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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PREÇO DO LIXO : MUITO A EXPLICAR

Estou com os contratos de recolhimento, transporte e depósito do lixo de Bento Gonçalves desde o ano de 2005. Como se sabe, um dos primeiros atos da administração Lunelli, já no primeiro mês, foi a rescisão do contrato que envolvia tal atividade, sob o argumento de que seriam economizados 30% do valor que era desembolsado. Daquele janeiro/2009 até maio desde ano de 2010, ou seja, em 17 meses, foram muitos os contratos assinados, a maioria sem licitação diante do caráter emergencial autocriado. Pois o que se vê agora, comparando os valores gastos, é algo que pelo menos a mim não há explicação fácil e nem justificação facilmente digerível. Mas se houver, estarei disposto a ouvir e digerir. E como a evolução dos gastos são tão estarrecedores, vou me ater aqui apenas a registrar e comentar a evolução dos gastos relativamente ao recolhimento (transpote e depósito fica para outro dia). Pois bem, no último mês do governo Gabrielli (dez/2008), o Município pagava pelo recolhimento da faixa entre 1.500 a 2.100 toneladas/mês o valor fixo mensal de R$ 123.460,52 para a empresa RN Freitas. Um ano depois, em dezembro/2009, quando esta empresa retoma a atividade da qual havia sido afastada por Lunelli, ela volta com um contrato emergencial para o recolhimento da faixa entre 2.100 a 3.000 toneladas/mês pelo valor de R$ 189.360,00, ou seja, com 53,377% de acréscimo. Mas o mais espantoso estaria por vir. Agora, em maio/2010, vencendo licitação, tal empresa ganha o contrato para recolher entre 1.800 a 3.000 toneladas/mês pelo valor de nada mais nada menos do que R$ 302.750,00, ou seja, com 59,88% a mais do que o valor de apenas 5 meses antes. Então, o resumo da ópera é que em apenas 17 meses o governo Lunelli conseguiu aumentar o gasto só com o recolhimento do lixo em 145,22% (cento e quarenta e cinco virgula vinte e dois por cento) em relação ao último mês do seu antecessor. E para os que poderiam tentar encontrar uma explicação para tamanho aumento no gasto na eventual quantidade de lixo recolhido a mais, o que por si só já seria difícil porque não há de se acreditar que aumentou 145,22% o volume de lixo recolhido em relação ao último mês da administração anterior (apenas 17 meses antes), e até porque os próprios contratos não tem tal aumento no volume previsto, parece podermos desde já afastar a hipótese. E isso é muito simples de se fazer ao ler as informações trazidas pela própria empresa RN Freitas em uma matéria que saiu em um jornal local no último dia 15/10, na qual informa à comunidade o quanto está recolhendo de lixo: "cerca de 100 toneladas/mês de lixo reciclável e duas mil toneladas/mês de lixo orgânico". Ou seja, é a própria empresa que nos fornece o dado de que recolhe atualmente "cerca de" 2.100 toneladas/mês, com o que se vê que o volume efetivamente recolhido está na média prevista de todos os outros contratos. Agora, caro munícipe, veja como é simples se chegar ao referencial do absurdo do aumento do gasto levando em consideração essa tonelagem confessadamente recolhida. Para obtermos a média do preço por tonelada, peguemos essa mesma quantidade como tendo sido recolhida no último mês do governo Gabrieli (dez/2008), no mês de dezembro/2009 e no mês de maio/2010 e teremos os seguintes valores:

dezembro/2008: R$ 123.460,52 : 2.100 toneladas = R$ 58,79 p/ton.
dezembro/2009: R$ 189.360,00 : 2.100 toneladas = R$ 90,17 p/ton.
maio/2010: R$ 302.750,00 : 2.100 toneladas = R$ 144,16 p/ton.

