo de avaliação de projeto "SERÁ" até 21/7/2010, UM ANO ANTES, de atos, portanto, que já estão sepultados? Querem ressuscitar o que não foi feito e assim deveria estar sepultado pelo descumprimento da norma vigente na época? Parece o óbvio!
Para quem não acredita é só ler o texto que transcrevo abaixo. Quem quiser conferir a íntegra do Decreto é só ir no site do Município e pesquisar o texto nos decretos.

“Art.15. O projeto visando ao recebimento de Auxílio Financeiro deverá ser apresentado na Secretaria Municipal de Finanças até o dia 21 de agosto ou até o primeiro dia útil subsequente, para liberação de recursos financeiros no ano seguinte.

§ 1º Em relação aos Auxílios Financeiros a serem realizados em 2010, excepcionalmente o prazo de apresentação do projeto para avaliação será até o dia 21 de julho de 2010.” (NR).

É claro que logo logo vamos saber para quem essa exceção extemporânea e estranha foi encomendada-agraciada.

UM SILÊNCIO ELOQUENTE

É de se estranhar o silêncio do Sr. Prefeito Lunelli a respeito a edição do seu Decreto nº 7.683, de 20/7/2011, com o qual pretende deixar de repassar a verba mensal destinada por lei ao Consepro, relativa a exploração da área azul. Nada foi dito, nada é explicado. A justificativa seria a de que a Procuradora Geral do Município, que assina com ele o Decreto inconstitucional, estaria em férias. Ainda bem que férias de funcionário é só de 30 dias por ano, senão o emudencimento poderia ser maior. E para quem não conhece, transcrevo abaixo o texto da Lei nº 4.431, de 13 de agosto de 2008, que manda entregar o dinheiro mensalmente ao Consepro e o texto do famigerado Decreto que "revoga" aquela determinação.
O TEXTO DA LEI:
"Art. 7° - A Concessionária repassará, mensalmente, ao Município, o percentual definido no processo licitatório.

§ 1° - O Município destinará à Fundação Consepro de Apoio a Segurança Pública de Bento Gonçalves a totalidade do percentual repassado pela Concessionária, o qual deverá ser utilizado, única e exclusivamente, em prol da gestão da segurança pública.

O TEXTO DO DECRETO:
“Art. 3º O Município repassará ao Conselho de Segurança Comunitária - CONSECOM, até o último dia útil do mês do repasse, a totalidade do percentual, o qual deverá ser utilizado única e exclusivamente em prol da gestão da segurança pública.”

Não vejo a hora da Procuradora Geral do Município voltar e fazer do Prefeito um ventríloquo de suas explicações e ouvir que vão voltar atrás nesta estapafúrdia iniciativa. Caso contrário tenho até pena de quem assinou o ato e de quem começar a gastar o dinheiro nestas condições.

domingo, 28 de agosto de 2011

SAIBA AONDE VAI E QUANTO CUSTA AS R$ 107 MILHÕES

Segundo o site da CEF, é isso que é e o quanto custa pegar o empréstimo pretendido pela administração Lunelli e já aprovado pela Câmara de Vereadores. Então, se alguém acha que todo esse dinheirão vai servir para melhorar a saúde, a educação e a segurança está muito enganado. Segundo o site da CEF:
"São financiáveis no âmbito do Pró-Transporte as seguintes modalidades:
A) Implantação, ampliação, modernização e/ou adequação da infra-estrutura dos sistemas de transporte público coletivo urbano sobre pneus e hidroviário, incluindo-se obras civis, equipamentos, sinalização e/ou aquisição de veículos e barcas e afins:
•veículos dos sistema de transporte sobre trilhos;
•veículos do sistema de transporte sobre pneus;
•veículos do sistema de transporte público hidroviário;
•obras civis e equipamentos de vias segregadas, vias exclusivas, faixas exclusivas e corredores dos sistemas de veículos sobre trilhos e pneus, inclusive sinalização;
•terminais , incluindo bicicletários e garagens junto a locais de integração dos modais, e pontos de conexão de linhas de transporte público coletivo urbano, em todas as modalidades;
•abrigos nos pontos de parada de transporte público coletivo urbano de passageiros;
•estudos e projetos de concepção, projetos executivos para o empreendimento, desde que incluídos no escopo da proposta de implementação; e
•equipamentos e sistemas de informática e/ou telecomunicações para aplicação de uso embarcado e não embarcado, inclusive tecnologias que otimizem a integração, controle e modernização do sistema de transporte público coletivo urbano, como bilhetagem eletrônica e central de controle operacional.

B) Ações voltadas à inclusão social, à mobilidade urbana e à acessibilidade (*) (**):
•implantação, calçamento, pavimentação, recapeamento de vias locais, coletoras, arteriais, estruturantes e exclusivas de pedestres, que beneficiem diretamente a circulação, a acessibilidade e a mobilidade urbana, incluindo ciclofaixas, ciclovias e circulação de pedestres;
•construção de pontilhões dentro do perímetro urbano para passagens de nível ou passarelas em pontos de estrangulamentos ou barreiras à circulação ou mobilidade urbana nas linhas metroferroviárias ou rodoviárias e nos corredores de transporte público coletivo urbano sobre pneus, cursos de água, entre outros;
•execução de sinalização viária e medidas de moderação de tráfego nas vias objeto da intervenção;
•sistema de drenagem de águas pluviais (microdrenagem) nas vias objeto da intervenção;
•implantação de redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário, nas vias a serem pavimentadas;
•estudos e projetos de concepção, projetos executivos para o empreendimento, desde que incluídos no escopo da proposta de implementação, limitados a 1,5% (um e meio por cento) do valor do investimento; e
•serviços de recuperação prévia do pavimento, aceito somente como contrapartida.
(*) Serão admitidas obras de recapeamento em vias já pavimentadas, limitado seu valor a 20% (vinte por cento) do total do investimento do projeto de qualificação e pavimentação de vias.