Ou seja, para quem iria mexer com as empresas de lixo para economizar 30% parece que o objetivo está bem longe disso, já que se operou um aumento de 145,22% no valor por tonelada em 17 meses de governo. Qual seria a explicação para isso? Outras coisas poderiam ser acrescentadas e questionadas, até porque a empresa que agora recolhe o lixo também detém o contrato de transporte e depósito, diga-se, sem ter caminhões para o transporte e sem ter depósito, serviços esses que antigamente eram contratados diretamente pelo município e agora, não se sabe a razão, estão a cargo da RN Freitas, cujo custo obviamente não está incluído nos valores traduzidos acima, pois ela recebe outras somas para "administrar" tal situação. Mas essas outras coisas em relação a como está sendo tratada a questão do lixo em Bento serão objeto de outros momentos aqui, senão o leitor leva uma overdose inadequada para a saúde. E, como se sabe, o Posto 28hs não anda funcionando nada bem, então, é bom não arriscar.
Se um dia alguém da administração pública quiser e/ou conseguir dar as devidas explicações para isso eu gostaria de ouvir e ser o porta voz de uma justificação plausível para nossa comunidade. Até lá, bem!, até lá vamos ter que ficar com a certeza do que os números claramente demonstram, assim como em outras situações, que com ou sem números, sabemos o que demonstram.

PLANTÃO 28HS

Diz o ditado que a voz do povo é a voz de Deus. Pois se assim é, temos que acreditar no que temos ouvido pelas ruas a respeito do Pronto Atendimento municipal. A esculhambação é tanta, com ou sem Fundação Araucária, que os usuários já apelidaram o Pronto Atendimento de "Plantão 28hs: 24hs aberto, 4 hs na fila". E não adianta reclamar porque tudo demonstra que a administração está pouco se importando com isso. São meses e meses de mau atendimento em um serviço que até que funcionava razoavelmente bem na outra administração. A voz do povo é a voz de Deus!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

INFELIZ DESTRUIÇÃO

A praça Walter Galassi, junto a Av. Mal.Floriano, foi contemplada na segunda administração de Darcy Pozza com uma completa remodelagem, cuja principal comemoração foi a instalação de 23 obras de artitas plásticos locais no seu solo, protegidas individualmente por vidros transparentes que permitiam, para quem por ali caminhasse, contemplá-las no solo, junto aos pés. Festejadas como um ponto cultural e turísticos, como outras tantas coisas, as obras simplesmente foram esquecidas e agora, incrivelmente, no múltimo mês, definitivamente removidas para serem substituídas por tristes e melancólicos pedaços de concreto que, quadriculados e com marcas novas no chão, dão o testemunha do quanto o que um faz o outro desfaz no setor público. Já durante a feira do livro deste ano, no Programa Sem Nome da Rádio Viva, transmitido diretamente daquele local, foi feita a denúncia do desleixo com ditas obras, seja porque três delas estavam com os vidros protetores avariados permitindo infliltrações, seja porque os realizadores da feira simplesmente tinham permitido que rampas de madeira fossem postadas sobre algumas das obras, escondendo-as e colocando peso suficiente para ajudar a destruí-las. Pois bem, ao invés de substituir os vidros quebrados e aumentar a proteção das obras, a atual administração preferiu a remoção de todas elas. Uma pena, já que para uma administração que até estava indo bem em termos culturais em alguns pontos, dá essa pisada de bola. Resta saber, agora, em que canto escuro ou em que outro local serão colocadas, se é que o serão. Mas mesmo que venham a ser instaladas em algum outro lugar, isso não importa, já que não há motivo plausível para o que foi feito. E um em tempo: quando será que dos cofres públicos foi investido para a colocação daquelas obras aonde estavam para, agora, se ver o investimento jogado no lixo? E um outro em tempo: enquanto a cidade fala em criar e eleger pontos turísticos no centro da cidade, se vai removendo-destruindo as coisas bonitas e atrativas que nele se encontram (encontravam!). Mais uma para a contabilidade da marcha ré.

sábado, 23 de outubro de 2010

LIÇÕES ELEITORAIS: para além da teoria

Entrei num bairro para procurar um contato. Perdido, parei para pedir informação para três senhoras sentadas em frente a uma casa. "Por favor, senhoras, poderiam dar uma informação", disse eu. As três prontamente vieram até a janela do meu carro. Uma delas me deu a informação. Antes de sair eu disse a elas: "aproveitando, deixa eu me apresentar, sou o candidato a deputado estadual fulano de tal", e ato contínuo estendi a mão com um santinho para cada uma delas. Uma, ao ver minha mão estendida, disse: "eu só vou pegar o santinho se tu me deres R$ 100,00", ao que eu imediatamente respondi, puxando a mão de volta: "então não vou lhe entregar". Insatisfeita com a resposta, ela emendou: "pode me dar". Mas, ao ter o santinho em sua mão disse: "mas para ficar com ele eu quero uma pomada que estou precisando, mas ela custa R$ 100,00. Então pedi-lhe o santinho de volta, ao que ela atendeu e me devolveu. Ao pegá-lo de volta em minha mão, ela, com cara de poucos amigos e um tanto contrariada, fulminou: "vocês são todos iguais, uns ladrões e sem vergonha". Perguntei-lhe se ela me conhecida, ao que ela respondeu que não. Então eu lhe disse: "deixa ver se eu estou entendendo, a senhora tenta de todo jeito vender seu voto para mim e eu é que sou o ladrão e sem vergonha?". Possivelmente sem saber o que responder ela ainda tendou achar um argumento, dizendo: "na última eleição eu fiz esse mesmo negócio com um candidato a vereador lá do bairro tal (ela fez o nome mas tenho a delicadeza de omiti-lo para não criar constrangimentos) e ele se elegeu com o meu voto, o da minha filha e do meu genro". Então, num último suspiro na tentativa de argumentar o que parecia ser o mesmo que semear no deserto, perguntei-lhe: "e esse vereador que a senhora diz que ajudou a se eleger se elegeu mesmo, me diga, ele voltou por aqui, a senhora tem notícias dele sobre o que está fazendo para ver problemas de saúde como o seu resolvidos, se ele cobra do Prefeito melhorias, etc?". Desta vez não houve respota e o silêncio e a virada de costas que ela me deu pareceu ter sido a melhor respota.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O BOBO É AMIGO

Como eu disse o Bobo ia me procurar para contar as novidades na minha volta. Mas preferiu me mandar outra carta. Acho que ele está ficando cada vez mais com medo de ser visto conversando comigo. Talvez pelo mesmo motivo que muitos têm tido, como revela sua missiva que reproduzo abaixo e se explica, obviamente, também neste sentido, por si:

"Amigo Dal Mass!
Tu nem podes imaginar o que vi e ouvi durante o período eleitoral. Eu é que sou o bobo e os que não são é que fazem o que fazem. Bem, como disse numa carta anterior, eles não são mesmo eu, então, só podem ser muito espertos. Talvez, apesar da tua correria na campanha, tenhas visto e ouvido falar as mesmas coisas que eu, mas talvez algumas só eu tenha visto e ouvido. Afinal, como o bobo da corte, circulo livremente pelo palácio. E entre tantas coisas pude ver o quanto alguns tiveram medo das candidaturas locais. A possibilidade de alguém de nossa cidade fazer muitos votos e quanto mais, imagine, se eleger, causou verdeiro tumulto e temor nos bastidores da política local. Como se ouvia nos bastidores, se tu ou algum outro estivesse naquela favorável e promissora situação, o que seria dos que estão hoje comandando o município e de alguns que deixaram de estar há pouco. O temor foi tanto que tinha gente se agarrando em tudo que era candidato de fora nos últimos 15 dias da campanha para ver se tirava um voto aqui outro ali dos candidatos de Bento. Teve até ex-prefeito e ex-muitas-coisas discursando em jantares, muitos com até 200 pessoas em favor de um rapaz que dizia que iria colocar internet grátis em todas as residências. E eu é que sou o bobo! E aquela do Prefeito Lunelli ter tirado seu secretário do meio ambiente da secretaria para ser o candidato oficial do partido dele na cidade e depois sair por aí fazendo campanha, inclusive com sua foto e tudo em santinho de um candidato de Porto Alegre? Meu Deus, fico imaginando a cara do ex-secretário-candidato. Aliás, nem precisei imaginar, eu vi. Depois desta trairagem, já estou acreditando no que eu tinha ouvido por aí, que motivaram ele para ser candidato só porque estavam era mesmo querendo se livrar dele como secretário. E o vice-prefeito? Tive pena dele quando fiquei sabendo do episódio de que o Secretário Municipal dos Esportes, companheiro de partido dele, estava fazendo campanha para o pessoal do PT. E depois teve gente que quando o vice-prefeito-candidato desabafou depois da eleição achou que ele exagerou. Exagerou? Queriam o que dele? Sangue de barata? Ah!, e tu nem sabe o que vai vir por aí em função disso. Aguardes e verás. Mas vá lá, deixe estar, dias melhores virão. Quando eu não sei, mas o ditado diz assim, então, já que eu sou o bobo, vamos acreditar. E tu Dal Mass, vê se não tiras mais férias, e se tirares, vê se leva um notebook junto para continuar escrevendo. Fica muito sem graça e o pessoal muito tranquilo se tu para de revelar os bastidores. E vou te dar uma dica: sabe aquele assunto que escreveste no blog alguns dias atrás sobre o criatório de marajas, dando tempo para o Prefeito fazer um projeto para revogar a lei que beneficia ele e a atual Secretária de Administração, dando direito a incorporar valores ao salário deles para o resto da vida? Pois é, o ti-ti-ti é grande por aí sobre isso. Tem gente dizendo que tu deste muito tempo para eles desfazerem isso para depois agires. Vê se revê o prazo que deste ao Prefeito no teu blog e já faz o que tens para fazer de uma vez para acabar com esse benefício. Ou achas sinceramente que os beneficiados vão tomar consciência, ter pena do dinheiro público e desfazer tanta vantagem? Desta vez, meu amigo, era isso. Em tempo: estou armazenando um materialzinho aqui para te entregar. Tu, e a cidade através de ti, vão ficar muito contentes e ao mesmo tempo muito tristes em saber do que se trata. Boa sorte,e que os deuses bobalões estejam contigo, já que, afinal, só com a companhia deles dá para aguentar tanta bobagem e outras coisas. Forte abraço do de sempre e até quando não se sabe bobo da corte.

AGRADECIMENTO PÚBLICO

Como viajei logo após as eleições, não tive a oportunidade de agradecer meus eleitores. Não foram o suficiente, mas foram milhares e, tenho certeza, qualificados. Muitos deles formados por gente que não tive a oportunidade de conhecer e muito menos de dar um simples mas sincero aperto de mão. Gente que acreditou em muitas coisas, entre elas e principalmente em mim. Por isso fico imensamente grato a todos aqueles que me ajudaram a contruir os 8.516 votos locais e os 1.152 de outras cidades, entre os quais, cujos nomes sei, deixo de mencionar para não cometer injustiças por alguma eventual e lastimável falta momentânea de memória. A todos o meu muitíssimo obrigado. Por outro lado, peço desculpas a esses 9.668 eleitores por não ter tido capacidade suficiente para obter o êxito desejado por eles e por mim. Em relação a nossa querida Bento Gonçalves, lastimo que mais uma vez, como acontece há 23 anos, a importância de elerger alguém entre os seus não tenha tido o apelo suficiente. E lastimo, ainda e mais profundamente, que alguns que se dizem ou pretendem ser reconhecidos como lideranças locais façam jogos que em nada serve a Bento Gonçalves. Quem sabe o futuro seja diferente, apesar de as posturas do passado e do presente denunciarem que talvez não venha a ser.