(**) Os projetos de qualificação e pavimentação de vias objeto das ações financiáveis deverão contar com anuência das concessionárias responsáveis pelas redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário existentes ou a serem implantadas, quanto à sua regularidade no tocante a materiais, dimensionamento e demais normas técnicas.'

C) Obras e serviços complementares e equipamentos especiais destinados à acessibilidade, à utilização e à mobilidade de idosos, pessoas com deficiência ou restrição de mobilidade, voltados à prevenção de acidentes.

Como é operacionalizado
O Proponente encaminha à Superintendência Regional, Pedido de Financiamento (carta-consulta Anexo IV IN Mcidades 022/2010) junto com a documentação necessária à avaliação técnica do empreendimento e a de risco de crédito.

Observa-se a existência de processo seletivo e calendário

Para Estado, Município ou Distrito Federal, a contratação está condicionada:

•à obtenção de autorização de endividamento dada pela Secretaria do Tesouro Nacional (para entes públicos),
•à verificação da regularidade cadastral do Proponente,
•à aprovação da operação pelas instâncias competentes da CAIXA, e
•à seleção da Carta Consulta pelo Ministério das Cidades.
Contrapartida
É a complementação do valor necessário à execução do contrato, podendo ser constituida por recursos próprios e/ou de terceiros ou bens e serviços economicamente mensuráveis.

Para o setor público a contrapartida mínima equivale a 10% do valor total do investimento, sendo de 20% do valor total do investimento a contrapartida mínima para o setor privado.

Desembolsos
Os recursos do financiamento serão desembolsados em parcelas, mediante comprovação, por técnicos da CAIXA, das etapas físicas executadas.

Prazos:
•Carência: o prazo de carência corresponde ao prazo originalmente previsto para execução do empreendimento, acrescido de até 2 meses, limitado a 48 meses contados a partir da assinatura do contrato de financiamento;
•Amortização: máximo de 240 meses, determinado conforme o tipo de intervenção.
Encargos:
•Juros obrados, mensalmente, nominal anual de 6%;
◦Para as ações financiáveis do sistema de transporte sobre trilho a taxa de juros é de 5,5% ao ano.:
•Taxa de risco de crédito definido conforme conceito de risco de crédito emitido pela CAIXA para cada operação, limitada a 1% a.a. incidente sobre o saldo devedor do contrato;
•Remuneração da caixa, equivalente a 2% a.a., incidente sobre o saldo devedor;
•Tarifas operacionais e de análise.
Prestações:
Mensais, calculadas pelo Sistema Francês de Amortização - Tabela Price.
Reajuste do saldo devedor:
Reajustado pelo mesmo índice e mesma periodicidade de atualização dos saldos das contas vinculadas do FGTS."

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O TEXTO DO CHEQUE EM BRANCO

Transcrevo abaixo a integra do texto do Projeto de Lei que o Prefeito Lunelli quer ver aprovado pela Câmara de Vereadores para contrair o empréstimo MULTI MILIONÁRIO sem dizer exatamente nada sobre aonde exatamente vai colar o dinheiro. Tirem suas conclusões.

PROJETO DE LEI MUNICIPAL N° 169, DE 11 DE AGOSTO DE 2011.

"AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A CONTRATAR OPERAÇÕES DE CRÉDITO COM A CAIXA ECONOMICA FEDERAL COM RECURSOS COMO AGENTE FINANCEIRO DO PROGRAMA DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES E MOBILIDADE URBANA — PRO TRANSPORTE."
Art. 1° Fica o Poder Executivo autorizado a contratar com a CAIXA ECONOMICA FEDERAL, operações de crédito até o limite de R$ 107.500.000,00 (cento e sete milhões e quinhentos mil reais) para aplicação em projetos e obras no âmbito do Programa de Infraestrutura de Transportes e Mobilidade Urbana — Pro Transporte, regulamentado pela Instrução Normativa n° 22 de 10 de maio de 2010 do Ministério das Cidades e alterações posteriores.
Art. 2° Os prazos de amortização e carência, os encargos financeiros e outras operações de vencimento e liquidação da dívida a ser contratada, observarão as normas pertinentes estabelecidas pelas autoridades monetárias federais, e notadamente o que dispões a Resolução n° 43/2011 de 21 de dezembro de 2001 do Senado Federal, bem como as normas específicas da CAIXA ECONOMICA FEDERAL.
Art. 3° Fica o Poder Executivo autorizado a dar em garantia das operações de crédito de que trata essa Lei, as parcelas que se fizerem necessárias do produto da arrecadação tributária municipal, inclusive quotas-partes do Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e do Fundo de Participação dos Municípios.
Art. 4° O Poder Executivo encaminhará à Câmara Municipal de Vereadores dentro de 30 (trinta) dias contados da contratação das operações de crédito autorizadas por esta Lei, cópia dos respectivos instrumentos contratuais.
Art. 5° Fica o Poder Executivo autorizado a abrir créditos adicionais até o limite de R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) para aplicação da contrapartida do Município no investimento em questão.
Art. 6° Os créditos a que se refere o artigo anterior terão como contrapartida financeira reduções de dotação orçamentária e excesso de arrecadação tributária.
Art. 7° Dos orçamentos anuais do Município as dotações orçamentárias necessárias no atendimento dos encargos decorrentes das operações de crédito autorizadas pela presente Lei.
Art. 8° Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE BENTO GONÇALVES aos onze dias do mês de agosto de dois mil e onze. ROBERTO LUNELLI Prefeito Municipal"