LEITORES QUALIFICADOS

Vendo a estatística deste blog, tive a grata satisfação de ver que além dos inúmeros acessos locais-nacionais, há acessos vindos de outros países. Por enquanto o registro dá conta de leitores nos EUA, Canadá, Portugal, México, Ucrânia, Espanha, Rússia, Colômbia e República Tcheca. Como se vê, o bobo está fazendo sucesso. Tomara que continue assim.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESTAMOS DE VOLTA

Para a felicidade de muitos e a tristeza de alguns estamos de volta. Depois de respirar os ares do primeiro mundo daremos continuidade a nossa rotina: trabalhar, denunciar, questionar e, sobretudo, tentar entender a nossa cidade, nosso Estado e o nosso País. Por sinal, já encontrei com o bobo por aí. E ele tinha muita novidade. Afinal, além de acompanhar os jornais locais, como se sabe, ele tem muita informação de bastidores. Então, a partir de amanhã, vocês continuarão sabendo, de novo, de tudo um pouco, cujo pouco, que é muito, como se sabe, só se sabe aqui.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DESCANSO NECESSÁRIO

Peço a compreensão dos amigos e dos não tão amigos que acompanham este blog para o fato que nos próximos 12 dias não haverá a postagem aqui de nenhum comentário. É que vou descansar desta maratona que foram as eleições, tirando alguns dias para reflexão e recarregamento das baterias. Até poderia continuar escrevendo de onde estarei, mas aí não seria um descanso pleno como o necessário. Mas em compensação prometo que a espera e compreensão vai valer a pena. Temos muita coisa para divulgar, questionar e refletir por aqui, entre elas muitas que não podiam ser postadas ao longo do período eleitoral. E um detalhe, na volta vou reabrir no blog a possibilidade de os leitores postarem seus comentário, como era antes do período eleitoral. Então, até a volta.

BODE NA SALA, CHEIRO NO AR

Li com atenção a informação dada pela Sra. Secretária Municipal de Administração (que detém também a pasta do Governo) e divulgada por um jornal local nesta terça-feira sobre a "licitação para gestão de estagiários", aonde ela comemora uma "economia" futura anual de R$ 29.904,00 graças a uma licitação agora feita e que reduz a comissão da empresa fornecedora de 6% para 0,85%. Este anúncio está parecendo reproduzir aquela máxima do bode, em que quem coloca ele dentro da sala comemora que depois de tirá-lo de lá só fica o cheiro. E faço esta associação simples porque: primeiro, se sabe que a contratação de estagiários está gigantesca nesta administração, o que por si só contrariou a promessa de campanha de redução de pessoal; segundo, pelo que se sabe existe mais de uma empresa fornecendo estagiários, enquanto que a matéria comemora o fato de que "em um contrato" que estabelecia lucro de 6% é que agora haverá a redução, cabendo a pergunta do que isso significa em relação aos "outros contrato" se eles forem mantidos; e, terceiro, fazendo uma simples conta com os dados informados pela Sra. Sescretária a respeito de quanto era a comissão de 6% (R$ 29.904,00), chega-se facilmente à conclusão de que a Prefeitura gastou em 2009 só com uma empresa fornecedora daquele tipo de mão de obra o valor de R$ 950.000,00. Esse anúncio do município para mim está parecendo igual aquela situação em que um comerciante aumenta o valor da cueca de R$ 10,00 para R$ 20,00 reais e depois faz uma promoção em que comprando duas você ganha um desconto de 30%. Acreditando nela e levando as duas, ao invés de você gastar R$ 20,00vai gastar já com o desconto R$ 28,00. Como já tive a oportunidade de pedir à atual administração que me fornecesse os comprovantes com quantidade de estagiários e valores gastos oficialmente até agora nesta gestão, sou obrigado pelas informações pela metade publicamente anunciadas ficar com estas conclusões. O dia que houver transparência e atenderem o pedido de fornecimento dos dados oficiais, o que é direito de qualquer cidadão, com certeza postarei aqui aquelas que serão as mesmas ou outras conclusões. Por enquanto acredito que se comemora a retirada do bode da sala por quem o colocu lá e o pior, sem tirar o cheiro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

FALSOS MOTIVOS, FALSAS CRÍTICAS

É incrível as análises políticas que se lê nos jornais e se ouve nas rádios locais a respeito do insucesso dos candidatos de Bento no pleito legislativo deste ano já nestas primeiras 48hs pós eleição. Afirmam o que não sabem, suscitam acontecimentos que não se sabe de onde tiram, fazem críticas político-partidárias sem conhecimento de causa e, o pior, continuam criticando os candidatos como se estes fossem os culpados de alguém não ter se elegido. Mais parece, pelo tom de seus comentários, que estão comemorando o que deveria entristecer. E, ao invés de irem atrás dos verdadeiros motivos do insucesso ou, pelo menos, especularem quais foram eles em termos mais amplos, pois, afinal, apenas se repetiu a história de 23 anos, continuam numa crítica sistemática, mais veladas por alguns, mais contundentes por outros, mas de todo vazia, eis que sem sentido, sempre contra os candidatos. Pois se quiserem encontrar os motivos de mais uma vez Bento não ter elegido um representante seu, sugiro encontrarem as respostas para os seguintes questionamentos, aos quais se poderiam somar muitos outros, mas por ora deixo por estes para que a pauta dos "comentaristas políticos" não fique congestionada:
1) Por que o CIC, durante 75 dias que teve para prestigiar os candidatos locais, promovento um colóquio com cada um deles e seus filiados, o que poderia ter sido transmitido inclusive pelas rádios, facilitando assim a busca do voto e a conscientização dos eleitores locais, não o fez?
2) Por que este mesmo CIC, apenas 72hs antes do pleito, resolveu promover um encontro faz-de-conta entre os candidatos e alguns diretores da entidade, às portas fechadas e alguns fotógrafos da imprensa local, às 17:30hs, o que impedia a transmissão pelas rádios devido ao programa da Hora do Brasil que inicia às 17hs?
3) Por que o Fórum das Entidades, que por um ano inteiro fez uma campanha publicitária pelo voto consciente, simplesmente não reuniu nenhum dos seus membros para ouvir os candidatos locais e a eles dar apoio?
4) Por que este mesmo Fórum das Entidades não promoveu junto as entidades que a elas estão afetas motivação para que recebessem os candidatos nas suas empresas (o que vale também para o CIC)?
5) Por que teve membro das duas entidades, o Fórum e o CIC, trazendo à tiracolo candidatos de fora, cujo tratamento não foi o mesmo, pelo menos em respeito ao elementar princípio da igualdade, com os candidatos locais?
6) Por que teve dirigente do Fórum das entidades, que vendeu à cidade durante um ano a idéia do voto consciente, aparecendo em folhetinho de candidato de fora para elogiar e consequentemente pedir apoio ao mesmo?
Enfim, meus amigos analistas políticos locais, o dia em que vocês forem à procura destas respostas e as encontrarem, e, então, puderem ter a coragem de fazer os devidos comentários a respeito, vocês terão realmente contribuído para encontrar os motivos que, mais uma vez, são os verdadeiros responsáveis pela frustração local. Enquanto vocês continuarem simplesmente culpando quem se dispõe a ser candidato, de duas uma: ou vocês estão fazendo o mesmo jogo que os verdadeiros culpados ou, então, de política e jogo de poder vocês não entendem nada. E, o pior, em qualquer das hipóteses, tornam-se ou tornar-se-ão marionetes de um jogo pernicioso, hipócrita e que não ajuda a resolver os grandes problemas da cidade, este sempre e mais uma vez colocados em baixo do tapete por aqueles que são donos do tapete.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

CONCENTRAÇÃO DE PODER

Enquanto a cidade se dedicava aos assuntos da campanha eleitoral a administração popular e democrática petista local não parava. Mas não parava de articular mudanças legislativas de difícil aceitação. Foi-me informado que durante a semana passada que a administração está encaminhando projetos de lei para a Câmara de Vereadores para retirar DE TODOS OS CONSELHOS envolvidos com as mudanças do plano diretor o poder deliberativo, passando os mesmos a terem apenas função consultiva. Não precisa dizer o que isso significa para uma pessoa minimamente inteligente. Ou seja, que o esforço é o de voltar atrás em termos de participação comunitária nas deliberações sobre o Plano Direitor, fazendo com que ela não exista, já que um conselho apenas para palpitar, sem poder de decidir, é o mesmo que não existir. Com isso o Prefeito e o Ipurb poderão deitar e rolar, fazendo as mudanças que bem entendem, na hora que entendem atendendo ou não aquilo que seria o interesse e deliberação coletiva a respeito de qualquer assunto na área de desenvolvimento urbano-construtivo. Isso é que é uma administração popular e democrática!