ALÉM DE ILEGAL, DESRESPEITOSO

Depois de escrever aqui sobre o Decreto nº 7.883, de 20/7, de autoria do Prefeito, que afronta a lei municipal que determina o repasse do dinheiro da arrecadação da área azul para o Consepro, falei com seu Presidente . E, então, descobri que a entidade sequer foi informada da medida, tendo sido uma surpresa para ele saber que unilateralmente o Prefeito Lunelli estaria agindo assim eno final deste mês não receberá mais o repasse. Então, além de querer revogar o que determina uma lei via decreto, o que é completamente inconstitucional, nem o mínimo de respeito institucional foi observado. E, pior, é tomada tal medida sobre o fim do repasse de dinheiro sem a preocupação de que dívidas foram feitas pelo Consepro e que precisam ser pagas, urgências precisam ser atendidas e não terão como. Preparem-se para, caso o Prefeito mantenha o Decreto e não seja de fato repassado o dinheiro, o pequeno caos na segurança público local: viaturas vão parar, câmara de vigilância vão ser desligadas, telefone vai ficar mudo, etc, etc, etc. Quem viver, verá.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

GRAVE ILEGALIDADE

Alguém deve ter perdido completamente o juízo dentro desta administração municipal. Já não bastasse a campanha midiática deflagrada contra o Consepro dias atrás pelo Executivo, agora descubro, investigando os últimos Decretos de sua Excelência o Prefeito Lunelli, que ele acaba de dar um golpe de morte nos mais elementares princípios de direito e, pelo que se vê, quer dar o golpe de morte no Consepro. Explico: encontrei o Decreto Executivo nº 7.883, do dia 20 de julho de 2011, através do qual o Executivo determina, estabelece, informa que está revogando o Decreto6.808/2009, para determinar que a parte do dinheiro arrecadado do estacionamento da áre azul que caberia ao município não será mais repassado ao Consepro, mas sim ao CONSECOM-Conselho de Segurança Comunitária. Ou seja, na prática, o Prefeito retira do Consepro todo o rendimento que era destinado à ele pela arrecadação da zona azul (21% da arrecadação). Ocorre que, além do problema pragmático da medida, ou seja, que com ela o Consepro ficaria sem o grosso dos recursos para investir na segurança pública local, o Executivo DESCUMPRE LEI através de um decreto completamente INCONSTITUCIONAL. Ora, foi uma LEI MUNICIPAL, a de nº 4.431, de 13 de agosto de 2008, quem determinou que a parte que cabia ao município pela arrecadação pela área azul pertenceria ao Consepro. E essa lei NÃO FOI REVOGADA. Assim, ao editar o Decreto nº 7.883, agora de 20/7/2011, sua Excelência o Prefeito Lunelli, lança expediente Executivo fora da lei, eis que fere o princípio constitucional da hierarquia das leis, em que um decreto não pode alterar o determinado por uma lei. Não sei quem está orientando o Prefeito nesta questão, em que até um professor secundarista deveria se dar conta da ilegalidade, mas uma coisa é certa: mais uma vez o Executivo descumpre a lei, e, mais uma vez, em descumprimento que convenientemente mexe com dinheiro, sujeitando-se assim e mais ainda ao julgamento pela Lei de Improbidade Administrativa. Se já no campo prático-pragmático a medida é um absurdo, eis que impede investimentos sem maiores burocracias na segurança pública via Consepro, em termos institucionais-legislativos a medida é uma aberração. Por isso sugiro ao Prefeito Lunelli que não aplique e revogue imediatamente seu próprio decreto (nº 7.683), sob pena de sofrer logo aí na frente as consequências legais, sem falar nos prejuízos imediatos à segurança pública de nossa cidade. E pergunto: o que a Câmara de Vereadores vai fazer a respeito? Afinal, o Prefeito, em última análise, via decreto, quer descumprir uma lei municipal. Vão deixar?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MICROCHIP NA CACHORRADA

Entre outros serviços contratados, adivinhem, SEM LICITAÇÃO, agora está a implantação de microchip em caninos. O extrato da contratação é dúbio (talvez propositalmente), mas aparentemente serão 15 implantes mensais, junto com outras tantas operações de esterilização canina e felina. Também o extrato da contratação não diz o valor de cada procedimento e muito menos o total. Resta saber de propriedade de quem serão estes cachorros e gatos que terão a implantação de microchip com dinheiro público.

NÓS, UM BANDO DE COITADOS

Recebi uma mensagem anônima na postagem que escrevi aqui sobre o fato de que existiria hoje na Prefeitura 350 estagiários, informação ainda não contraditada, como documentos ou não, pelo Executivo. A contribuição do anônimo foi a seguinte, como vocês podem ver da postagem: "Vcs são um bando de coitados...o ano que bem é Lunellii de novo". Fiz questão de permitir o comentário por dois motivos: primeiro, pelo fato de que com ele fica bem demonstrado o quanto e como as pessoas que estão no poder consideram os que não estão neste mesmo poder-panelinha-trenzinho-da-alegria da malversação e da incompetência; segundo, pelo fato de que somos sim, como o anônimo diz, um bando de coitados, mas coitados por ter que aguentar gente assim.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SEGURANÇA PÚBLICA

A pesquisa feita aqui, entre os leitores deste blog, sobre se o Município deveria ou não fazer investimentos em segurança pública, inspirada nos eventos do mês passado em que o Executivo Municipal resolveu partir para o ataque e desmantelamento do Consepro, revela que dois entre três leitores são a favor de investimentos municipais, sendo que a metade dos leitores entendem que o Consepro deve estar envolvido na aplicação de verbas naquela necessidade. O resultado de 52% pelos investimentos e com a participação do Consepro, contra 14% sem a participação do Consepro e 33% contra o investimento municipal deixam bem clara qual a visão do cidadão, que, no caso, é bem diferente da atual administração.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

INDIGNAÇÃO DO CIDADÃO

Recebi a seguinte mensagem por e-mail que fala por si:
"Essa é incrível. A Secretaria de Mobilidade Urbana acaba de implantar um estacionamento, exclusivo para caminhões, na Rua 10 de Novembro no sentido bairro centro. Inicia próximo a um prédio e vai até uma revenda de carros, na esquina.
A desculpa é de que servirá para caminhões que aguardam para descarregar trigo no moinho. Na verdade a maior beneficiada é uma empresa de Bento, que possue uma frota enorme, e, não tendo onde estacioná-los os colocará aí inclusive nos finais de semana. Veja que a partir de agora, mesmo que não tenha nenhum caminhão estacionado, ninguém poderá mais estacionar o seu automóvel.
O que será que está acontecendo ??? Bento é uma cidade turística ???"

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FEDERALIZAÇÃO DA RSC 470: uma desculpa

Algumas lideranças empresariais e políticas fazem o movimento pela federalização da RSC 470 (falando apenas a que interessaria para nós, da caserna), estando na rua abaixo assinado para tal reivindicação junto ao Governo Federal. Parece que tem gente que não se dá ou não quer se dar conta de um elemento político-administrativo que salta aos olhos: o que de que a Prefeitura, o Governo do Estado e a Presidente da República são todos do mesmo partido, a cuja turma poderíamos incluir, inclusive, Ministra gaúcha inclusive com presença quando lhe interessa por aqui. Então a questão é muito simples: se eles quisessem mesmo federalizar bastaria um acerto no interior dos gabinetes, entre companheiros-autoridades, sem oposição para "atrapalhar", sem necessidade de abaixo assinado. Este movimento vindo de cima para baixo (leia-se, de políticos para o povo), dando a impressão de que é de baixo para cima (leia-se, portanto, do povo para os políticos-administradores), apenas serve para fazer o jogo de quem hoje é governo e até o ano passado dizia que a melhoria nas rodovias só não era feita porque a Governadora Yeda não tinha vontade política, ocasião em que, inclusive, estes que governam hoje, diziam que querer devolver rodovias ou ainda pior, federalizar o que é estadual, era simplesmente um absurdo. Pois é, agora concordam, porque lhes interessa, que é a única solução: solução é, mas para eles, que enquanto a massa de manobra se deixa ludibriar, o eixo da discussão sai da cobrança de investimento nas rodovias estaduais para ser o eixo de discussão de repassar o problema. Quem ganha com isso é apenas um, quem está no governo que, enquanto alguns ficam pedindo coisas como essa, não têm motivo para investir. Trata-se do álibi perfeito para a inércia: afinal, de sã consciência, quem iria concordar que o Estado colocasse dinheiro em rodovias estaduais se logo aí na frente elas seriam federalizadas? Espera federalizar tu!

350 ESTAGIÁRIOS?!

Fui informado de que só de estagiários a administração petista municipal já estaria com mais de 350 pessoas. A mesma fonte (que tem os dados e não fazia parte da administração passada) diz que no governo Gabrielli a média era de 50. Que o inchaço do Executivo galopa a passos largos não há dúvida, ao contrário do prometido na campanha, mas será tanto assim a diferença só neste tipo de mão de obra? Se a administração quiser provar que não é isso é só me mandar os documentos que publico aqui com muito prazer. Até lá fico com a informação que é mais do que fidedigna e até porque vem de quem conhece e é de dentro.

MAIS DOCUMENTOS SECRETOS

Cada dia mais a atual administração se revela nada interessada em dar transparência a seus atos. No dia 2/8 protocolei mais um pedido de documentos (e paguei R$ 12,29), desta vez sobre o novo contrato EMERGENCIAL com as empresas CCS e ARKI, que fornecem mão de obra para a Prefeitura, SEM LICITAÇÃO, desde janeiro deste ano. O prazo de 10 dias para entrega venceu e, é claro, nada dos documentos. E para os que depois vêm dizer que não foi pedido, abaixo vai o pedido devidamente protocolado. Uma pena que tenha que ser assim, tudo a ferro e a fogo para conseguir algo que qualquer cidadão tem direito. Quem sabe depois de eu entregar na Delegacia e/ou no MP um pedido de cumprimento das penalidades da Lei da Ação Popular (crime de responsabilidade) pelo não fornecimento dos documentos as coisas mudem. Até lá, bem, até lá vão continuar conseguindo esconder algumas práticas. Por que será que agem assim?


CHEQUE EM BRANCO: e com urgência!