AGRADECIMENTO

Agradeço a todos que me receberam bem em seus lares e seus corações nesta campanha eleitoral, fazendo com que alcançassemos a maior votação a Deputado Estadual em nossa cidade nesta eleição. Agradeço o voto de confiança de mais de 10% dos eleitores que viram em nós a possibilidade de bem representar nossa cidade na assembléia legislativa. Infelizmente não foi possível por ter nossa cidade, em sua grande maioria, mais uma vez, ter optado em votar para gente que sequer sabe das nossas necessidades e aonde estamos localizados no mapa. Que assim seja pois esta foi a decisão soberana das urnas. Quem sabe um dia, num outro dia. O que espero agora, como bentogonçalvense, é que os que se elegeram com votos daqui, e em especial aquelas lideranças locais que os ajudaram, saibam valorizar o que obtiveram e não nos deixem, mais uma vez, abandonados por mais quatro anos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CAVALO DE TRÓIA

Como candidato a Deputado Estadual e um dos que declinou do convite do CIC-BG para participar de um "debate" na quinta-feira (30/9) nas dependências daquela entidade, em função do que distorcidamente noticiou e comentou um dos jornais locais com circulação nesta sexta-feira, sinto-me obrigado a publicar aqui, para fins de conhecimento público e registro histórico, a carta que mandei para o Presidente da entidade a fim de agradecer o convite. Ela foi assinada também pelo candidato a Deputado Federal Volnei Tesser que comungou da mesma percepção e decisão. Transcrevo, pois, abaixo, a íntegra da carta que acredito explicar-se por seus próprios termos e ser de fácil compreensão, a fim de que comentários paralelos e plantados por aí, seja na imprensa ou fora dela, não sejam confundidos com o que verdadeiramente foi o motivo do não comparecimento àquele encontro. Eis o texto:

"Bento Gonçalves, 30 de setembro de 2010.

Prezado Presidente do CIC-BG:

Recebemos, há três dias, convite de sua assessoria para participarmos de uma “mesa redonda” (debate) entre todos os candidatos locais a Deputado Federal e Estadual com a imprensa local e alguns diretores de sua entidade, a se realizar no dia de hoje, 30/9, às 17:30hs, junto à sede do CIC-BG.
Refletimos durantes estes três dias sobre as razões que teriam motivado sua entidade a marcar tal encontro em tal data (72hs antes das eleições) e em tal horário (no início da noite de uma quinta-feira, quando os jornais locais praticamente já encerraram a edição de seus tablóides), além, é claro, diante de tão reduzido público (o senhor presidente e alguns diretores que, segundo sua assessoria, em número de quatro confirmações até o dia de ontem).
E foram tantas as coisas que passaram por nossa cabeça que, confessamos, temos medo das conclusões, principalmente pelo fato de que, como V.Sa. sabe, estivemos na sua presença há mais de um mês para dizermos da importância e pedir um encontro com o CIC e seus filiados, a fim de que não apenas o processo democrático-institucional fosse valorizado, como também para reforçar que a abertura desta valorosa entidade para os candidatos locais mostrarem seu potencial e propostas poderia ser benéfico e promissor para nossos objetivos que, estamos certos, é também o da comunidade, qual seja, o de poder, depois de 23 anos, Bento Gonçalves voltar a ter pelo menos um representante na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa. Aliás, chegamos a alimentar, até duas semanas atrás, a esperança de que, pelo menos em respeito ao que representa ser e ter candidatos a tão importantes cargos numa cidade tão pujante e importante, haveria a interação da sua entidade com os candidatos e a comunidade, donde, como uma verdadeira caixa de ressonância, aquele eleitor mais humilde e desligado das questões políticas pudesse encontrar um referencial local para estas eleições.
Mas o que parece e fica é que nosso objetivo e o de parte da comunidade não foi e não pretendeu ser compartilhado por alguns, dentro os quais incluímos sua entidade. Uma pena, já que como sabemos, nenhum candidato que foi eleito com a ajuda de nossa cidade nos últimos 23 anos soube retribuir à altura o que desta comunidade recebeu de apoio, seja com votos, seja com recursos financeiros, estes advindos de muitos filiados deste valoroso CIC. Então, Senhor Presidente, não vemos como um encontro às portas fechadas com alguns diretores desta entidade, nas últimas 72hs da eleição, em horário que adentrará para além do horário do fechamento da última edição dos jornais locais a anteceder o pleito, possa servir para “ajudar o eleitor” ou os próprios candidatos. Estamos certos que, em função destas características meticulosamente programadas para o encontro, ajudaremos muito mais os eleitores e a nós mesmos estando na rua e na casa das pessoas simples desta cidade, naquele mesmo horário e pelas horas que duraria a mesa redonda, nos apresentando e pedindo voto, locais em que fomos acolhidos e bem recebidos durante toda a campanha e, em especial, onde durante estes últimos 75 dias, aí sim, tivemos a compreensão e adesão à nossa importante e inquestionável mensagem: que Bento Gonçalves precisa, quer e pode ter um representante.
Pois bem, caríssimo e estimado Presidente, estamos a consignar este nosso sentimento de frustração com sua entidade e muitos dos seus filiados para dizer que o encontro agora marcado desta maneira apenas coroa com uma lamentável chave de ouro todo o desdém com que fomos tratados durante o processo eleitoral. E estamos externando este sentimento, e de forma expressa, o que sequer precisaria ser feito pelos óbvios motivos, para que, como o convite, também nosso agradecimento e motivos da resposta negativa de atendimento a ele fique registrado em seus anais.
E, por derradeiro, aproveitamos para registrar nosso desejo de que hoje e sempre essa entidade e todos seus filiados tenham muito sucesso e sejam sempre bem atendidos em seus pleitos que dependam da intervenção dos poderes Estadual e Federal, e que seus agentes possam ser os agentes fomentadores do crescimento de nossa cidade e das soluções dos problemas individuais e coletivos, seja através da interlocução com os atuais agentes políticos, seja com os futuros, estes a serem conhecidos daqui 72hs.

Cordialmente

ADROALDO DAL MASS e VOLNEI TESSER

PARA FRENTE OU PARA TRÁS: o amanhã

Amanhã, domingo, 3/10, será um dia histórico para Bento Gonçalves. Será o dia das eleições e o dia de nossa cidade dizer se quer ter um filho seu como Deputado Estadual e um Federal ou não depois de 23 anos sem esta representatividade no parlamento estadual e federal. Alguns, que fazem parte da velha guarda e velha concepção de política, estão louquinhos para que a cidade fique como está, sem eleger deputados, porque querem desesperadamente que nenhuma liderança nova se consolide. Praticam a velha máxima maquiavélica: dividir para reinar. No entanto, outros, que apenas estão sendo as vítimas deste tipo de procedimento, parece que estão se unindo em torno desta causa nobre e possível de elegermos alguém. Estes últimos formam um exército de pessoas oriundas das mais diversas camadas sociais, portanto, são a grande maioria em detrimento de meia dúzia de antigos e novos coronéis que querem tudo para si e fazem a política do arraza quarteirão, aonde se não são eles a bola da vez, e sempre a mesma, fazem de tudo para que nada seja conseguido pelos outros e, consequentemente, para o bem da cidade. Pois bem, exército de pessoas de bem, creiam em si, no nosso potencial, nos frutos que Bento Gonçalves terá em elegendo um filho seu. E pensem, principalmente, que elegendo alguém, definitivamente nos livraremos daqueles políticos tradicionais, capazes de tudo, inclusive sair por aí, de braços dados, na calada da noite, com candidatos que sequer conhecem Bento Gonçalves, que nunca estiveram aqui e que nunca voltarão, a não ser para trazer um cheque e outro volta e meia para pagar os benefícios particulares e individuais daqueles que os servem em detrimento dos interesses da cidade. Boa eleição para todos, com consciência e reflexão.