No dia de ontem, 17/8, o Prefeito mandou para a Câmara de Vereadores o projeto de lei pedindo de autorização para contrair o famoso EMPRÉSTIMO de R$ 113 milhões. Com o pedido nada é mostrado de concreto, nenhuma informação do que será feito. E, para dar mais ares de desconfiança ao pedido, ele é feito com o requerimento de URGÊNCIA, o que significaria que a Câmara teria que votar na próxima segunda-feira, ou seja, 96hs (4 dias) depois de receber o pedido. Sua Excelência, o Prefeito, que não sabe objetivamente o que vai fazer com o dinheiro (tanto que anunciou que vem fazendo reuniões com a comunidade para decidir isso), como se vê, quer uma coisa só: UM CHEQUE EM BRANCO, e já! A única coisa que se sabe sobre o assunto, de concreto, é isso: que foi anunciado como dinheiro vindo do governo federal mas na realidade virá de um EMPRÉSTIMO BANCÁRIO, com taxas, juros, etc a serem saldados no prazo mais elástico possível, o que só aumento juros, taxas, etc: 8 anos de carência para o início do pagamento do principal e 20 anos para o pagamento total. Espero, sinceramente, como cidadão, que os nossos Vereadores sejam responsáveis e: primeiro, derrubem o pedido de "urgência" e assim possam discutir OS EFEITOS FINANCEIROS das taxas e dos juros para a capacidade financeira futura do município (explico: e se por anos e anos, em função deste empréstimo, o Municipio perder a capacidade de desembolso para outros e futuros investimentos, sejam por 5, 10, 15 ou 20 anos, o que faremos neste período em relação a obras e necessidades para as quais não tivermos dinheiro?); segundo, que não seja aprovado com o simples e lógico argumento de que: se é necessário aprovar empréstimo (e olha que não será o primeiro nesta atual administração, o último foi de R$ 4,5 milhões!), que se aprove a tomada de dinheiro CASO A CASO, ou seja, para cada obra que se pretenda realizar, e isso depois de explicada e justificada sua necessidade e efeito pelo Executivo. Caso não seja assim, sinceramente, os motivos deste cheque em branco que o Prefeito quer em suas mãos (e imaginem, em ano pré-eleitoral) podem ser quaisquer outro, menos o interesse público.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

OBRA, QUE OBRA?

A charge do Iotti estampada hoje na Zero Hora cabe como uma luva na Bento de hoje. Não cabe?


domingo, 14 de agosto de 2011

TUDO DE NOVO?

A história da COMTAAU já é bem conhecida. Fornecia mão de obra para a Prefeitura, colocou o dinheiro público em maus lençóis ao não cumprir os direitos trabalhistas. Dizem que abandonou o barco em dezembro/2010, ficando o ônus trabalhista por aí, a cargo do município na falta de liquidação por aquela Cooperativa. Por causa disso, centenas e centenas de ações em tramitação. No lugar dela, antes disto, já tinham contratado a Fundação Araucária, trazida para cá não se sabe por quem, para contratar mão de obra para a Prefeitura em troca de 20% de comissão sobre o total da verba, SEM LICITAÇÃO, o que por si só já era e é um escândalo. Mas não é que agora o Município começa a ser acionado, de novo, em causas trabalhistas, graças a reclamações contra a Araucária? Se não fosse pelo fornecimento de mão de obra pelo município nenhum de nós teria nada a ver. Mas como é dele decorrente, temos sim, já que se a Fundação não cumprir os direito trabalhistas, como dantes a COMTAAU, lá vai sendo chamado de novo todos nós (afinal, o Município somos nós) para pagarmos a conta. Só este ano já são 7(sete) ação judiciais. E o pessoal da Prefeitura está fazendo o quê? Nada, de novo? Estão pedindo explicações, acompanhando, fiscalizando, etc, para que não aconteça tudo de novo? Vão repetir a desídia com ocorreu na fiscalização da COMTAAU? Vão fazer de conta que nada está acontecendo? Esta história vai dar, e deve dar, muito o que falar, e, espera-se, o que fiscalizar.

INEXIBILIDADE DE LICITAÇÃO

Entre tantas dispensas e inexibilidade de licitações que se tem visto como regra de contratação de serviços pela atual administração, mais uma chama atenção: serviços de consultas de hematologista. O que tem de tão especial e extraordinário essa função para ser inexigível licitação quando, só em Bento, por exemplo, tem mais de um profissional nesta área. Sinceramente: as coisas estão ficando cada vez pior explicadas por aqui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO ÚLTIMO DIA 3

Como é bonito saber que a alta cúpula do Executivo municipal se reúne com seus CCs para confraternizar e trocar mimos e elogios entre si. O verdadeiro país das maravilhas instalado intracopores. Obviamente não poderia ser diferente. Certamente por tão certos que estão alguns de que tudo termina em pizza que o prato foi pizza, material e metaforicamente. Viva o prato-símbolo. Mas não se deve esquecer: tudo está bem, disse o poeta-filósofo-tramaturgo Shakespeare, [apenas] quando termina bem. Mas será que o encontro do alto escalão executivo público do último dia 3/8 terminará bem? Para alguns certamente sim, para todos, acredito que nem tanto. E isso porque, ao contrário do que acontece com toda e qualquer turma corporativa que se reúne para confraternizar no que diz respeito à repartição da conta, isso não aconteceu lá. E por que será que não aconteceu? De onde será que vieram os recursos financeiros para pagar a conta de mais de 50 pessoas entre CCs e Secretários Municipais? A resposta a esta pergunta o leitor deste blog pode enviar para nós que será publicada. Quem sabe teremos aqui, assim, nos próximos dias, a revelação deste grande mistério. Afinal, como diz o filme aquele, eu sei o que vocês (eles) fizeram no dia 3, e podem ter certeza, não é(foi) nada nada nada legal, a não ser na giria.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

COLOCA TEU NARIZ DE PALHAÇO

Você quer ver o que é a Felicidade Interna Bruta contratada pela Prefeitura de Bento por R$ 99.800,00? Aí está, assista o vídeo.

FIB e a CÂMARA DE VEREADORES

Recebi uma informação de que a Câmara de Vereadores (o que significa, obviamente, alguém lá com poderes para tanto) estaria pensando em convocar a representante do Instituto Visão para explicar a contratação daquele, pela Prefeitura, para a tal de medição da Felicidade Interna Bruta (FIB) de Bento Gonçalves, contrato que divulguei aqui ontem. Se algum edil está pensando nisso, acho que deveria mudar o alvo. Deve sim a Câmara se interessar pelo assunto (já que uma das funções do Vereador é fiscalizar o Executivo), mas antes de (ou ao invés de) chamar o contratado, deveriam é pedir cópia do processo administrativo que levou à contratação, identificando o Secretário (ou Prefeito) responsável pelo pedido, para ver o que e como será feito para medir nossa felicidade, etc. Afinal, o problema e absurdo disso está na origem, ou seja, no brincalhão que resolveu gastar dinheiro nisso, e não em quem é chamado para fazer tal coisa. Não é?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VERBAS E PRISÕES: SÓ NO NORDESTE?

Acompanhando as prisões e denúncias sobre as fraudes e superfaturamentos relacionados ao Ministério do Turismo no início desta semana, lembrei-me de aluns investimentos por aqui. E lembrei que muitos dos investimentos anunciados em convênios com aquele Ministério foram motivo de debate na cidade em relação ao valor de certas execuções ou mesmo da falta de visibilidade delas. Os mais recentes são o caso do CAT (aqui em Bento chamado NCAT - Novo Centro de Atendimento ao Turista) e do melhoramento que está acontecendo no entorno e na Pipa Pórtico. Em relação ao NCAT, inclusive, como eu já havia denunciado aqui, além do considerado astronômico valor da obra, ainda houve um aditamento contratual na ordem de 43% (em números redondos R$ 90 mil), em relação ao que, inclusive, já fiz uma Ação Popular para os responsáveis devolverem o valor ao município. E o que passa pela nossa cabeça é inevitável. Será que não seria bom a Polícia Federal dar uma olhadinha também nos convênios feitos por aqui no Sul. Afinal, já teve gente político de Bento envolvido no passado com os Anões do Orçamento e deu no que deu então a verba para aquele que seria na época o hospital municipal. Para quem quiser refrescar a memória sobre as verbas-convênios da nossa cidade com aquele Ministério sob suspeita e acusações, transcrevo notícias trazidas a nós pela imprensa:

"Nesta terça-feira, o ministro do Turismo, Luiz Barretto, estará em Bento Gonçalves para visita a obras que contam com recursos do Ministério e assinatura de novos convênios entre a Prefeitura e o MTur. Na programação, prevista com início às 16h30, Barretto visita o andamento das obras de construção do CAT (Centro de Atendimento ao Turista) Pipa Pórtico; a construção do anfiteatro da Fundação Casa das Artes; as melhorias na infraestrutura do Fundaparque (Parque de Eventos), como a aquisição de equipamentos e implantação de isolamento térmico. No final da tarde, ocorre o evento de assinatura de contratos de repasse para novos investimentos em infraestrutura turística no município.
A cerimônia acontece na Vinícola Lovara (Rua José Benedetti, 222, Salgado). No trajeto, a comitiva visualiza a primeira fase da implantação de sinalização turística na área urbana.
Durante sua permanência no Estado, nesta terça e quarta-feira, o ministro assinará convênios na ordem de R$ 3,79 milhões em infraestrutura turística para Bento Gonçalves, Gramado e Porto Alegre, os três destinos indutores do turismo brasileiro localizados no Rio Grande do Sul. Também visitará o andamento de obras e projetos com apoio do Ministério do Turismo.

Obras concluídas ou em andamento:

Construção do Anfiteatro da Fundação Casa das Artes. Valor investido: R$ 1.246.000,00, sendo R$ 271.000,00 de contrapartida da Prefeitura. A obra foi iniciada em maio de 2009 e tem término previsto para setembro de 2010.

Construção do CAT Pipa-pórtico, contendo ambiente de acolhida e acessibilidade para os visitantes. Investimento: R$ 211.155,87 (R$ 113.655,87 contrapartida). A obra iniciou em dezembro de 2009, com término previsto para setembro de 2010.

Implantação de Sinalização Turística - 1ª Etapa, com 43 placas de sinalização nas principais ruas da cidade e acessos. Investimento: R$ 190 mil, sendo R$ 23.350,00 de contrapartida. A instalação iniciou em fevereiro deste ano e já foi concluída.

Isolamento térmico da cobertura e aquisição de equipamentos da Fundaparque, para melhoria da manutenção e infraestrutura para eventos. Investimento: R$ 1.239.000,00, sendo R$ 122 mil de contrapartida. A obra iniciou em dezembro de 2009 e está em andamento, com previsão de término em dezembro de 2010.
Novos convênios
O Ministério do Turismo firmará novos contratos com a Prefeitura de Bento Gonçalves nesta terça-feira, referente à segunda etapa da implantação de sinalização turística, construção de novo pórtico para o parque de Eventos e a pavimentação da rua José Benedetti, no bairro Salgado:

Implantação de Sinalização Turística - 2ª Etapa incluindo área urbana e distritos. Serão mais de 50 placas só no perímetro urbano. Valor do investimento: R$ 636 mil (R$ 585 mil de repasse do MTur e R$ 51 mil de contrapartida da Prefeitura)"
Construção de Novo Pórtico para o Parque de Eventos, para oferecer melhor infraestrutura para eventos e dinamizar o acesso em dias de grande fluxo no Parque. Investimento: R$ 120 mil (R$ 97.500,00 de repasse do MTur / R$20 mil contrapartida)

FELICIDADE INTERNA BRUTA: só faltava essa!

Essa é "hors concours", não há palavras para definir, simplesmente demonstra o deboche e desfaçatez com que o dinheiro público está sendo tratado pela administração petista de Bento Gonçalves e, por isso mesmo, pelo ponto que acaba de chegar, talvez você não seria capaz de acreditar no que vou revelar aqui, agora. Pois acredite. A Prefeitura acaba de contratar o INSTITUTO VISÃO FUTURO (peço a gentileza de que você veja de quem se trata na internet), por nada mais nada menos do que R$ 99.800,00 (NOVENTA E NOVE MIL E OITOCENTOS REAIS), para, pasmem, pasmem, pasmem: "IMPLANTAÇÃO DO FIB (FELICIDADE INTERNA BRUTA), com o OBJETIVO de articular ações de diversas secretarias para revitalização de bairros, VISANDO A MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS MORADORES". E, é claro, a contratação é SEM LICITAÇÃO, de novo, mais uma vez. Parabéns bentogonçalvenses, nos próximos meses vamos ter a medição de nossa felicidade e, a partir daí, a Prefeitura vai implantar um programa para sermos todos mais felizes. Agora acho que estou entendendo o que o slogan da publicidade oficial massacrante e politicamente enganosa divulgada na mídia local nos últimos dois meses que dizer com "Bento mais feliz". Meus Deus, anjos e santos, em nome de tudo que é mais sagrado, Todo Poderoso, tenha piedade de nós. (OBS.: e tem gente considerando a hipótese de autorizar essas mesmas pessoas pegarem um empréstimo de R$ 113 milhões).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

MAIS PRAÇAS FELIZES

Mais duas praças para o rol das revitalizadas: agora é a vez da "Praça de São Valentim" (o distrito), pela "bagatela" de R$ 111.643,78; e, da Praça Darcy Guimarães Ramos, pela "bagatela" de R$ 99.167,74. O contrato para a primeira será assinado nos próximos dias, o da segunda já foi assinado. Logo logo só vai falta o jardim da casa da dinda.

QUEM FOI O INTELIGENTE?

Estão instalando nas praças uma caixinha quadrada de concreto, de uma cor ridiculamente amarela (para combinar com o ridiculamente verde dos bancos), a qual é pregada no chão. A finalidade seria colocar os tocos de cigarro e quiçá pequeninos pedaços de papel. No centro já estão instaladas. Mas o inteligente que inventou e mandou fazer não viu que era necessário um escape para a água. Então a coisa está assim, desde já: todas elas estão com água transbordando, e, junto com ela, os resíduos que dentro delas foram colocados. E, se não transbordando, lá estão boiando. No verão, com suas enxurradas, cada caixinha será uma festa para os mosquitos. Que beleza. É isso que da estar mais concentrado em gastar dinheiro do que em como bem e adequadamente gastar o dinheiro. Agora vão ter que gastar para resolver o problema. Certemante quem está gastando por gastar vai gosta de gastar mais um pouco.

domingo, 7 de agosto de 2011

EM DEFESA DE BENTO

Segundo a reportagem de página 7 do Jornal Serra Nossa desta sexta-feira (5/8/11), a Câmara de Vereadores se movimenta para ingressar na justiça contra a emancipação de Pinto Bandeira. Sete vereadores já teriam assinado requerimento para que o plenário daquela casa autorize o Presidente Rubbo ingressar, em nome da Câmara de Vereadores, com a Ação Direta de Inconstitucionalidade da lei da emancipação. Estão de parabéns os Vereadores Adelino Cainelli,Ivar Castagnetti, José Élvio de Lima, Marcos Barvosa, Marlen Peliciolli, Neri Mazzochin e Vanderlei Santos por terem firmado o documento. Esperemos agora que em votação seja aprovado o ingresso da ação e isso seja feito de uma vez. Enquanto isso, não é preciso dizer, provocado pela Associação de Defesa do Território de Bento a se manifestar sobre a participação do Executivo na medida judicial já proposta e/ou na próxima, ou mesmo em caráter autônomo, ou seja, que o Executivo fizesse a ação, não é preciso dizer, o Sr. Prefeito silenciou. Aliás, a única coisa que fez em relação a esse assunto até agora foi parabenizar a comissão de emancipação de Pinto Bandeira por levar aquele distrito a se tornar município. Para Lunelli, portanto, Bento Gonçalves perder 1/3 de seu território e mais de um filho seu, no caso, Pinto Bandeira, parece não significar nada. Uma pena, uma irresponsabilidade, um descaso com seu dever que jurou cumprir, qual seja, defender os interesses da cidade!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PROMOÇÃO COMPROMETIDA

Escrevi aqui nesta semana sobre o apontamento do TCU e das sentença judiciais que envolvem a irregularidade das promoções, como professora municipal, da hoje Secretária Municial Eliana Passarin, e da falta da efetiva cobrança, pelo Município, dos hoje quase R$ 20 mil que devem ser devolvidos por ela aos cofres públicos. Em função do que escrevi recebi algumas ligações e até mensagem com certas "desculpas" ou desconfianças. Pois bem, então agora transcrevo o alerta que foi feito pela Desembargadora Agathe E.S. da Silva no julgamento do recurso, o que da a dimensão da gravidade do que o Judiciário viu e deveria levar o assunto, na visão daquela Desembargadora, para além da esfera financeira-ressarcitória e da reversão da promoção, como já determinado pelo TCE. Escreveu aquela julgadora como relatora do recurso: "Cumpre salientar, ainda, que, em verdade, a ora apelante [Eliana Passarin] desempenhou atividades em período integral no Sindicato sem a concessão formal de licença para exercício de mandato classista, o que se afigura um ilícito administrativo que sem dúvida deve desencadear um procedimento administrativo para apurar a responsabilidade dos gestores encarregados." Esperemos, pelo menos, o início do procedimento de cobrança para evitar a prescrição.

9 VEREADORES!

Recebi informação de que tem Vereador agora pensando em apresentar projeto para que não seja nem os atuais 11 e nem os debatidos futuros 17 o número de edis em nossa Câmara Municipal. A nova ideia de um deles agora é de que seja reduzido para 9 o número de cadeiras. Acho que melhor seria, se é para fazer demagogia, que fosse apresentado projeto para ser apenas um. Garanto que se a preocupação é com a "economia", com um se gasta bem menos do que com 9. Ou quem sabe, para não gastar nada, se faça um projeto para ser zero o número de cadeiras. Aí o Prefeito vai reinar (como já quase é assim) e não governar. Aliás, talvez seja melhor não ter Vereador nenhum mesmo, porque enquanto o Executivo faz o que está fazendo para enganar a população, nossos edis se resumem a isso.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

VOZ DE ONTEM, ROUQUIDÃO DE HOJE

O argumento de que a devolução aos cofres do Executivo do valor não gasto pela Câmara de Vereadores seria menor com 17 do que com os atuais 11 Vereadores tem sido a grande bandeira dos que não contra o agora discutido aumento das cadeiras. Falam agora que a devoluções de "milhões" não aconteceria mais. Então, vou ao meu arquivo e leio de um dos articuladores deste pensamento, dono e editor de um jornal local, o que ele escreveu no final de 2009 sobre a possível devolução do Legislativo. Disse então o nobre jornalista sob o título "A Câmara devolve menos...": Termina o ano e a gente se acostumou a observar quanto do seu orçamento a Câmara Municipal consegue "economizar" e devolver ao Executivo; o economizar foi entre aspas, porque na realidade uma coisa é o montante que por Lei a Casa pode gastar e assim estes recursos ficam à disposição do Legislativo, que de forma alguma precisa gastar toda a quantia. Pois bem, em 2008 a devolução foi de R$ 460 mil, em 2007 havia sido de R$ 470 mil. Este ano, segundo me antecipa o tesoureiro da Casa, Juliano Cônsoli, o numerário deverá ficar em torno de R$ 290 mil."
Pois é: em análise de dez/2009 a economia registrada era escrita entre aspas porque não representava quase nada, hoje, a questão da "economia" da Câmara se transformou em argumento imprescindível para a salvação da lavoura do Executivo e sem a qual estar-se-ia prejudicando a possibilidade de investimentos na saúde, educação, etc. É a voz rouca que canta desafinado. Mas quantos conseguem perceber os motivos disso?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

AÇÃO POPULAR CENTRO DE INF. TURÍSTICAS

Estou disponibilizando aqui, no espaço reservado para postagens como "páginas", o texto integral da Ação Popular que ajuizei, em março/11, contra os responsáveis pelo aditivo contratual que levou ao pagamento do equivalente a 43,35 % (R$ 91.537,27) sobre o valor inicial da obra do Novo Centro de Informações Turísticas, que era de R$ 211.155,28, a fim de que o valor seja devolvido aos cofres públicos. Para a leitura do texto integral basta clicar na página sob este título para ver os argumentos. Para quem quiser acompanhar o andamento da ação basta acessar ao site do TJRS e no espaço "acompanhamento processual" colocar o nº do processo: 005/1.11.0001700-0.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

COMO ANTECIPEI AQUI...

Antecipei aqui que as empresas ARKI Asses. e Serc. Ltda e CCS Serv. Trec. Ltda, CONTRATADAS SEM LICITAÇÃO em janeiro/11 para fornecer mão de obra até 30/7 em caráter emergencial, teriam seus contratos "prorrogados", já que não havia qualquer movimento no sentido de preparar alguma licitação. E antecipei aqui, também, que como a lei proibe prorrogação de contrato emergencial, o drible seria dado fazendo novos contratos. Não deu outra. Aquelas empresas que já vinham inclusive recebendo ADITIVOS NO VALOR sobre o valor original dos contratos, acabam de fechar o novo contrato, DE NOVO SEM LICITAÇÃO, publicados hoje, 1/8/11. Para a Arki R$ 364.268,14 mensais e para a CCS R$ 102.467,14. Não há informação sobre prazo mas não duvido que seja por mais 6 meses. Agora vamos aguardas pelos novos aditivos sobre os dois novos contratos. Definitivamente tem gente brincando com coisa séria.

A CULPA É DE QUEM?

Com o debate sobre o aumento do número de Vereadores na nossa Câmara Legislativa se observa que muitas ponderações acabam se tornando acusações de que nossos Vereadores seriam isso ou aquilo, que não fariam isso ou aquilo, que não sabem isso ou aquilo, etc, enfim, em resumo, que seriam uns desqualificados que nada sabem e/ou que nada sabem fazer. Justas ou não as acusações, acho que deveriamos então aproveitar a oportunidade para pensar como eleitores e não como meramente críticos oportunistas. Ora, por que são aqueles 11 Vereadores, e não outros, que estão lá? Quais dentre eles preencheriam os requisitos de tais acusações não teria chegado lá pelo voto? Voto de quem? Se as acusações fossem verdadeiras em relação a uns e outros, seria hora deste tipo de crítico se olhar no espelho e fazer o seguinte juramento: "juro, na próxima eleição, votar em alguém cujo curriculum represente conhecimento e postura ética, ajudando a divulgar o nome daqueles que preencham este requisito em nome do dever cívico; juro não fazer qualquer pedido de benefício pessoal em troca do voto; juro denunciar todo e qualquer candidato que prometa a mim ou qualquer pessoa qualquer tipo de vantagem material-financeira em troca do voto; e, sobretudo, juro acompanhar o trabalho do futuro eleito, denunciando a venda da sua consciência moral-ética-política e do seu voto em qualquer projeto de lei por qualquer tipo de benefício oferedido-dado pela iniciativa privado ou pelo poder público." Se os eleitores fizerem isso a probabilidade de terem que fazer as queixas que fazem contra a postura "dos Vereadores" (e o melhor seria dizer, alguns deles) seria quase zero. Mas, é claro, a maioria deles, críticos do momento ou não, na verdade, na época da eleição, preferem a barganha do voto por alguma vantagem imediata e material, de caráter extritamente pessoal, donde vale tudo, desde ganhar meia dúzia de telhas até promessa de cargos com 4 dígitos. Pense nisso.